antigas Publicado: 8/08/2007 | 08:34

DEM escolhe Marco Maciel para CCJ

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

A bancada do DEM resolveu indicar o senador Marco Maciel (PE) para a presidência da poderosa Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, no lugar do falecido senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e encerrou uma disputa que ameaçava dividir a legenda. O senador Edison Lobão (DEM-MA), que articulava seu nome com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), retirou sua candidatura ao cargo. Maciel foi escolhido por unanimidade, como queria a cúpula da legenda, cujo presidente, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), comandou a operação para sacramentar Maciel.

Pelo acordo de lideranças, a indicação de Maciel deve ser aprovada na reunião da CCJ marcada para hoje, às 10h. A CCJ vinha sendo presidida interinamente pelo senador Valter Pereira (PMDB-MS), mas o regimento do Senado determina a realização de uma nova eleição do presidente e do vice cinco dias úteis após a vacância do cargo de presidente. Como a morte de ACM ocorreu no recesso parlamentar, esse prazo começou a contar a partir da quarta-feira da semana passada. Antonio Carlos Peixoto Magalhães Júnior, filho e primeiro suplente de ACM, assumiu a cadeira que pertenceu a seu pai ontem, com mandato parlamentar até o dia 31 de janeiro de 2011. Antonio Carlos Magalhães, que completaria 80 anos no dia 4 de setembro, morreu no dia 20 de julho no Instituto do Coração de São Paulo (Incor), onde estava internado desde o dia 13 de junho, devido a uma insuficiência cardíaca que levou à falência múltipla de órgãos.

Sem disputa
Com a desistência de Lobão, não deverá ocorrer uma disputa pela presidência da CCJ, apesar da enorme tensão no Senado — onde há um confronto aberto entre o presidente da Casa, Renan Calheiros, e o líder do DEM, José Agripino. O cargo é importante porque controla a agenda da comissão, pela qual passam todos os projetos de lei e de emendas constitucionais. Por causa do processo contra Renan, por quebra de decoro parlamentar, a CCJ passou a ser ainda mais estratégica. Todos os questionamentos jurídicos do presidente do Senado às decisões do Conselho de Ética e da própria Mesa do Senado, que contrariaram diversos pareceres da Advocacia Geral da Casa, deverão desaguar na comissão.

Ex-vice-presidente da República, Marco Maciel é um dos cardeais do Senado. Como é muito respeitado como constitucionalista e não é um homem de confrontos, o lançamento de um outro candidato pelos governistas é improvável. Seria uma ruptura do acordo de cavalheiros com a oposição que ainda garante o funcionamento do Casa, em meio à crise provocada pelo processo contra Renan. 
 
PSDB troca indicação

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio (SP), deve indicar o deputado Leonardo Vilela (PSDB-GO) para liderança da Minoria. Desistiu da disputa o deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que havia sido escolhido para a vaga aberta com o falecimento do deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) — uma das vítimas do desastre com o Airbus da TAM em Congonhas.

Thame teve seu nome contestado pelo grupo liderado pelo deputado José Aníbal (PSDB-SP). Pesou na escolha o fato de Vilela ser o primeiro vice-líder da bancada e ligado ao senador Marconi Perillo, ex-governador de Goiás.
 
Investida no entorno

Cotado para ser o candidato do governo à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) participou ontem de festa de apresentação da comissão provisória de seu partido em Águas Lindas (GO), município com cerca de 150 mil habitantes localizado no entorno do Distrito Federal. Ao lado de colegas da bancada federal do PSB, como Rodrigo Rollemberg (DF) e o líder Márcio França (SP), Ciro foi a estrela da programação, destinada também a garimpar novos filiados para a legenda. Segundo interlocutores do presidente Lula, Ciro aparece bem colocado em pesquisas recentes sobre a corrida presidencial de 2010. Entre seus rivais nas hostes governistas, destaca-se a ministra do Turismo, Marta Suplicy. A petista continua bem avaliada mesmo depois de ter recomendado aos passageiros que relaxassem e gozassem diante da crise aérea.

