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Publicado: 17/10/2007 | 09:57
Escolas mais caras
Mariana Flores
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Estabelecimentos começam a definir mensalidades de 2008 com aumentos entre 3,3% e 13%, enquanto a inflação deve ficar em torno de 4%. Em 2007, reajuste foi de 6,08%, também acima dos preços médios
Os pais dos 650 mil alunos matriculados em escolas particulares do Distrito Federal devem se preparar para enfrentar reajustes nas mensalidades escolares bem superiores à inflação deste ano. A expectativa do mercado é a de que os preços fechem 2007 com alta em torno de 4%, mas a maioria das instituições de ensino privadas do DF vai aumentar bem acima desse valor. Levantamento feito pelo Correio em 40 escolas de ensino fundamental e médio mostra que 12 delas já têm os valores definidos. Os índices vão variar de 3,3% a 13% (veja quadro).
A maioria das instituições que definiram os aumentos são no Plano Piloto. A maior parte dos colégios das cidades do DF consultados deve definir os percentuais de aumento até meados de novembro, segundo informaram os funcionários, por telefone. Mas o reajuste deve ficar acima dos praticados este ano. Em média, as mensalidades ficaram 6,08% mais caras em 2007, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) do DF, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ensino fundamental, a alta foi de 7,33%, e no médio, de 8,57%.
Já para 2007, o reajuste médio das 434 escolas particulares deve ser de 11%, segundo previsão do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF). A orientação é que cada instituição defina os valores de acordo com suas planilhas de custos, orienta a presidente do sindicato, Amábile Pácios. “Inflação não é nosso índice, temos outro coeficiente para refletir o custo operacional. Orientamos para que cada escola faça direito sua planilha para chegar a um valor que cubra seu custo”, afirma.
Nas planilhas das escolas entram os reajustes de tarifas públicas, da folha de pagamentos, além de particularidades de cada instituição. Neste ano os 22 mil professores das escolas privadas tiveram um aumento de 4%. “Cada escola tem que considerar sua proposta pedagógica, se ela oferece balé ou natação para seus alunos, por exemplo. Por isso os índices variam de uma para outra, assim como as mensalidades”, afirma Amábile. Os preços das parcelas nos colégios pesquisados vão variar de R$ 200, em uma escola de ensino fundamental localizada em São Sebastião, a R$ 1.395 para outra instalada na Asa Sul. No ensino médio a mais barata tem mensalidade de R$ 330.
A professora Andréa Casado, moradora do Sudoeste, ainda não sabe para quanto subirá a mensalidade da escola do filho em 2008, mas está preocupada. Todos os meses, a escola consome do orçamento familiar R$ 600. “Gostaria de ter a opção de colocá-lo na escola pública. O problema é que não dá”, disse. Apesar de saber que em Brasília o custo de vida é mais elevado do que em outros lugares do país, Andréa não acha justo que o reajuste pretendido pelas instituições de ensino ultrapasse a inflação projetada para o ano.
Os donos de escolas alegam que têm que lidar com a inadimplência, que apesar do aumento de renda da população se manteria em torno de 12% dos alunos, e reclamam das mudanças geradas com a adoção do Supersimples, neste ano. O novo regime especial de arrecadação de tributos das micro e pequenas empresas do país entrou em vigor em julho deste ano. As escolas reclamam que tiveram um incremento no valor do imposto pago em torno de 15% com a alteração.
Isso porque, com o Supersimples, que unifica impostos federais, estaduais e municipais, as escolas deixam de ser beneficiadas em dois pontos. O primeiro trata apenas das creches e da pré-escola. Desde 2003 elas se enquadram nas faixas de arrecadação de impostos federais de empresas do comércio, pagando uma alíquota 50% menor que os negócios do setor de serviços. O outro se refere ao pagamento de Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios. O Supersimples incorpora o imposto, que passa a variar entre 2% e 5%, dependendo da faixa de faturamento da empresa. Mas muitos empresários antes eram beneficiados por leis locais, que cobravam taxas fixas, independentemente do tamanho da escola. Essa mudança vai atingir as escolas de ensino fundamental. As de ensino médio não podem ser enquadradas no Supersimples.
Orientação
O Procon de São Paulo orienta que quem tem mais de um filho tente negociar descontos para os alunos, a maioria das escolas prevê essa possibilidade. É preciso ainda pesar as atividades extracurriculares oferecidas por cada instituição para fazer a comparação entre custo e benefício. O valor da mensalidade é fixo e não pode ser reajustado após a assinatura do contrato. Outra dica é checar se o uso do uniforme é obrigatório e se a compra vai pesar no orçamento final, assim como se há lanche incluído no valor da mensalidade.
O Procon de São Paulo orienta que quem tem mais de um filho tente negociar descontos para os alunos, a maioria das escolas prevê essa possibilidade. É preciso ainda pesar as atividades extracurriculares oferecidas por cada instituição para fazer a comparação entre custo e benefício. O valor da mensalidade é fixo e não pode ser reajustado após a assinatura do contrato. Outra dica é checar se o uso do uniforme é obrigatório e se a compra vai pesar no orçamento final, assim como se há lanche incluído no valor da mensalidade.
