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Publicado: 17/03/2009 | 10:47
Delfim Netto prevê crescimento entre 1,5% e 2,2% este ano
O Brasil terá um Produto Interno Bruto (PIB, a soma de tudo o que foi produzido em um ano no país) positivo em 2009, mas é muito pouco provável que o crescimento do país ultrapasse a faixa dos 2%.
A previsão é feita pelo economista e ex-ministro do Planejamento Delfim Netto, que visualiza um crescimento do PIB "entre 1,5% e 2,2%, não mais do que isso, e no melhor dos cenários". A estimativa de Delfim contraria a opinião de alguns economistas que projetam um PIB negativo para o Brasil este ano.
Sobre o desempenho do PIB do quarto trimestre do ano passado, que surpreendeu negativamente o mercado e ó governo, Delfim brincou ao afirmar que "a boa notícia é que o mundo não vai acabar, mas teremos uma queda muito profunda da atividade neste ano".
Na semana passada foi divulgado o resultado do PIB dos últimos três meses de 2008, que apontou uma queda de 3,6% na comparação com o trimestre anterior, resultado considerado pior do que o esperado pela maioria dos analistas.
Pré-sal
Ao comentar as possibilidades de crescimento do Brasil para os próximos anos, Delfim Netto afirmou que o Pré-sal foi um "bônus que o Brasil ganhou", e disse que a descoberta da reserva petrolífera é uma estrada que pavimentará o crescimento nacional nos próximos 25 anos.
A intenção, disse o ex-ministro, que também é conselheiro informal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é que o Brasil não se torne um país exportador de petróleo.
"O petróleo será usado aqui para resolver dois potenciais problemas que podem atrapalhar nosso crescimento, que são a crise de energia ou dificuldades no balanço de pagamentos", disse o economista, na última sexta-feira (13), em São Paulo, durante palestra promovida pela Associação Paulista de Supermercados.
Banco Central
Delfim não poupou críticas direcionadas diretamente à atuação do Banco Central do Brasil (BC) antes e durante a crise econômica mundial. Sobre a mais recente redução - de 1,5 ponto percentual - na taxa básica de juros (Selic) - que serve de referência para o mercado financeiro brasileiro - promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião da última quarta-feira (11), o ex-ministro classificou a medida como positiva, mas fez questão de lembrar que "o Brasil teve o maior aumento da taxa real de juros no mundo nos últimos 2 anos".
Para Delfim, o Banco Central foi extremamente lento ao iniciar a atuação contra a crise.
"Eles estavam olhando o Produto Potencial e a inflação, quando o problema era outro", disse.
Delfim acrescenta ainda que faltou ao Banco Central dar mais conforto bancário ao sistema financeiro nacional no início do agravamento da crise, em setembro. "O BC permitiu que o crédito fosse interrompido", concluiu o ex-ministro. (Fonte: Jornal do Brasil)
O Brasil terá um Produto Interno Bruto (PIB, a soma de tudo o que foi produzido em um ano no país) positivo em 2009, mas é muito pouco provável que o crescimento do país ultrapasse a faixa dos 2%.
A previsão é feita pelo economista e ex-ministro do Planejamento Delfim Netto, que visualiza um crescimento do PIB "entre 1,5% e 2,2%, não mais do que isso, e no melhor dos cenários". A estimativa de Delfim contraria a opinião de alguns economistas que projetam um PIB negativo para o Brasil este ano.
Sobre o desempenho do PIB do quarto trimestre do ano passado, que surpreendeu negativamente o mercado e ó governo, Delfim brincou ao afirmar que "a boa notícia é que o mundo não vai acabar, mas teremos uma queda muito profunda da atividade neste ano".
Na semana passada foi divulgado o resultado do PIB dos últimos três meses de 2008, que apontou uma queda de 3,6% na comparação com o trimestre anterior, resultado considerado pior do que o esperado pela maioria dos analistas.
Pré-sal
Ao comentar as possibilidades de crescimento do Brasil para os próximos anos, Delfim Netto afirmou que o Pré-sal foi um "bônus que o Brasil ganhou", e disse que a descoberta da reserva petrolífera é uma estrada que pavimentará o crescimento nacional nos próximos 25 anos.
A intenção, disse o ex-ministro, que também é conselheiro informal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é que o Brasil não se torne um país exportador de petróleo.
"O petróleo será usado aqui para resolver dois potenciais problemas que podem atrapalhar nosso crescimento, que são a crise de energia ou dificuldades no balanço de pagamentos", disse o economista, na última sexta-feira (13), em São Paulo, durante palestra promovida pela Associação Paulista de Supermercados.
Banco Central
Delfim não poupou críticas direcionadas diretamente à atuação do Banco Central do Brasil (BC) antes e durante a crise econômica mundial. Sobre a mais recente redução - de 1,5 ponto percentual - na taxa básica de juros (Selic) - que serve de referência para o mercado financeiro brasileiro - promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião da última quarta-feira (11), o ex-ministro classificou a medida como positiva, mas fez questão de lembrar que "o Brasil teve o maior aumento da taxa real de juros no mundo nos últimos 2 anos".
Para Delfim, o Banco Central foi extremamente lento ao iniciar a atuação contra a crise.
"Eles estavam olhando o Produto Potencial e a inflação, quando o problema era outro", disse.
Delfim acrescenta ainda que faltou ao Banco Central dar mais conforto bancário ao sistema financeiro nacional no início do agravamento da crise, em setembro. "O BC permitiu que o crédito fosse interrompido", concluiu o ex-ministro. (Fonte: Jornal do Brasil)