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Publicado: 20/09/2007 | 12:03
Salário médio fica menor
Correio Braziliense
Remuneração dos trabalhadores em empresas caiu 5,7%, entre 2000 e 2005, passando para R$ 975. Número de empregos cresceu 28,5%
O salário médio mensal real — descontada a inflação pelo IPCA — dos empregados brasileiros registrou queda de 4,4% entre 2000 e 2005, de acordo com o levantamento do Cadastro Geral de Empresas (Cempre), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior queda foi registrada nas empresas, cuja redução ficou acima da média, em 5,7%, levando o salário médio mensal para R$ 975,52, em 2005, ante a R$ 1.034,86, em 2000. O documento contabiliza 5,7 milhões de empresas e outras organizações ativas, somente no segmento formal da economia.
Quando se analisa a remuneração média mensal em salários mínimos, houve uma redução para 3,7 salários mínimos médios em 2005, contra cinco em 2000. O levantamento mostra, ainda, que houve um crescimento de 28,5% no total de pessoas assalariadas ocupadas, enquanto o aumento da massa salarial no mesmo período foi menor, de 22,8%, o que pode indicar a perda de rendimento médio principalmente entre grandes empresas.
Os estados com níveis de salário médio mensal mais altos foram o Distrito Federal (6,8 salários mínimos), São Paulo (4,5), Rio de Janeiro (4,3), Amapá, (4), e Roraima (3,9). Já as unidades da Federação com os salários médios mensais mais baixos (em número de salários mínimos) estavam todas localizadas no Nordeste: Alagoas (2,1), Paraíba (2,4), Piauí (2,4), Pernambuco (2,6), Maranhão (2,5) e Ceará (2,5).
Todos os setores tiveram queda, mas a baixa foi maior em setores com maiores salários. Em empresas com 500 empregados ou mais, a remuneração média passou de R$ 1.622,40, em 2000, para R$ 1.462,15, em 2005. Segundo Roberto Santana, gerente de planejamento e análise do Cadastro, a queda pode significar rotatividade e uma política de reajuste de salários rígida para quem ganha mais. “Embora tenha havido aumento do salário mínimo acima da inflação no período, isso não se refletiu nos salários como um todo”, disse.
Em 2000, 30,8% dos assalariados recebiam até dois salários mínimos, em 2005 esse percentual passou a representar 45,2%. O setor de intermediação financeira registrou uma queda de 7,99% no período. Nessa atividade, a média dos salários passou de 13,7 salários para 9,2 salários mínimos.
A pesquisa mostra ainda que a administração pública tem um grande peso em boa parte do país. O setor significa apenas 0,4% do numero de empresas em 2005, mas emprega 24,1% do total de pessoal ocupados. No Norte, Nordeste, Centro-Oeste, a administração pública representa a atividade que mais emprega. Em 2005, as empresas com até quatro pessoas ocupadas representavam 83% do total. Já as maiores — 500 pessoas ou mais — correspondiam a 0,1% do total, informa ainda o estudo.
Correio Braziliense
Remuneração dos trabalhadores em empresas caiu 5,7%, entre 2000 e 2005, passando para R$ 975. Número de empregos cresceu 28,5%
O salário médio mensal real — descontada a inflação pelo IPCA — dos empregados brasileiros registrou queda de 4,4% entre 2000 e 2005, de acordo com o levantamento do Cadastro Geral de Empresas (Cempre), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior queda foi registrada nas empresas, cuja redução ficou acima da média, em 5,7%, levando o salário médio mensal para R$ 975,52, em 2005, ante a R$ 1.034,86, em 2000. O documento contabiliza 5,7 milhões de empresas e outras organizações ativas, somente no segmento formal da economia.
Quando se analisa a remuneração média mensal em salários mínimos, houve uma redução para 3,7 salários mínimos médios em 2005, contra cinco em 2000. O levantamento mostra, ainda, que houve um crescimento de 28,5% no total de pessoas assalariadas ocupadas, enquanto o aumento da massa salarial no mesmo período foi menor, de 22,8%, o que pode indicar a perda de rendimento médio principalmente entre grandes empresas.
Os estados com níveis de salário médio mensal mais altos foram o Distrito Federal (6,8 salários mínimos), São Paulo (4,5), Rio de Janeiro (4,3), Amapá, (4), e Roraima (3,9). Já as unidades da Federação com os salários médios mensais mais baixos (em número de salários mínimos) estavam todas localizadas no Nordeste: Alagoas (2,1), Paraíba (2,4), Piauí (2,4), Pernambuco (2,6), Maranhão (2,5) e Ceará (2,5).
Todos os setores tiveram queda, mas a baixa foi maior em setores com maiores salários. Em empresas com 500 empregados ou mais, a remuneração média passou de R$ 1.622,40, em 2000, para R$ 1.462,15, em 2005. Segundo Roberto Santana, gerente de planejamento e análise do Cadastro, a queda pode significar rotatividade e uma política de reajuste de salários rígida para quem ganha mais. “Embora tenha havido aumento do salário mínimo acima da inflação no período, isso não se refletiu nos salários como um todo”, disse.
Em 2000, 30,8% dos assalariados recebiam até dois salários mínimos, em 2005 esse percentual passou a representar 45,2%. O setor de intermediação financeira registrou uma queda de 7,99% no período. Nessa atividade, a média dos salários passou de 13,7 salários para 9,2 salários mínimos.
A pesquisa mostra ainda que a administração pública tem um grande peso em boa parte do país. O setor significa apenas 0,4% do numero de empresas em 2005, mas emprega 24,1% do total de pessoal ocupados. No Norte, Nordeste, Centro-Oeste, a administração pública representa a atividade que mais emprega. Em 2005, as empresas com até quatro pessoas ocupadas representavam 83% do total. Já as maiores — 500 pessoas ou mais — correspondiam a 0,1% do total, informa ainda o estudo.