Mariana Flores
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Estabelecimentos começam a definir mensalidades de 2008 com aumentos entre 3,3% e 13%, enquanto a inflação deve ficar em torno de 4%. Em 2007, reajuste foi de 6,08%, também acima dos preços médios
Os pais dos 650 mil alunos matriculados em escolas particulares do Distrito Federal devem se preparar para enfrentar reajustes nas mensalidades escolares bem superiores à inflação deste ano. A expectativa do mercado é a de que os preços fechem 2007 com alta em torno de 4%, mas a maioria das instituições de ensino privadas do DF vai aumentar bem acima desse valor. Levantamento feito pelo Correio em 40 escolas de ensino fundamental e médio mostra que 12 delas já têm os valores definidos. Os índices vão variar de 3,3% a 13% (veja quadro).
A maioria das instituições que definiram os aumentos são no Plano Piloto. A maior parte dos colégios das cidades do DF consultados deve definir os percentuais de aumento até meados de novembro, segundo informaram os funcionários, por telefone. Mas o reajuste deve ficar acima dos praticados este ano. Em média, as mensalidades ficaram 6,08% mais caras em 2007, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) do DF, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ensino fundamental, a alta foi de 7,33%, e no médio, de 8,57%.
Já para 2007, o reajuste médio das 434 escolas particulares deve ser de 11%, segundo previsão do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF). A orientação é que cada instituição defina os valores de acordo com suas planilhas de custos, orienta a presidente do sindicato, Amábile Pácios. “Inflação não é nosso índice, temos outro coeficiente para refletir o custo operacional. Orientamos para que cada escola faça direito sua planilha para chegar a um valor que cubra seu custo”, afirma.
Nas planilhas das escolas entram os reajustes de tarifas públicas, da folha de pagamentos, além de particularidades de cada instituição. Neste ano os 22 mil professores das escolas privadas tiveram um aumento de 4%. “Cada escola tem que considerar sua proposta pedagógica, se ela oferece balé ou natação para seus alunos, por exemplo. Por isso os índices variam de uma para outra, assim como as mensalidades”, afirma Amábile. Os preços das parcelas nos colégios pesquisados vão variar de R$ 200, em uma escola de ensino fundamental localizada em São Sebastião, a R$ 1.395 para outra instalada na Asa Sul. No ensino médio a mais barata tem mensalidade de R$ 330.
A professora Andréa Casado, moradora do Sudoeste, ainda não sabe para quanto subirá a mensalidade da escola do filho em 2008, mas está preocupada. Todos os meses, a escola consome do orçamento familiar R$ 600. “Gostaria de ter a opção de colocá-lo na escola pública. O problema é que não dá”, disse. Apesar de saber que em Brasília o custo de vida é mais elevado do que em outros lugares do país, Andréa não acha justo que o reajuste pretendido pelas instituições de ensino ultrapasse a inflação projetada para o ano.
Os donos de escolas alegam que têm que lidar com a inadimplência, que apesar do aumento de renda da população se manteria em torno de 12% dos alunos, e reclamam das mudanças geradas com a adoção do Supersimples, neste ano. O novo regime especial de arrecadação de tributos das micro e pequenas empresas do país entrou em vigor em julho deste ano. As escolas reclamam que tiveram um incremento no valor do imposto pago em torno de 15% com a alteração.
Isso porque, com o Supersimples, que unifica impostos federais, estaduais e municipais, as escolas deixam de ser beneficiadas em dois pontos. O primeiro trata apenas das creches e da pré-escola. Desde 2003 elas se enquadram nas faixas de arrecadação de impostos federais de empresas do comércio, pagando uma alíquota 50% menor que os negócios do setor de serviços. O outro se refere ao pagamento de Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios. O Supersimples incorpora o imposto, que passa a variar entre 2% e 5%, dependendo da faixa de faturamento da empresa. Mas muitos empresários antes eram beneficiados por leis locais, que cobravam taxas fixas, independentemente do tamanho da escola. Essa mudança vai atingir as escolas de ensino fundamental. As de ensino médio não podem ser enquadradas no Supersimples.
Orientação
O Procon de São Paulo orienta que quem tem mais de um filho tente negociar descontos para os alunos, a maioria das escolas prevê essa possibilidade. É preciso ainda pesar as atividades extracurriculares oferecidas por cada instituição para fazer a comparação entre custo e benefício. O valor da mensalidade é fixo e não pode ser reajustado após a assinatura do contrato. Outra dica é checar se o uso do uniforme é obrigatório e se a compra vai pesar no orçamento final, assim como se há lanche incluído no valor da mensalidade.
O Procon de São Paulo orienta que quem tem mais de um filho tente negociar descontos para os alunos, a maioria das escolas prevê essa possibilidade. É preciso ainda pesar as atividades extracurriculares oferecidas por cada instituição para fazer a comparação entre custo e benefício. O valor da mensalidade é fixo e não pode ser reajustado após a assinatura do contrato. Outra dica é checar se o uso do uniforme é obrigatório e se a compra vai pesar no orçamento final, assim como se há lanche incluído no valor da mensalidade.