antigas Publicado: 18/10/2007 | 10:00

Dobram vetos a pessoas de fora

Sabrina Lorenzi
Jornal do Brasil

Enquanto crescem as queixas sobre a falta de mão-de-obra especializada na indústria e na construção civil, os vetos à importação de gente para trabalhar no país dobram. Dados do Ministério do Trabalho mostram que de janeiro a setembro foram indeferidos 1.048 pedidos de autorizações de emprego a gringos. Durante todo o ano passado, o governo barrou 452 solicitações de trabalho de estrangeiros. Neste ano, o total de vistos de trabalho concedidos (19.709) foi menor que no mesmo período de 2006 (20.508).

O discurso do Ministério do Trabalho não combina com o dos empresários. O presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, afirmou nesta semana que faltam profissionais no mercado para realizar os investimentos da mineradora. A Petrobras elaborou para este jornal um extensa lista de profissões em falta para tocar os investimentos bilionários. Executivos da construção civil também dizem ter dificuldades de pessoal para levar adiante o reaquecimento do setor. O setor automotivo traz de volta funcionários aposentados para atender à demanda aquecida.

Apesar das queixas, a maior parte dos vetos a vistos para estrangeiros está relacionada ao fato de haver mão-de-obra similar no Brasil, na avaliação do governo. Eletricistas e operários na construção civil não estão em falta segundo o Ministério. Mas, para as empresas, há escassez desses mesmos profissionais.

Nunca chegou ao Conselho Nacional de Imigração que existe essa falta de pessoas para trabalhar. Se existe, essa avaliação tem que ser estudada e debatida, inclusive com as centrais sindicais - disse o coordenador-geral de Imigração do Ministério do Ministério do Trabalho, Paulo Sérgio de Almeida.

Claro que, se há um pedido de recepcionista trilíngue, ou de um eletricista com muito conhecimento tecnólogico, fazemos uma avaliação mais profunda.

Em alguns casos, a área de Imigração solicita informações das delegacias regionais de trabalho, para apurar melhor a existência de mão-de-obra. Entre os barrados, há operários e supervisores da construção civil, vendedores, eletricistas, recepcionistas, entre outros.

No mundo inteiro, os países dão preferência aos trabalhadores locais e nós temos regras bem razoáveis e levamos em média 30 dias para liberar o visto, se tudo estiver certo.

Sabrina Lorenzi
Jornal do Brasil

Enquanto crescem as queixas sobre a falta de mão-de-obra especializada na indústria e na construção civil, os vetos à importação de gente para trabalhar no país dobram. Dados do Ministério do Trabalho mostram que de janeiro a setembro foram indeferidos 1.048 pedidos de autorizações de emprego a gringos. Durante todo o ano passado, o governo barrou 452 solicitações de trabalho de estrangeiros. Neste ano, o total de vistos de trabalho concedidos (19.709) foi menor que no mesmo período de 2006 (20.508).

O discurso do Ministério do Trabalho não combina com o dos empresários. O presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, afirmou nesta semana que faltam profissionais no mercado para realizar os investimentos da mineradora. A Petrobras elaborou para este jornal um extensa lista de profissões em falta para tocar os investimentos bilionários. Executivos da construção civil também dizem ter dificuldades de pessoal para levar adiante o reaquecimento do setor. O setor automotivo traz de volta funcionários aposentados para atender à demanda aquecida.

Apesar das queixas, a maior parte dos vetos a vistos para estrangeiros está relacionada ao fato de haver mão-de-obra similar no Brasil, na avaliação do governo. Eletricistas e operários na construção civil não estão em falta segundo o Ministério. Mas, para as empresas, há escassez desses mesmos profissionais.

Nunca chegou ao Conselho Nacional de Imigração que existe essa falta de pessoas para trabalhar. Se existe, essa avaliação tem que ser estudada e debatida, inclusive com as centrais sindicais - disse o coordenador-geral de Imigração do Ministério do Ministério do Trabalho, Paulo Sérgio de Almeida.

Claro que, se há um pedido de recepcionista trilíngue, ou de um eletricista com muito conhecimento tecnólogico, fazemos uma avaliação mais profunda.

Em alguns casos, a área de Imigração solicita informações das delegacias regionais de trabalho, para apurar melhor a existência de mão-de-obra. Entre os barrados, há operários e supervisores da construção civil, vendedores, eletricistas, recepcionistas, entre outros.

No mundo inteiro, os países dão preferência aos trabalhadores locais e nós temos regras bem razoáveis e levamos em média 30 dias para liberar o visto, se tudo estiver certo.