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Depois do anúncio do pacote fiscal de ontem, o governo decidiu preparar um novo arsenal de medidas para baixar os juros. O objetivo é forçar os bancos a reduzirem o "spread" (a diferença entre o que os bancos pagam para captar dinheiro e o que cobram ao emprestar) em um ritmo mais acelerado.
Uma das ideias que ganha corpo no governo é a de adotar, por meio de medida provisória, o cadastro positivo. Nesse banco de dados, serão listadas as pessoas físicas e jurídicas com histórico de bons pagadores.
O cadastro é uma reivindicação antiga da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e é considerado pelo governo a melhor alternativa para poder cobrar das instituições financeiras a redução do "spread".
A criação do cadastro positivo está sendo discutida pelo Congresso e pode ser votada nas próximas semanas. O governo, no entanto, tem pressa e, por isso, lançou a ideia da medida provisória para criar o cadastro positivo.
Ontem, por muito pouco o governo não incluiu o cadastro positivo no pacote fiscal. Na última hora, no entanto, decidiu adiar. Entre as possíveis razões para retirar o cadastro do pacote, estão esperar o voto do Congresso ou lançar o cadastro positivo junto com o conjunto de medidas para baixar o "spread".
A equipe econômica aposta todas as suas fichas na criação do cadastro positivo para foçar os bancos a baixarem os juros. Alguns economistas argumentam, no entanto, que o governo pode se frustrar. Os juros não vão cair tão rapidamente assim com o cadastro positivo.
O governo também trabalha outras ideias para derrubar os "spreads". Entre elas, a possibilidade de redução do PIS/Cofins sobre os juros, defendida pelo Banco Central.
Essa proposta, porém, perdeu força com o entendimento da equipe econômica de que seria uma concessão exagerada ao sistema financeiro, que já foi beneficiado com a redução dos compulsórios.
HOLLYWOOD
A produtora de eventos Pazetto vai abrir seu primeiro escritório internacional, em Los Angeles. A empresa escolheu a cidade para tentar firmar parcerias com o mercado cinematográfico.
PROFISSIONAL
A Pazetto também está mudando sua estrutura para profissionalizar mais a gestão. Antonio Murena Junior, acaba de assumir a presidência da empresa. Carlos Pazetto fica na direção criativa.
COPO
O aumento de 17% nos investimentos da Coca-Cola no Brasil em 2009 tem uma razão: cada brasileiro bebeu em média 199 copos dos seus produtos em 2008 -o dobro da média mundial.
INSPIRAÇÃO
Laurence Bloch, diretora do Hôtel Plaza Athénée Paris, veio a São Paulo celebrar o ano da França no Brasil. Depois dos americanos e ingleses, os brasileiros estão entre seus hóspedes mais numerosos. No Brasil, Bloch levou seu chef concierge (que realiza as vontades dos clientes) para conhecer a Daslu. Ele ficou impressionado. "A Daslu tem um conceito que devia ser levado para a Europa. Apesar do que ocorreu, a empresa tem um conceito muito forte, o de fazer o cliente se sentir em casa." Bloch achou exagerada a prisão de Eliana Tranchesi na semana passada e comparou a pena, de 94 anos, à de Bernard Madoff, de 150 anos, cujos prejuízos Bloch diz serem incompatíveis.
EM FAMÍLIA
O Club Med abre hoje seu novo escritório em São Paulo. O Estado concentra cerca de 55% dos clientes do Club Med Brasil. Enquanto no resto do mundo a crise trouxe uma retração de 4% no faturamento da empresa nos últimos seis meses, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o Brasil registrou alta de 12% no mesmo intervalo, segundo Janyck Daudet, presidente do Club Med América Latina. "A crise não afastou os planos de investimento no Brasil", diz. Nas próximas semanas, a empresa também inicia as obras do quarto resort brasileiro, na praia do Peró, no limite dos municípios de Cabo Frio e Búzios, no Rio, com investimentos de R$ 100 milhões. O empreendimento terá a classificação mais alta da rede e será construído em uma área com quatro quilômetros de praia e 373 apartamentos.
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