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Publicado: 25/10/2007 | 09:11
Lupi sob risco de sindicância
Izabelle Torres
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Ministro pode ter de explicar sobre sua permanência à frente da presidência do PDT. Decisão vai ser tomada na segunda-feira
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está na mira da Comissão de Ética Pública (CEP) do Governo Federal, órgão vinculado à presidência da República. Na próxima segunda-feira, os integrantes da comissão vão avaliar se abrem uma sindicância para pedir explicações ao ministro sobre sua permanência à frente da presidência do PDT, contrariando decisão da comissão de proibir membros do primeiro escalão do governo de manter ligações diretas com partidos políticos.
O grupo já havia discutido a atuação de Lupi no PDT em uma reunião no inicio do ano, mas nenhuma providência foi tomada. Apesar da CEP estudar possíveis punições, não há qualquer definição sobre o procedimento que será adotado, visto que o caso de Lupi é o primeiro que a comissão vai analisar, desde o inicio do ano, quando divulgou a norma. Integrantes da CEP acreditam que a primeira atitude da comissão será a de formalizar um pedido de justificativa do ministro sobre o descumprimento da regra.
Por meio de sua assessoria, Carlos Lupi afirmou que não pretende abrir mão do cargo de presidente do PDT porque o papel da CEP é apenas consultivo, não possuindo caráter punitivo. Lupi disse que tem cumprido seu papel constitucional em ambas as funções e que somente uma decisão judicial poderia fazê-lo deixar o cargo de presidente do PDT, para o qual, segundo ele, foi eleito por aclamação.
Em abril deste ano, a Comissão de Ética Pública formalizou uma advertência a Carlos Lupi por causa de suas declarações de que pretendia abrir espaço para o seu partido no governo. Na ocasião, a comissão apenas pediu explicações ao ministro.
O ministro Carlos Lupi sempre esteve diretamente ligado ao PDT. Amigo de Leonel Brizola, participou da fundação do partido e em 2004 assumiu interinamente a presidência Nacional da legenda, depois da morte de seu fundador. Em 2005, Lupi foi confirmado no cargo e em março deste ano foi reeleito para mais dois anos à frente da presidência do partido.
A Comissão de Ética Pública foi criada em 1999 com a função de revisar as normas que dispõem sobre conduta ética na Administração Pública Federal. Composta por seis membros, a CEP se reúne mensalmente para decidir e analisar as atitudes dos integrantes do Poder Executivo Federal. Parte das deliberações da comissão se restringe a pedidos de explicações a ministros sobre matérias veiculadas na imprensa.
Izabelle Torres
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Ministro pode ter de explicar sobre sua permanência à frente da presidência do PDT. Decisão vai ser tomada na segunda-feira
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está na mira da Comissão de Ética Pública (CEP) do Governo Federal, órgão vinculado à presidência da República. Na próxima segunda-feira, os integrantes da comissão vão avaliar se abrem uma sindicância para pedir explicações ao ministro sobre sua permanência à frente da presidência do PDT, contrariando decisão da comissão de proibir membros do primeiro escalão do governo de manter ligações diretas com partidos políticos.
O grupo já havia discutido a atuação de Lupi no PDT em uma reunião no inicio do ano, mas nenhuma providência foi tomada. Apesar da CEP estudar possíveis punições, não há qualquer definição sobre o procedimento que será adotado, visto que o caso de Lupi é o primeiro que a comissão vai analisar, desde o inicio do ano, quando divulgou a norma. Integrantes da CEP acreditam que a primeira atitude da comissão será a de formalizar um pedido de justificativa do ministro sobre o descumprimento da regra.
Por meio de sua assessoria, Carlos Lupi afirmou que não pretende abrir mão do cargo de presidente do PDT porque o papel da CEP é apenas consultivo, não possuindo caráter punitivo. Lupi disse que tem cumprido seu papel constitucional em ambas as funções e que somente uma decisão judicial poderia fazê-lo deixar o cargo de presidente do PDT, para o qual, segundo ele, foi eleito por aclamação.
Em abril deste ano, a Comissão de Ética Pública formalizou uma advertência a Carlos Lupi por causa de suas declarações de que pretendia abrir espaço para o seu partido no governo. Na ocasião, a comissão apenas pediu explicações ao ministro.
O ministro Carlos Lupi sempre esteve diretamente ligado ao PDT. Amigo de Leonel Brizola, participou da fundação do partido e em 2004 assumiu interinamente a presidência Nacional da legenda, depois da morte de seu fundador. Em 2005, Lupi foi confirmado no cargo e em março deste ano foi reeleito para mais dois anos à frente da presidência do partido.
A Comissão de Ética Pública foi criada em 1999 com a função de revisar as normas que dispõem sobre conduta ética na Administração Pública Federal. Composta por seis membros, a CEP se reúne mensalmente para decidir e analisar as atitudes dos integrantes do Poder Executivo Federal. Parte das deliberações da comissão se restringe a pedidos de explicações a ministros sobre matérias veiculadas na imprensa.