antigas Publicado: 28/08/2007 | 11:23

UnB terá aulas na segunda

Mariana Flores
Correio Braziliense

Com quatro semanas de atraso devido à greve dos servidores, registros e matrículas serão feitos às pressas. Mas os trabalhadores ainda não decidiram voltar e professores ameaçam parar em setembro


 


Com quatro semanas de atraso, as aulas na Universidade de Brasília (UnB) começarão na próxima segunda-feira. Os alunos devem ficar atentos. O retorno será feito às pressas para evitar prejuízos no próximo semestre letivo. A matrícula começou à meia-noite desta terça-feira e será realizada até a próxima sexta-feira. As aulas terão início já no dia 3 de setembro, antes mesmo da matrícula dos aprovados em segunda chamada (veja quadro). A agilidade deve garantir que as férias de fim de ano atrasem apenas oito dias. A previsão é que o ano letivo dure até 19 de dezembro. A data inicial era 11 de dezembro.

Os 2.041 calouros têm entre hoje e amanhã para fazer o registro, que é a comprovação de que ingressarão na universidade. Após o registro, eles precisam confirmar a matrícula nas matérias, que é realizada pela internet. Os recém-aprovados no vestibular têm vagas garantidas em todas as matérias do primeiro semestre do curso e precisam apenas confirmá-las ou recusá-las. O período de matrícula é o mesmo para os cerca de 20 mil alunos antigos. No domingo será divulgado o resultado de matrículas em disciplinas e na segunda-feira começam as aulas, mesmo dia em que será publicada a lista de segunda chamada.

Apesar da volta às aulas, as greves por reajustes salariais ainda assombram a universidade. Os técnicos administrativos liberaram o registro dos calouros, o que vinha impedindo o início das aulas desde 6 de agosto, mas ainda não decidiram sobre a volta ao trabalho. Eles se reúnem hoje para deliberar se mantêm a paralisação, que completa três meses hoje. Caso o resultado da assembléia seja pela manutenção da greve, a biblioteca, o restaurante universitário, o centro de manutenção de equipamentos e o almoxarifado permanecerão fechados, mesmo com a volta dos alunos. “Decidimos liberar o registro porque estávamos prejudicando os alunos e colocando a população contra a gente, mas ainda estamos negociando com o governo”, afirma o coordenador do Sindicato dos Servidores Técnico Administrativos da UnB (Sintfub), Cosmo Balbino.Durante toda esta semana os funcionários de 46 universidades brasileiras farão assembléias para decidir se aceitam a proposta do governo, que prevê reajustes de 19,7% a 89,8%.

Já os professores farão uma paralisação de 24 horas no dia 13 de setembro, quando terão uma reunião com representantes dos ministérios da Educação e do Planejamento. Caso a negociação não avance, eles prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de setembro, decisão tomada em conjunto por representantes de mais de 30 instituições federais, que se reuniram no último fim de semana em Brasília. Os professores ainda aguardam uma resposta do governo às suas reivindicações. Eles pedem um aumento que varia de 4% a 178%, dependendo do nível de escolaridade e da carga horária de trabalho.

Mariana Flores
Correio Braziliense

Com quatro semanas de atraso devido à greve dos servidores, registros e matrículas serão feitos às pressas. Mas os trabalhadores ainda não decidiram voltar e professores ameaçam parar em setembro


 


Com quatro semanas de atraso, as aulas na Universidade de Brasília (UnB) começarão na próxima segunda-feira. Os alunos devem ficar atentos. O retorno será feito às pressas para evitar prejuízos no próximo semestre letivo. A matrícula começou à meia-noite desta terça-feira e será realizada até a próxima sexta-feira. As aulas terão início já no dia 3 de setembro, antes mesmo da matrícula dos aprovados em segunda chamada (veja quadro). A agilidade deve garantir que as férias de fim de ano atrasem apenas oito dias. A previsão é que o ano letivo dure até 19 de dezembro. A data inicial era 11 de dezembro.

Os 2.041 calouros têm entre hoje e amanhã para fazer o registro, que é a comprovação de que ingressarão na universidade. Após o registro, eles precisam confirmar a matrícula nas matérias, que é realizada pela internet. Os recém-aprovados no vestibular têm vagas garantidas em todas as matérias do primeiro semestre do curso e precisam apenas confirmá-las ou recusá-las. O período de matrícula é o mesmo para os cerca de 20 mil alunos antigos. No domingo será divulgado o resultado de matrículas em disciplinas e na segunda-feira começam as aulas, mesmo dia em que será publicada a lista de segunda chamada.

Apesar da volta às aulas, as greves por reajustes salariais ainda assombram a universidade. Os técnicos administrativos liberaram o registro dos calouros, o que vinha impedindo o início das aulas desde 6 de agosto, mas ainda não decidiram sobre a volta ao trabalho. Eles se reúnem hoje para deliberar se mantêm a paralisação, que completa três meses hoje. Caso o resultado da assembléia seja pela manutenção da greve, a biblioteca, o restaurante universitário, o centro de manutenção de equipamentos e o almoxarifado permanecerão fechados, mesmo com a volta dos alunos. “Decidimos liberar o registro porque estávamos prejudicando os alunos e colocando a população contra a gente, mas ainda estamos negociando com o governo”, afirma o coordenador do Sindicato dos Servidores Técnico Administrativos da UnB (Sintfub), Cosmo Balbino.Durante toda esta semana os funcionários de 46 universidades brasileiras farão assembléias para decidir se aceitam a proposta do governo, que prevê reajustes de 19,7% a 89,8%.

Já os professores farão uma paralisação de 24 horas no dia 13 de setembro, quando terão uma reunião com representantes dos ministérios da Educação e do Planejamento. Caso a negociação não avance, eles prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de setembro, decisão tomada em conjunto por representantes de mais de 30 instituições federais, que se reuniram no último fim de semana em Brasília. Os professores ainda aguardam uma resposta do governo às suas reivindicações. Eles pedem um aumento que varia de 4% a 178%, dependendo do nível de escolaridade e da carga horária de trabalho.