antigas Publicado: 9/03/2009 | 10:31

Ações: 10 saídas para a crise; País já enfrenta desaceleração

Dom, 08 de Março de 2009 18:18

 

O economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP, afirma que o Brasil tem boas condições para se sair bem da crise. No entanto, isso depende fundamentalmente de um conjunto de ações coordenadas.

O Brasil, que até pouco tempo atrás era o único que ainda estava em um ciclo econômico positivo, se uniu agora aos países que enfrentam forte desaceleração, mostrando como a crise está ganhando força, de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

O país era, até outubro de 2008 (quando a crise tinha se agravado, resultado da concordata, um mês antes, do banco Lehman Brothers), o único que se mantinha em um ciclo positivo, apesar de ele perder força. (Com Folha de S.Paulo)

Ele sugere as seguintes medidas:

1) corte imediato de três pontos percentuais na taxa básica de juros;

2) a utilização dos bancos públicos para estimular operações de crédito;

3) ampliar a liberação de depósitos compulsórios;

4) desonerar tributos para incentivar o nível de atividades e os investimentos produtivos. Pior do que a "perda de arrecadação" será a recessão. A queda da arrecadação seria maior;

5) Desobstruir entraves, inclusive pendências ambientais e legais, para acelerar a execução de investimentos públicos;

6) aprimorar a PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo) para estimular as atividades geradoras de emprego e renda e que, ao mesmo tempo, dependam pouco de importações;

7) fomentar as exportações, estimuladas pela desvalorização cambial. É preciso ir além e vencer a tendência ao protecionismo e estabelecer acordos comerciais pontuais;

8) adotar medidas de preservação do mercado interno, inibindo a concorrência desleal de fornecedores externos;

9) viabilizar pactos pela preservação do emprego e da renda, envolvendo as empresas e os trabalhadores, com a participação e mediação do Governo, que pode oferecer contrapartidas;

10) o Governo deve adotar como prioridade da política macroeconômica o crescimento.

 

Dom, 08 de Março de 2009 18:18

 

O economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP, afirma que o Brasil tem boas condições para se sair bem da crise. No entanto, isso depende fundamentalmente de um conjunto de ações coordenadas.

O Brasil, que até pouco tempo atrás era o único que ainda estava em um ciclo econômico positivo, se uniu agora aos países que enfrentam forte desaceleração, mostrando como a crise está ganhando força, de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

O país era, até outubro de 2008 (quando a crise tinha se agravado, resultado da concordata, um mês antes, do banco Lehman Brothers), o único que se mantinha em um ciclo positivo, apesar de ele perder força. (Com Folha de S.Paulo)

Ele sugere as seguintes medidas:

1) corte imediato de três pontos percentuais na taxa básica de juros;

2) a utilização dos bancos públicos para estimular operações de crédito;

3) ampliar a liberação de depósitos compulsórios;

4) desonerar tributos para incentivar o nível de atividades e os investimentos produtivos. Pior do que a "perda de arrecadação" será a recessão. A queda da arrecadação seria maior;

5) Desobstruir entraves, inclusive pendências ambientais e legais, para acelerar a execução de investimentos públicos;

6) aprimorar a PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo) para estimular as atividades geradoras de emprego e renda e que, ao mesmo tempo, dependam pouco de importações;

7) fomentar as exportações, estimuladas pela desvalorização cambial. É preciso ir além e vencer a tendência ao protecionismo e estabelecer acordos comerciais pontuais;

8) adotar medidas de preservação do mercado interno, inibindo a concorrência desleal de fornecedores externos;

9) viabilizar pactos pela preservação do emprego e da renda, envolvendo as empresas e os trabalhadores, com a participação e mediação do Governo, que pode oferecer contrapartidas;

10) o Governo deve adotar como prioridade da política macroeconômica o crescimento.