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Publicado: 7/11/2008 | 10:46
Mulheres conquistam mais vagas
Correio Braziliense
As mulheres ganharam mais espaço no mercado de trabalho, mas seguem com salários mais baixos que os homens. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), uma espécie de radiografia do emprego brasileiro, a participação do sexo feminino no mercado aumentou 7,5% e do masculino, 6,62%. O crescimento delas foi maior nas vagas de nível superior completo. Foram 394,3 mil postos, cifra 130% superior à preenchida por homens. Mesmo com o bom desempenho elas ainda são minoria no total de trabalhadores: 15,4 milhões contra 22,2 milhões de homens.
Além disso, as mulheres enfrentam uma dura realidade, ganham 22% a menos que os homens. Enquanto o rendimento médio deles é de R$ 1.548,51, o delas é de R$ 1.207,36. “Muitas empresas acabam demitindo homens e contratando mulheres para a mesma função, mas pagando bem menos”, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Entre as mulheres de maior grau de escolaridade, o diferencial entre os salários masculinos e femininos foi de 56,5%, percentual alto, mas abaixo do verificado em 2007, de 57,2%. “Negros e mulheres ganham menos, mesmo que essa distância venha se diminuindo”, afirmou Cláudio Dedecca, economista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Vagas novas
De acordo com a Rais, foram criados 2,45 milhões de postos de trabalho no ano passado, 6,98% a mais que em 2006. Desse total, 2.074 milhões foram com carteira assinada, uma expansão de 7,49% (veja quadro), e 378,3 mil em regime estatutário, ou seja, no serviço público. Com esses acréscimos, o número de empregados com vínculo formal atingiu 37,6 milhões. Segundo Lupi, a expectativa é chegar a 40 milhões neste ano, dados que devem ser revelados na próxima divulgação do levantamento, em 2009.
Para Dedecca, os números propagandeados pelo ministro devem ser facilmente alcançados. O problema, explica, será o ano de 2009. “A dificuldade está na geração de emprego no próximo ano com a desaceleração prevista para o Produto Interno Bruto” (PIB), disse. Segundo o especialista, se o país conseguir abrir entre 1,5 milhão e 1,7 milhão de postos de trabalho no próximo ano estará de “bom tamanho”. “O emprego vai cair bem menos se o PIB ficar perto de 4%, mas se o crescimento for próximo de 2% será muito pior”, previu.
Desempenho do DF é o 2º pior
O desempenho do Distrito Federal na geração de empregos foi o segundo pior do Brasil. Foram criadas 27,7 mil vagas, 3% a mais que em 2006. Apenas no Piauí a expansão relativa foi pior, 1,9%. Entre as regiões, o Sul do país teve o percentual de desempenho mais baixo, 5,38%. No Norte, o salto foi de 9,07%. O Sudeste também cresceu acima da média nacional: 7,68%. São Paulo continua com o maior número de postos e somava, em 2007, 11 milhões de empregos.
O crescimento, como de praxe, foi maior nas grandes empresas: 10,11%. Nas pequenas e médias, a variação foi menor, 5,44% e 6,53%, respectivamente. No entanto, essas companhias foram responsáveis por 27,5 milhões do total de empregos de 2007. Os outros 10,1 milhões pertencem às grandes empresas. Apesar de serem as firmas maiores as primeiras afetadas pela crise, o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Cláudio Dedecca acredita que o estresse financeiro internacional deve ser sentido por todas as empresas, independentemente do tamanho. “Se tiver desaceleração todos serão afetados”, afirmou.
No entanto, as conseqüências da crise podem ser atenuadas caso o governo mantenha o socorro à escassez de crédito, destacou Dedecca.
Correio Braziliense
As mulheres ganharam mais espaço no mercado de trabalho, mas seguem com salários mais baixos que os homens. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), uma espécie de radiografia do emprego brasileiro, a participação do sexo feminino no mercado aumentou 7,5% e do masculino, 6,62%. O crescimento delas foi maior nas vagas de nível superior completo. Foram 394,3 mil postos, cifra 130% superior à preenchida por homens. Mesmo com o bom desempenho elas ainda são minoria no total de trabalhadores: 15,4 milhões contra 22,2 milhões de homens.
Além disso, as mulheres enfrentam uma dura realidade, ganham 22% a menos que os homens. Enquanto o rendimento médio deles é de R$ 1.548,51, o delas é de R$ 1.207,36. “Muitas empresas acabam demitindo homens e contratando mulheres para a mesma função, mas pagando bem menos”, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Entre as mulheres de maior grau de escolaridade, o diferencial entre os salários masculinos e femininos foi de 56,5%, percentual alto, mas abaixo do verificado em 2007, de 57,2%. “Negros e mulheres ganham menos, mesmo que essa distância venha se diminuindo”, afirmou Cláudio Dedecca, economista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Vagas novas
De acordo com a Rais, foram criados 2,45 milhões de postos de trabalho no ano passado, 6,98% a mais que em 2006. Desse total, 2.074 milhões foram com carteira assinada, uma expansão de 7,49% (veja quadro), e 378,3 mil em regime estatutário, ou seja, no serviço público. Com esses acréscimos, o número de empregados com vínculo formal atingiu 37,6 milhões. Segundo Lupi, a expectativa é chegar a 40 milhões neste ano, dados que devem ser revelados na próxima divulgação do levantamento, em 2009.
Para Dedecca, os números propagandeados pelo ministro devem ser facilmente alcançados. O problema, explica, será o ano de 2009. “A dificuldade está na geração de emprego no próximo ano com a desaceleração prevista para o Produto Interno Bruto” (PIB), disse. Segundo o especialista, se o país conseguir abrir entre 1,5 milhão e 1,7 milhão de postos de trabalho no próximo ano estará de “bom tamanho”. “O emprego vai cair bem menos se o PIB ficar perto de 4%, mas se o crescimento for próximo de 2% será muito pior”, previu.
Desempenho do DF é o 2º pior
O desempenho do Distrito Federal na geração de empregos foi o segundo pior do Brasil. Foram criadas 27,7 mil vagas, 3% a mais que em 2006. Apenas no Piauí a expansão relativa foi pior, 1,9%. Entre as regiões, o Sul do país teve o percentual de desempenho mais baixo, 5,38%. No Norte, o salto foi de 9,07%. O Sudeste também cresceu acima da média nacional: 7,68%. São Paulo continua com o maior número de postos e somava, em 2007, 11 milhões de empregos.
O crescimento, como de praxe, foi maior nas grandes empresas: 10,11%. Nas pequenas e médias, a variação foi menor, 5,44% e 6,53%, respectivamente. No entanto, essas companhias foram responsáveis por 27,5 milhões do total de empregos de 2007. Os outros 10,1 milhões pertencem às grandes empresas. Apesar de serem as firmas maiores as primeiras afetadas pela crise, o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Cláudio Dedecca acredita que o estresse financeiro internacional deve ser sentido por todas as empresas, independentemente do tamanho. “Se tiver desaceleração todos serão afetados”, afirmou.
No entanto, as conseqüências da crise podem ser atenuadas caso o governo mantenha o socorro à escassez de crédito, destacou Dedecca.