antigas Publicado: 22/09/2008 | 10:07

A difícil luta por um emprego

Lilian Tahan
Correio Braziliense

Em Águas Lindas, Edmilson Costa da Silva faz parte do grupo que busca um trabalho com carteira assinada. Ele quer saber o que os candidatos farão para aumentar as oportunidades na cidade

Um contingente de 12 mil pessoas entre 18 e 29 anos mora em Águas Lindas e se vira para sobreviver. São jovens sem emprego formal, que trabalham esporadicamente como pedreiro, pintor e ajudante de obra. A maioria não foi à escola, e os que chegaram a ser alfabetizados só aprenderam o básico: ler e escrever. Resultado: vivem na pobreza, não têm as ferramentas para lutar contra a condição e dependem de ações de governo para vencer as dificuldades.

Edmilson Costa da Silva, 18 anos, faz parte do grupo de jovens que mora em Águas Lindas e está à procura do primeiro emprego. Há duas semanas, ele conseguiu um bico como pintor. Mas não assinou a carteira. Ganhará em um mês um salário mínimo. Mas apesar de ter parado de estudar antes mesmo de completar o ensino fundamental, espera mais do futuro.

A 50km de Brasília, Águas Lindas cresceu exageradamente em um prazo curto de tempo. Em menos de 15 anos, a cidade saltou de 3 mil habitantes para 240 mil, explosão que virou motivo de curiosidade, já que o fenômeno é único na América Latina. Mas enquanto o município ganhou proporções de cidade média, os serviços públicos e as oportunidades na iniciativa privada ficaram atrofiados.

Projovem
A região se transformou em um satélite do Distrito Federal. Entre os moradores de Águas Lindas, 75 mil viajam todos os dias para Brasília, onde trabalham. Não há emprego na comunidade local e os serviços de saúde são bem precários. “Foi uma das cidades onde detectamos as maiores dificuldades de empregabilidade”, diz Maria Derminda da Silva Pereira. Ela dirige o Projovem urbano (programa nacional de inclusão de jovens) em oito cidades goianas. E após reunir dados sobre os municípios, determinou que o projeto — uma parceria entre governo federal, estadual e municipal — terá base em Águas Lindas.

O aprendiz de pintor em Águas Lindas Edmilson é um dos eleitores que vão às urnas em 5 de outubro. Ele quer saber dos candidatos que disputam a cadeira de prefeito na cidade quais as propostas para aumentar a oferta de emprego na cidade onde mora. Os seis concorrentes à prefeitura do lugar foram procurados pelo Correio. Todos responderam.

Lilian Tahan
Correio Braziliense

Em Águas Lindas, Edmilson Costa da Silva faz parte do grupo que busca um trabalho com carteira assinada. Ele quer saber o que os candidatos farão para aumentar as oportunidades na cidade

Um contingente de 12 mil pessoas entre 18 e 29 anos mora em Águas Lindas e se vira para sobreviver. São jovens sem emprego formal, que trabalham esporadicamente como pedreiro, pintor e ajudante de obra. A maioria não foi à escola, e os que chegaram a ser alfabetizados só aprenderam o básico: ler e escrever. Resultado: vivem na pobreza, não têm as ferramentas para lutar contra a condição e dependem de ações de governo para vencer as dificuldades.

Edmilson Costa da Silva, 18 anos, faz parte do grupo de jovens que mora em Águas Lindas e está à procura do primeiro emprego. Há duas semanas, ele conseguiu um bico como pintor. Mas não assinou a carteira. Ganhará em um mês um salário mínimo. Mas apesar de ter parado de estudar antes mesmo de completar o ensino fundamental, espera mais do futuro.

A 50km de Brasília, Águas Lindas cresceu exageradamente em um prazo curto de tempo. Em menos de 15 anos, a cidade saltou de 3 mil habitantes para 240 mil, explosão que virou motivo de curiosidade, já que o fenômeno é único na América Latina. Mas enquanto o município ganhou proporções de cidade média, os serviços públicos e as oportunidades na iniciativa privada ficaram atrofiados.

Projovem
A região se transformou em um satélite do Distrito Federal. Entre os moradores de Águas Lindas, 75 mil viajam todos os dias para Brasília, onde trabalham. Não há emprego na comunidade local e os serviços de saúde são bem precários. “Foi uma das cidades onde detectamos as maiores dificuldades de empregabilidade”, diz Maria Derminda da Silva Pereira. Ela dirige o Projovem urbano (programa nacional de inclusão de jovens) em oito cidades goianas. E após reunir dados sobre os municípios, determinou que o projeto — uma parceria entre governo federal, estadual e municipal — terá base em Águas Lindas.

O aprendiz de pintor em Águas Lindas Edmilson é um dos eleitores que vão às urnas em 5 de outubro. Ele quer saber dos candidatos que disputam a cadeira de prefeito na cidade quais as propostas para aumentar a oferta de emprego na cidade onde mora. Os seis concorrentes à prefeitura do lugar foram procurados pelo Correio. Todos responderam.