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Publicado: 7/03/2008 | 09:14
Lula não dá atenção à comissão, diz Marcílio
| Tânia Monteiro |
| O Estado de S. Paulo |
Depois do embate com o presidente do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Luppi, que o levou a deixar a presidência da Comissão de Ética Pública, o ex-ministro da Fazenda Marcílio Marques Moreira reafirmou ontem ao Estado que havia um conflito de interesses no exercício das duas funções. Marcílio, que se disse aliviado de deixar a presidência da comissão, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não dar a devida atenção à comissão. “Seria uma política pública importante para o País e para o governo se a comissão recebesse mais apoio”, comentou, queixando-se do fato de o órgão ter ficado um ano com apenas quatro de seus sete membros”.
Marcílio contou que os integrantes da comissão ficaram “surpresos com a reação e os ataques” do ministro, lembrando que ele chegou a questionar qual a motivação seus integrantes teriam para questioná-lo. “A motivação é o conflito de interesses que está claro”, insistiu Marcílio.
“Há uma zona cinzenta de atos que podem ser legais, mas não são éticos no sentido de não contribuir para aumentar a confiança e o respeito da população em relação ao governo”, comentou. “Ser presidente de um partido ocupa a pessoa não só no tempo, mas ocupa a cabeça. Você fica preocupado em saber o que está acontecendo no partido, se o partido está bem.” E explicou que os interesses dos dois lados são conflitantes.
“Quando se fala que o conflito de interesses suscita dúvidas é porque o cidadão fica sem saber se aquela autoridade decidiu uma coisa por ser autoridade pública ou por ter outro interesse, mesmo que seja legítimo, mas que não é o interesse do governo, ou do bem comum, de todos”, justificou Marcílio.
| Tânia Monteiro |
| O Estado de S. Paulo |
Depois do embate com o presidente do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Luppi, que o levou a deixar a presidência da Comissão de Ética Pública, o ex-ministro da Fazenda Marcílio Marques Moreira reafirmou ontem ao Estado que havia um conflito de interesses no exercício das duas funções. Marcílio, que se disse aliviado de deixar a presidência da comissão, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não dar a devida atenção à comissão. “Seria uma política pública importante para o País e para o governo se a comissão recebesse mais apoio”, comentou, queixando-se do fato de o órgão ter ficado um ano com apenas quatro de seus sete membros”.
Marcílio contou que os integrantes da comissão ficaram “surpresos com a reação e os ataques” do ministro, lembrando que ele chegou a questionar qual a motivação seus integrantes teriam para questioná-lo. “A motivação é o conflito de interesses que está claro”, insistiu Marcílio.
“Há uma zona cinzenta de atos que podem ser legais, mas não são éticos no sentido de não contribuir para aumentar a confiança e o respeito da população em relação ao governo”, comentou. “Ser presidente de um partido ocupa a pessoa não só no tempo, mas ocupa a cabeça. Você fica preocupado em saber o que está acontecendo no partido, se o partido está bem.” E explicou que os interesses dos dois lados são conflitantes.
“Quando se fala que o conflito de interesses suscita dúvidas é porque o cidadão fica sem saber se aquela autoridade decidiu uma coisa por ser autoridade pública ou por ter outro interesse, mesmo que seja legítimo, mas que não é o interesse do governo, ou do bem comum, de todos”, justificou Marcílio.