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Publicado: 3/02/2009 | 10:27
Agenda do Congresso: 2009 tende a manter baixa produção legislativa
| Seg, 02 de Fevereiro de 2009 13:32 |
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Segundo análise do diretor de Documentação do DIAP, Antônio Augusto de Queiroz, a tendência da produção legislativa para 2009 não é muito alentadora. As atividades do Congresso serão fortemente contaminadas pela sucessão nas Mesas Diretoras e pelas articulações em torno da disputa presidencial de 2010. O cenário que se vislumbra poderá, portanto, repetir o que ocorreu em 2008, que entrou para os anais da história com baixa produção legislativa, incompetência das lideranças partidárias, trapalhadas da oposição, desarticulação do Governo e ocupação, por parte do Judiciário, dos vazios deixados pelo Parlamento.
A explicação para o pífio resultado legislativo de 2008, segundo Queiroz, foi a crise política no Senado, que levou à substituição do seu presidente; as eleições municipais; e a mudança drástica de postura da oposição no Parlamento, antes cooperativa, com mudança para a oposição sistemática e obstrução dos trabalhos legislativos de modo jamais visto. "Perderam todos: Governo, oposição e o povo”, entende Queiroz. Agenda possível No marco regulatório, existe boa chance de aprovação da lei das agências reguladoras. A regulamentação da edição de medidas provisórias pode andar, mas o Governo dispõe de meios para impedir seu avanço. Os recursos para a Saúde, seja a criação da Contribuição Social para Saúde, seja a regulamentação da Emenda Constitucional 29 ganha força, dependendo do desempenho das receitas do Governo. Os projetos de defesa da concorrência, do cadastro positivo e do repatriamento de recursos mantidos no exterior podem avançar, mas a PEC dos Precatórios continuará tendo dificuldades de prosperar no Senado. Agenda desejada Também serão fortalecidas matérias trabalhistas, como a flexibilização das relações de trabalho, especialmente a terceirização e a alternativa à chamada Emenda 3, além da redução de jornada de trabalho. Atuação sindical Para que a agenda legislativa contribua para a superação da crise financeira que já se instalou no País, basta que as disputas para as presidências da Câmara e do Senado, no primeiro momento, seguidas dos acordos e costuras para as eleições de 2010, não sirvam de base para, no final do ano, justificar a manutenção da baixa e péssima produção de leis, que não atendem aos anseios e desejos dos assalariados, em particular, e da sociedade em geral. Fonte: DIAP |
| Seg, 02 de Fevereiro de 2009 13:32 |
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Segundo análise do diretor de Documentação do DIAP, Antônio Augusto de Queiroz, a tendência da produção legislativa para 2009 não é muito alentadora. As atividades do Congresso serão fortemente contaminadas pela sucessão nas Mesas Diretoras e pelas articulações em torno da disputa presidencial de 2010. O cenário que se vislumbra poderá, portanto, repetir o que ocorreu em 2008, que entrou para os anais da história com baixa produção legislativa, incompetência das lideranças partidárias, trapalhadas da oposição, desarticulação do Governo e ocupação, por parte do Judiciário, dos vazios deixados pelo Parlamento.
A explicação para o pífio resultado legislativo de 2008, segundo Queiroz, foi a crise política no Senado, que levou à substituição do seu presidente; as eleições municipais; e a mudança drástica de postura da oposição no Parlamento, antes cooperativa, com mudança para a oposição sistemática e obstrução dos trabalhos legislativos de modo jamais visto. "Perderam todos: Governo, oposição e o povo”, entende Queiroz. Agenda possível No marco regulatório, existe boa chance de aprovação da lei das agências reguladoras. A regulamentação da edição de medidas provisórias pode andar, mas o Governo dispõe de meios para impedir seu avanço. Os recursos para a Saúde, seja a criação da Contribuição Social para Saúde, seja a regulamentação da Emenda Constitucional 29 ganha força, dependendo do desempenho das receitas do Governo. Os projetos de defesa da concorrência, do cadastro positivo e do repatriamento de recursos mantidos no exterior podem avançar, mas a PEC dos Precatórios continuará tendo dificuldades de prosperar no Senado. Agenda desejada Também serão fortalecidas matérias trabalhistas, como a flexibilização das relações de trabalho, especialmente a terceirização e a alternativa à chamada Emenda 3, além da redução de jornada de trabalho. Atuação sindical Para que a agenda legislativa contribua para a superação da crise financeira que já se instalou no País, basta que as disputas para as presidências da Câmara e do Senado, no primeiro momento, seguidas dos acordos e costuras para as eleições de 2010, não sirvam de base para, no final do ano, justificar a manutenção da baixa e péssima produção de leis, que não atendem aos anseios e desejos dos assalariados, em particular, e da sociedade em geral. Fonte: DIAP |