antigas Publicado: 15/10/2007 | 14:00

Representações em série contra Renan

Edson Luiz
Correio Braziliense 
 
Adversários do peemedebista querem investigar denúncia de que ele teria favorecido empresa de ex-assessor com dinheiro público
 
O PSol manifestou ontem a intenção de entrar com nova representação por quebra de decoro contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Desta vez, por causa das denúncias de que ele teria beneficiado empresa fantasma com emendas orçamentárias. O senador teria liberado R$ 280 mil, por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para a construção de casas em Murici, cidade do interior de Alagoas que tem como prefeito Renan Calheiros Filho, filho do peemedebista. Renan responde a três processos que o investigam por quebra de decoro. Tramita na Casa ainda uma representação, do DEM e do PSDB, que o acusa de arapongagem.

“Temos que ter uma fábrica de representações, mas não vamos prevaricar. Iremos apresentar um requerimento ao Senado pedindo o aditamento deste caso aos outros processos. Caso não seja acatado, vamos fazer uma representação”, afirmou a presidente do PSol, Heloísa Helena. A ex-senadora explicou que as denúncias sobre a liberação da emenda têm relação com os demais processos já instaurados no conselho. “Ela (a denúncia) relaciona o senador Renan em crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção e intermediação de interesse privado”, acrescenta Heloísa. São praticamente as mesmas acusações das representações anteriores.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Renan destinou R$ 280 mil do Orçamento da União de 2004 para a KSI – Consultoria e Construções erguer casas em Murici, só que a empresa não tem sede e seus proprietários são desconhecidos. O convênio seria para a construção de 28 casas pelo programa de combate à doença de Chagas. Segundo o jornal, o verdadeiro dono da KSI seria José Albino Gonçalves de Freitas, ex-assessor de Renan. Freitas afirmou que apenas foi, durante algum tempo, procurador da empresa. No estado de Alagoas ele é tido como pessoa próxima do senador e atuaria como lobista. Procurada, a assessoria de Renan não retornou as ligações feitas pelo Correio.

“A cada semana, uma notícia nova. É um processo que não tem mais fim”, afirma o senador Renato Casagrande (PSB-ES), integrante do Conselho de Ética do Senado. Casagrande segue na mesma linha de Heloísa Helena, ao sugerir que, caso haja novo requerimento, que ele seja anexado aos processos com objetivos semelhantes. “A denúncia nova merece uma representação. Mas temos que resolver os processos que estão lá. Devíamos nos preocupar em dar fim aos que começaram”, ressaltou o senador, observando que Renan Calheiros não teria condições de reassumir a Presidência da Casa. “Não tem ambiente político para exercê-la. Renan acaba sendo uma pauta negativa.”

Antes mesmo de o PSol anunciar nova representação contra o presidente licenciado do Senado, o senador Demostenes Torres (DEM-GO), outro integrante do Conselho de Ética do Senado, avaliou que a nova denúncia contra Renan seria alvo de uma representação. “É um fato grave, principalmente porque se trata de envolvimento com empresas fantasmas”, disse. A exemplo de Heloísa Helena e Casagrande, o parlamentar entende que a nova denúncia pode ser incluída nos processos em andamento.
 

Edson Luiz
Correio Braziliense 
 
Adversários do peemedebista querem investigar denúncia de que ele teria favorecido empresa de ex-assessor com dinheiro público
 
O PSol manifestou ontem a intenção de entrar com nova representação por quebra de decoro contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Desta vez, por causa das denúncias de que ele teria beneficiado empresa fantasma com emendas orçamentárias. O senador teria liberado R$ 280 mil, por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para a construção de casas em Murici, cidade do interior de Alagoas que tem como prefeito Renan Calheiros Filho, filho do peemedebista. Renan responde a três processos que o investigam por quebra de decoro. Tramita na Casa ainda uma representação, do DEM e do PSDB, que o acusa de arapongagem.

“Temos que ter uma fábrica de representações, mas não vamos prevaricar. Iremos apresentar um requerimento ao Senado pedindo o aditamento deste caso aos outros processos. Caso não seja acatado, vamos fazer uma representação”, afirmou a presidente do PSol, Heloísa Helena. A ex-senadora explicou que as denúncias sobre a liberação da emenda têm relação com os demais processos já instaurados no conselho. “Ela (a denúncia) relaciona o senador Renan em crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção e intermediação de interesse privado”, acrescenta Heloísa. São praticamente as mesmas acusações das representações anteriores.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Renan destinou R$ 280 mil do Orçamento da União de 2004 para a KSI – Consultoria e Construções erguer casas em Murici, só que a empresa não tem sede e seus proprietários são desconhecidos. O convênio seria para a construção de 28 casas pelo programa de combate à doença de Chagas. Segundo o jornal, o verdadeiro dono da KSI seria José Albino Gonçalves de Freitas, ex-assessor de Renan. Freitas afirmou que apenas foi, durante algum tempo, procurador da empresa. No estado de Alagoas ele é tido como pessoa próxima do senador e atuaria como lobista. Procurada, a assessoria de Renan não retornou as ligações feitas pelo Correio.

“A cada semana, uma notícia nova. É um processo que não tem mais fim”, afirma o senador Renato Casagrande (PSB-ES), integrante do Conselho de Ética do Senado. Casagrande segue na mesma linha de Heloísa Helena, ao sugerir que, caso haja novo requerimento, que ele seja anexado aos processos com objetivos semelhantes. “A denúncia nova merece uma representação. Mas temos que resolver os processos que estão lá. Devíamos nos preocupar em dar fim aos que começaram”, ressaltou o senador, observando que Renan Calheiros não teria condições de reassumir a Presidência da Casa. “Não tem ambiente político para exercê-la. Renan acaba sendo uma pauta negativa.”

Antes mesmo de o PSol anunciar nova representação contra o presidente licenciado do Senado, o senador Demostenes Torres (DEM-GO), outro integrante do Conselho de Ética do Senado, avaliou que a nova denúncia contra Renan seria alvo de uma representação. “É um fato grave, principalmente porque se trata de envolvimento com empresas fantasmas”, disse. A exemplo de Heloísa Helena e Casagrande, o parlamentar entende que a nova denúncia pode ser incluída nos processos em andamento.