antigas Publicado: 13/03/2008 | 08:43

Lula volta a criticar elite do país

Mariana Mainenti
Correio Braziliense

Durante comemoração dos quatro anos do Ministério do Desenvolvimento Social, presidente enaltece o programa Bolsa Família: “O grande adversário foi enfrentar o preconceito, que tem origens culturais”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem a elite brasileira, ao fazer uma defesa do programa Bolsa Família durante a comemoração do aniversário de quatro anos de existência do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “O grande adversário do ministério foi enfrentar o preconceito, que tem origens culturais, de uma elite que pensa que o que é dado a ela é investimento e, para os pobres, é gasto”, criticou Lula, no evento que ocorreu no Quartel General do Exército.

Segundo o presidente, o Bolsa Família deve ser encarado como uma forma de incluir os pobres no mercado consumidor, o que favorece o crescimento do país. “O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) hoje mostrou um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) que reflete o crescimento do mercado consumidor interno. Os pobres estão comendo mais, vestindo mais. E isso não é só no Brasil. É em quase todo o mundo”, afirmou. Lula também cobrou do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que autorizasse a realização de concurso para o MDS. Em resposta ao presidente, Bernardo liberou a contratação de 2,5 mil servidores para o MDS e o Ministério da Saúde, com salários de cerca de R$ 5,5 mil.

O ministro Patrus Ananias, do MDS, também fez uma defesa do Bolsa Família em seu discurso. “Quero agradecer a Deus, com a mais absoluta convicção de que nesses quatro anos a Sua mão se fez presente”, declarou Patrus. “Teve um ponto em que a mão de Deus se manifestou para salvar o programa Bolsa Família”, disse.

Reforma é lembrada
A reforma política é a mais importante para o país, segundo afirmou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso durante seminário promovido pela unidade de inteligência da revista britânica The Economist. Mas, para o presidente, a iniciativa deve partir do Congresso. “Estou convencido e tenho conversado com os líderes parlamentares tentando convencê-los de que não podem esperar que seja o presidente do país a enviar o projeto. Os partidos, os parlamentares, é que devem fazer isso”, afirmou Lula, em resposta a uma das perguntas feitas pelos empresários participantes do evento. “Eu disse a eles (aos parlamentares) que essa é a reforma mais urgente que este país precisa”, acrescentou.

Questionado pelos empresários sobre a reforma tributária, Lula disse acreditar que ela será votada ainda este ano. “Estou otimista porque a sociedade quer a reforma, o governo quer a reforma, os partidos políticos querem a reforma. Todo mundo quer a reforma.” Além das reformas, o público da roda de negócios da revista The Economist demonstrou preocupação com os investimentos do país em educação. Lula convidou jornalistas britânicos a viajarem com ele para inaugurar programas educacionais.

 

Mariana Mainenti
Correio Braziliense

Durante comemoração dos quatro anos do Ministério do Desenvolvimento Social, presidente enaltece o programa Bolsa Família: “O grande adversário foi enfrentar o preconceito, que tem origens culturais”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem a elite brasileira, ao fazer uma defesa do programa Bolsa Família durante a comemoração do aniversário de quatro anos de existência do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “O grande adversário do ministério foi enfrentar o preconceito, que tem origens culturais, de uma elite que pensa que o que é dado a ela é investimento e, para os pobres, é gasto”, criticou Lula, no evento que ocorreu no Quartel General do Exército.

Segundo o presidente, o Bolsa Família deve ser encarado como uma forma de incluir os pobres no mercado consumidor, o que favorece o crescimento do país. “O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) hoje mostrou um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) que reflete o crescimento do mercado consumidor interno. Os pobres estão comendo mais, vestindo mais. E isso não é só no Brasil. É em quase todo o mundo”, afirmou. Lula também cobrou do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que autorizasse a realização de concurso para o MDS. Em resposta ao presidente, Bernardo liberou a contratação de 2,5 mil servidores para o MDS e o Ministério da Saúde, com salários de cerca de R$ 5,5 mil.

O ministro Patrus Ananias, do MDS, também fez uma defesa do Bolsa Família em seu discurso. “Quero agradecer a Deus, com a mais absoluta convicção de que nesses quatro anos a Sua mão se fez presente”, declarou Patrus. “Teve um ponto em que a mão de Deus se manifestou para salvar o programa Bolsa Família”, disse.

Reforma é lembrada
A reforma política é a mais importante para o país, segundo afirmou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso durante seminário promovido pela unidade de inteligência da revista britânica The Economist. Mas, para o presidente, a iniciativa deve partir do Congresso. “Estou convencido e tenho conversado com os líderes parlamentares tentando convencê-los de que não podem esperar que seja o presidente do país a enviar o projeto. Os partidos, os parlamentares, é que devem fazer isso”, afirmou Lula, em resposta a uma das perguntas feitas pelos empresários participantes do evento. “Eu disse a eles (aos parlamentares) que essa é a reforma mais urgente que este país precisa”, acrescentou.

Questionado pelos empresários sobre a reforma tributária, Lula disse acreditar que ela será votada ainda este ano. “Estou otimista porque a sociedade quer a reforma, o governo quer a reforma, os partidos políticos querem a reforma. Todo mundo quer a reforma.” Além das reformas, o público da roda de negócios da revista The Economist demonstrou preocupação com os investimentos do país em educação. Lula convidou jornalistas britânicos a viajarem com ele para inaugurar programas educacionais.