antigas Publicado: 10/10/2007 | 09:21

Bancários encerram greve na Caixa

Mariana Flores
Correio Braziliense

Uma semana após o início da greve, os funcionários da Caixa Econômica Federal retornam hoje ao trabalho após decisão tomada em assembléia realizada ontem no início da noite. Os bancários aceitaram a proposta antes que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarasse o movimento abusivo, como pediu a Caixa em dissídio coletivo ajuizado na segunda-feira. “Não aceitamos porque achamos que a proposta é boa, mas para evitar ir ao TST. Nunca obtivemos uma vitória no TST”, admite o secretário-geral do Sindicato dos Bancários, Enilson da Silva.

Na noite de segunda-feira a Caixa avançou em alguns pontos, de acordo com o sindicato. Prometeu implementar até julho de 2008 um novo plano de cargos e salários, contratar mais 3 mil empregados até dezembro e realizar concurso público até março do próximo ano. Além disso, alterou a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “Ela vai conceder uma PLR que se aproxima de uma proposta linear, antes priorizava quem ganha mais. Até a semana passada a proposta era dar 80% do salário, mais R$ 868 e uma parte variável”, afirma Enilson.

Com o fim da greve, de acordo com ele, a PLR passa a ser de R$ 4.100 para empregados não-comissionados (técnicos bancários e escriturários) e de R$ 4.362,84 para os comissionados (analistas, técnicos de fomento, caixas, avaliadores de penhor, entre outros). O pagamento será dividido em duas partes: 60% até 10 dias após a assinatura do acordo e 40% até março de 2008. Além disso, até março de 2008 será creditado um valor adicional à PLR, de R$ 600, se o lucro líquido do banco for 15% superior ao resultado de 2006. Assim como os funcionários dos bancos privados e do Banco do Brasil, a categoria terá um reajuste de 6% nos salários, além dos benefícios e verbas como tíquete-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá, entre outros.

Alternativa
Com a greve, iniciada na última quarta-feira, agências da Caixa de todo o país ficaram fechadas. No Distrito Federal o fechamento atingiu mais de 90% dos postos, de acordo com os grevistas. Com a paralisação, os clientes migraram para as casas lotéricas. O movimento cresceu em torno de 20%, principalmente em relação aos interessados em fazer saques, de acordo com balanço do Sindicato das Empresas Lotéricas do Distrito Federal (Sindiloterias). Em algumas casas da cidade chegou até mesmo a faltar dinheiro, de acordo com o presidente do sindicato, Roger Benac. “Normalmente mantemos um equilíbrio entre os depósitos e os saques. Mas com a greve aumentou muito o número de pessoas que queriam sacar e o dinheiro em alguns lugares não foi suficiente.” 
 
Militar quer 100%
Sem o direito de protestar, os militares ativos começaram a negociação por reajustes salariais ontem tendo suas mulheres como representantes. As esposas se reuniram com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e, a exemplo dos últimos anos, já planejam fazer protestos para pressionar o governo federal a aumentar os salários. Elas reivindicam um aumento de 100% até 2010, de acordo com a presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas Brasileiras, Ivone Luzardo, que já liderou manifestações e acampamentos na Esplanada dos Ministérios. De acordo com ela, o ministro garantiu que o governo está estudando um índice para reajustar os soldos. Desde 2003 os militares tiveram 33% de reajuste.

Mariana Flores
Correio Braziliense

Uma semana após o início da greve, os funcionários da Caixa Econômica Federal retornam hoje ao trabalho após decisão tomada em assembléia realizada ontem no início da noite. Os bancários aceitaram a proposta antes que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarasse o movimento abusivo, como pediu a Caixa em dissídio coletivo ajuizado na segunda-feira. “Não aceitamos porque achamos que a proposta é boa, mas para evitar ir ao TST. Nunca obtivemos uma vitória no TST”, admite o secretário-geral do Sindicato dos Bancários, Enilson da Silva.

Na noite de segunda-feira a Caixa avançou em alguns pontos, de acordo com o sindicato. Prometeu implementar até julho de 2008 um novo plano de cargos e salários, contratar mais 3 mil empregados até dezembro e realizar concurso público até março do próximo ano. Além disso, alterou a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “Ela vai conceder uma PLR que se aproxima de uma proposta linear, antes priorizava quem ganha mais. Até a semana passada a proposta era dar 80% do salário, mais R$ 868 e uma parte variável”, afirma Enilson.

Com o fim da greve, de acordo com ele, a PLR passa a ser de R$ 4.100 para empregados não-comissionados (técnicos bancários e escriturários) e de R$ 4.362,84 para os comissionados (analistas, técnicos de fomento, caixas, avaliadores de penhor, entre outros). O pagamento será dividido em duas partes: 60% até 10 dias após a assinatura do acordo e 40% até março de 2008. Além disso, até março de 2008 será creditado um valor adicional à PLR, de R$ 600, se o lucro líquido do banco for 15% superior ao resultado de 2006. Assim como os funcionários dos bancos privados e do Banco do Brasil, a categoria terá um reajuste de 6% nos salários, além dos benefícios e verbas como tíquete-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá, entre outros.

Alternativa
Com a greve, iniciada na última quarta-feira, agências da Caixa de todo o país ficaram fechadas. No Distrito Federal o fechamento atingiu mais de 90% dos postos, de acordo com os grevistas. Com a paralisação, os clientes migraram para as casas lotéricas. O movimento cresceu em torno de 20%, principalmente em relação aos interessados em fazer saques, de acordo com balanço do Sindicato das Empresas Lotéricas do Distrito Federal (Sindiloterias). Em algumas casas da cidade chegou até mesmo a faltar dinheiro, de acordo com o presidente do sindicato, Roger Benac. “Normalmente mantemos um equilíbrio entre os depósitos e os saques. Mas com a greve aumentou muito o número de pessoas que queriam sacar e o dinheiro em alguns lugares não foi suficiente.” 
 
Militar quer 100%
Sem o direito de protestar, os militares ativos começaram a negociação por reajustes salariais ontem tendo suas mulheres como representantes. As esposas se reuniram com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e, a exemplo dos últimos anos, já planejam fazer protestos para pressionar o governo federal a aumentar os salários. Elas reivindicam um aumento de 100% até 2010, de acordo com a presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas Brasileiras, Ivone Luzardo, que já liderou manifestações e acampamentos na Esplanada dos Ministérios. De acordo com ela, o ministro garantiu que o governo está estudando um índice para reajustar os soldos. Desde 2003 os militares tiveram 33% de reajuste.