antigas Publicado: 20/01/2009 | 10:52

Centrais sindicais: no Brasil, seguro-desemprego em foco

Agência DIAP
Seg, 19 de Janeiro de 2009 14:04

As centrais irão pedir, em encontro hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ampliação de cinco para dez parcelas do seguro-desemprego para os trabalhadores demitidos dos setores econômicos mais afetados pela crise.

Segundo o deputado e presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT/SP), se aceita pelo governo, a medida deverá contemplar também trabalhadores dispensados em dezembro. Segundo dados do Ministério do Trabalho, naquele mês, foram eliminados mais de 600 mil empregos.

"Uma demissão nas montadoras, por exemplo, significa outras 19 na cadeia produtiva desse setor", disse Paulinho.

Queda de juros e "spread" bancário
O aumento do desemprego no Brasil tomará boa parte da agenda do presidente Lula hoje. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro, que Lula terá acesso na parte da manhã, assustam.

Na pesquisa do Caged, em que são registrados empregos e cortes de postos de trabalho com carteira assinada, o resultado o saldo deve ser negativo (diferença entre contratações e demissões). Lula receberá ainda o presidente mundial do Grupo Santander, Emilio Botín. As demissões anunciadas pelo banco - segundo sindicalistas, pelo menos 400 - devem fazer parte da conversa.

Além da Força e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que representam mais de 20 milhões de trabalhadores, mais quatro centrais (CGTB, CTB, UGT e Nova Central) participarão da reunião com Lula. Uma proposta conjunta, sem redução de salários, será apresentada ao presidente, ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e, ainda esta semana ao governador de São Paulo, José Serra.

Entre as reivindicações, além do aumento das parcelas do seguro-desemprego, estão a redução de pelo menos dois pontos percentuais da taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, e do spread bancário, a continuidade da política de isenção fiscal e a exigência da contrapartida social de empresas que se beneficiaram com redução de impostos. (Fonte: O Globo)

Agência DIAP
Seg, 19 de Janeiro de 2009 14:04

As centrais irão pedir, em encontro hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ampliação de cinco para dez parcelas do seguro-desemprego para os trabalhadores demitidos dos setores econômicos mais afetados pela crise.

Segundo o deputado e presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT/SP), se aceita pelo governo, a medida deverá contemplar também trabalhadores dispensados em dezembro. Segundo dados do Ministério do Trabalho, naquele mês, foram eliminados mais de 600 mil empregos.

"Uma demissão nas montadoras, por exemplo, significa outras 19 na cadeia produtiva desse setor", disse Paulinho.

Queda de juros e "spread" bancário
O aumento do desemprego no Brasil tomará boa parte da agenda do presidente Lula hoje. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro, que Lula terá acesso na parte da manhã, assustam.

Na pesquisa do Caged, em que são registrados empregos e cortes de postos de trabalho com carteira assinada, o resultado o saldo deve ser negativo (diferença entre contratações e demissões). Lula receberá ainda o presidente mundial do Grupo Santander, Emilio Botín. As demissões anunciadas pelo banco - segundo sindicalistas, pelo menos 400 - devem fazer parte da conversa.

Além da Força e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que representam mais de 20 milhões de trabalhadores, mais quatro centrais (CGTB, CTB, UGT e Nova Central) participarão da reunião com Lula. Uma proposta conjunta, sem redução de salários, será apresentada ao presidente, ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e, ainda esta semana ao governador de São Paulo, José Serra.

Entre as reivindicações, além do aumento das parcelas do seguro-desemprego, estão a redução de pelo menos dois pontos percentuais da taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, e do spread bancário, a continuidade da política de isenção fiscal e a exigência da contrapartida social de empresas que se beneficiaram com redução de impostos. (Fonte: O Globo)