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

A bancada do DEM resolveu indicar o senador Marco Maciel (PE) para a presidência da poderosa Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, no lugar do falecido senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e encerrou uma disputa que ameaçava dividir a legenda. O senador Edison Lobão (DEM-MA), que articulava seu nome com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), retirou sua candidatura ao cargo. Maciel foi escolhido por unanimidade, como queria a cúpula da legenda, cujo presidente, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), comandou a operação para sacramentar Maciel.

Pelo acordo de lideranças, a indicação de Maciel deve ser aprovada na reunião da CCJ marcada para hoje, às 10h. A CCJ vinha sendo presidida interinamente pelo senador Valter Pereira (PMDB-MS), mas o regimento do Senado determina a realização de uma nova eleição do presidente e do vice cinco dias úteis após a vacância do cargo de presidente. Como a morte de ACM ocorreu no recesso parlamentar, esse prazo começou a contar a partir da quarta-feira da semana passada. Antonio Carlos Peixoto Magalhães Júnior, filho e primeiro suplente de ACM, assumiu a cadeira que pertenceu a seu pai ontem, com mandato parlamentar até o dia 31 de janeiro de 2011. Antonio Carlos Magalhães, que completaria 80 anos no dia 4 de setembro, morreu no dia 20 de julho no Instituto do Coração de São Paulo (Incor), onde estava internado desde o dia 13 de junho, devido a uma insuficiência cardíaca que levou à falência múltipla de órgãos.

Sem disputa
Com a desistência de Lobão, não deverá ocorrer uma disputa pela presidência da CCJ, apesar da enorme tensão no Senado — onde há um confronto aberto entre o presidente da Casa, Renan Calheiros, e o líder do DEM, José Agripino. O cargo é importante porque controla a agenda da comissão, pela qual passam todos os projetos de lei e de emendas constitucionais. Por causa do processo contra Renan, por quebra de decoro parlamentar, a CCJ passou a ser ainda mais estratégica. Todos os questionamentos jurídicos do presidente do Senado às decisões do Conselho de Ética e da própria Mesa do Senado, que contrariaram diversos pareceres da Advocacia Geral da Casa, deverão desaguar na comissão.

Ex-vice-presidente da República, Marco Maciel é um dos cardeais do Senado. Como é muito respeitado como constitucionalista e não é um homem de confrontos, o lançamento de um outro candidato pelos governistas é improvável. Seria uma ruptura do acordo de cavalheiros com a oposição que ainda garante o funcionamento do Casa, em meio à crise provocada pelo processo contra Renan. 
 
PSDB troca indicação

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio (SP), deve indicar o deputado Leonardo Vilela (PSDB-GO) para liderança da Minoria. Desistiu da disputa o deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que havia sido escolhido para a vaga aberta com o falecimento do deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) — uma das vítimas do desastre com o Airbus da TAM em Congonhas.

Thame teve seu nome contestado pelo grupo liderado pelo deputado José Aníbal (PSDB-SP). Pesou na escolha o fato de Vilela ser o primeiro vice-líder da bancada e ligado ao senador Marconi Perillo, ex-governador de Goiás.
 
Investida no entorno

Cotado para ser o candidato do governo à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) participou ontem de festa de apresentação da comissão provisória de seu partido em Águas Lindas (GO), município com cerca de 150 mil habitantes localizado no entorno do Distrito Federal. Ao lado de colegas da bancada federal do PSB, como Rodrigo Rollemberg (DF) e o líder Márcio França (SP), Ciro foi a estrela da programação, destinada também a garimpar novos filiados para a legenda. Segundo interlocutores do presidente Lula, Ciro aparece bem colocado em pesquisas recentes sobre a corrida presidencial de 2010. Entre seus rivais nas hostes governistas, destaca-se a ministra do Turismo, Marta Suplicy. A petista continua bem avaliada mesmo depois de ter recomendado aos passageiros que relaxassem e gozassem diante da crise aérea.