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Publicado: 31/08/2007 | 10:20
Funcionários da UnB voltam na quarta-feira
Mariana Flores
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Em greve desde junho, técnicos administrativos da Universidade de Brasília retornam ao trabalho no dia 5. Terão reajuste de até 82%
Após mais de três meses em greve, os técnicos administrativos da Universidade de Brasília (UnB) voltarão ao trabalho a partir da próxima quarta-feira. Em assembléia realizada ontem os servidores decidiram aceitar a proposta do governo, que prevê reajustes entre 20% e 82% até 2010. Em Brasília 2.229 funcionários terão direito ao aumento. Os técnicos no restante do país também devem acompanhar a decisão do comando de greve e voltar ao trabalho na próxima semana. Com o retorno dos profissionais, a biblioteca, o restaurante universitário, o almoxarifado e a garagem serão reabertos a partir do dia 5. No dia 3, próxima segunda-feira, começam as aulas do segundo semestre de 2007, com quase um mês de atraso. “Na quarta-feira abrimos tudo e colocamos os serviços atrasados em dia”, garante o coordenador-geral da Sindicato dos Servidores Técnico Administrativos da UnB (Sintfub), Cosmo Balbino.
Os cerca de 20 mil alunos da UnB têm até hoje, às 22h, para fazer a matrícula em disciplinas. O processo deve ser feito pela internet (www.matriculaweb.unb.br). No domingo será divulgado o resultado das matrículas e na segunda começam as aulas. No mesmo dia sai a lista de segunda chamada dos calouros para ocupar as vagas que não foram preenchidas pelos primeiros colocados — os que não fizeram o registro nos últimos dias 28 e 29. A previsão é que o ano letivo dure até 19 de dezembro. A data inicial era 11 de dezembro.
Mas a correria para garantir que as aulas terminem em 2007 e não avancem para os primeiros dias de janeiro pode ser ameaçada por outra greve. Os docentes das universidades federais farão uma paralisação de 24 horas no dia 13 de setembro e já aprovaram um indicativo de greve por tempo indeterminado a partir da última semana de setembro caso as negociações com o governo não progridam. Eles reivindicam reajustes que variam de 4% a 178%, dependendo do nível de escolaridade e da carga horária de trabalho.
Alunos
As greves dividem os estudantes da UnB. Durante a última paralisação dois grupos se formaram, um de apoio e outro de protesto às paralisações. Os cerca de 30 integrantes do Nada Será Como Antes estão do lado dos grevistas, sejam eles professores ou técnicos. “A gente apóia greve como um todo, seja ela de servidores ou de professores. Nossa intenção é construir uma greve única”, afirma um dos líderes do movimento, Danilo Silvestre, de 23 anos, aluno do 9º semestre de ciências políticas.
Do outro lado, protestam os integrantes da União dos Estudantes Independentes, formada há pouco mais de uma semana e com mais de 150 interessados em entrar no grupo. “Os alunos ficam frustrados porque sabem que as greves são focadas exclusivamente na questão salarial. Além disso, elas deveriam ser usadas só quando for realmente inevitável, mas atualmente são usadas como primeira instância para pressionar o governo”, afirma um dos responsáveis pela criação do movimento, Duval Guimarães, de 23 anos, aluno do 7º semestre de relações internacionais.
Mariana Flores
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Em greve desde junho, técnicos administrativos da Universidade de Brasília retornam ao trabalho no dia 5. Terão reajuste de até 82%
Após mais de três meses em greve, os técnicos administrativos da Universidade de Brasília (UnB) voltarão ao trabalho a partir da próxima quarta-feira. Em assembléia realizada ontem os servidores decidiram aceitar a proposta do governo, que prevê reajustes entre 20% e 82% até 2010. Em Brasília 2.229 funcionários terão direito ao aumento. Os técnicos no restante do país também devem acompanhar a decisão do comando de greve e voltar ao trabalho na próxima semana. Com o retorno dos profissionais, a biblioteca, o restaurante universitário, o almoxarifado e a garagem serão reabertos a partir do dia 5. No dia 3, próxima segunda-feira, começam as aulas do segundo semestre de 2007, com quase um mês de atraso. “Na quarta-feira abrimos tudo e colocamos os serviços atrasados em dia”, garante o coordenador-geral da Sindicato dos Servidores Técnico Administrativos da UnB (Sintfub), Cosmo Balbino.
Os cerca de 20 mil alunos da UnB têm até hoje, às 22h, para fazer a matrícula em disciplinas. O processo deve ser feito pela internet (www.matriculaweb.unb.br). No domingo será divulgado o resultado das matrículas e na segunda começam as aulas. No mesmo dia sai a lista de segunda chamada dos calouros para ocupar as vagas que não foram preenchidas pelos primeiros colocados — os que não fizeram o registro nos últimos dias 28 e 29. A previsão é que o ano letivo dure até 19 de dezembro. A data inicial era 11 de dezembro.
Mas a correria para garantir que as aulas terminem em 2007 e não avancem para os primeiros dias de janeiro pode ser ameaçada por outra greve. Os docentes das universidades federais farão uma paralisação de 24 horas no dia 13 de setembro e já aprovaram um indicativo de greve por tempo indeterminado a partir da última semana de setembro caso as negociações com o governo não progridam. Eles reivindicam reajustes que variam de 4% a 178%, dependendo do nível de escolaridade e da carga horária de trabalho.
Alunos
As greves dividem os estudantes da UnB. Durante a última paralisação dois grupos se formaram, um de apoio e outro de protesto às paralisações. Os cerca de 30 integrantes do Nada Será Como Antes estão do lado dos grevistas, sejam eles professores ou técnicos. “A gente apóia greve como um todo, seja ela de servidores ou de professores. Nossa intenção é construir uma greve única”, afirma um dos líderes do movimento, Danilo Silvestre, de 23 anos, aluno do 9º semestre de ciências políticas.
Do outro lado, protestam os integrantes da União dos Estudantes Independentes, formada há pouco mais de uma semana e com mais de 150 interessados em entrar no grupo. “Os alunos ficam frustrados porque sabem que as greves são focadas exclusivamente na questão salarial. Além disso, elas deveriam ser usadas só quando for realmente inevitável, mas atualmente são usadas como primeira instância para pressionar o governo”, afirma um dos responsáveis pela criação do movimento, Duval Guimarães, de 23 anos, aluno do 7º semestre de relações internacionais.