antigas Publicado: 24/01/2008 | 09:46

Ministros negociam nomeações pendentes

Daniel Pereira, Leandro Colon e Gustavo Krieger
Correio Braziliense

Integrantes do primeiro escalão reúnem-se para definir nomes para o setor elétrico e órgãos como Sudene, Funai e Banco do Brasil

Com fôlego renovado depois da reunião ministerial, o titular de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, retoma hoje as conversas com colegas de governo a fim de destravar as nomeações para cargos federais da máquina pública. A prioridade é fazer as escolhas para diretorias e presidências de estatais do setor elétrico, cobiçadas principalmente pelo PMDB e o PT. O assunto será resolvido em parceria com o novo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).

A expectativa é que as primeiras decisões já sejam formalizadas na próxima semana. Afinal, tanto os dois ministros como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm interesse de contemplar o mais rapidamente possível os peemedebistas, que formam as maiores bancadas da Câmara e do Senado e são fundamentais para garantir a aprovação do Orçamento da União de 2008 e da medida provisória que aumentou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrada dos bancos.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), espera que a Petrobras aprove na próxima segunda-feira a substituição de Nestor Cerveró, apadrinhado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), por Jorge Luiz Zelada no comando da diretoria Internacional da estatal. Lula determinou a troca, defendida por deputados do PMDB de Minas, em reunião na terça-feira com Múcio. Também já está certa a posse do ex-deputado federal Jorge Beira (PT-SC) na presidência da Eletrosul.

Padrinho político de Lobão, o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP) sugeriu ao governo, no início da semana, que emposse Evandro Coura, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), na chefia da Eletrobrás. Outro nome indicado pelo PMDB anteriormente, o ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat, ainda está no páreo, mas agora figura como azarão, apesar de bem avaliado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Guarda-chuva
Outras dezenas de postos na área energética estão em discussão. A maioria deles, segundo Múcio, está sob o guarda-chuva da Petrobras. A missão do ministro é resolver as pendências no setor e nas demais áreas do governo. Para cumprir a tarefa, Múcio já conversou, por exemplo, com os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Tarso Genro (Justiça) e Guido Mantega (Fazenda). Tratou de cargos em órgãos como Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Banco do Brasil.

Colheu boas notícias e fracassos — estes, sobretudo na conversa com o chefe da equipe econômica. “Nós cometemos um erro. Demoramos muito com isso”, declara Múcio. Entre as suas prioridades está achar um posto de chefia para o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara (PR) na Chesf. O sonho de consumo do político é a presidência da estatal. Está difícil de ser realizado devido à resistência do deputado Ciro Gomes (PSB), adversário local de Alcântara. “São muitos os impasses motivados por questões locais”, observa o ministro.

Outro auxiliar de Lula lembra que a missão de Múcio não será fácil, mesmo com a ajuda dos demais ministros, porque seria necessário um governo pelo menos 10 vezes maior para dar conta de tanto apetite. “Os partidos que compõem a base são tão competentes que têm quadros para preencher 12 governos. E há sempre um talento não aproveitado”, ironiza o auxiliar.

Daniel Pereira, Leandro Colon e Gustavo Krieger
Correio Braziliense

Integrantes do primeiro escalão reúnem-se para definir nomes para o setor elétrico e órgãos como Sudene, Funai e Banco do Brasil

Com fôlego renovado depois da reunião ministerial, o titular de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, retoma hoje as conversas com colegas de governo a fim de destravar as nomeações para cargos federais da máquina pública. A prioridade é fazer as escolhas para diretorias e presidências de estatais do setor elétrico, cobiçadas principalmente pelo PMDB e o PT. O assunto será resolvido em parceria com o novo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).

A expectativa é que as primeiras decisões já sejam formalizadas na próxima semana. Afinal, tanto os dois ministros como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm interesse de contemplar o mais rapidamente possível os peemedebistas, que formam as maiores bancadas da Câmara e do Senado e são fundamentais para garantir a aprovação do Orçamento da União de 2008 e da medida provisória que aumentou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrada dos bancos.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), espera que a Petrobras aprove na próxima segunda-feira a substituição de Nestor Cerveró, apadrinhado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), por Jorge Luiz Zelada no comando da diretoria Internacional da estatal. Lula determinou a troca, defendida por deputados do PMDB de Minas, em reunião na terça-feira com Múcio. Também já está certa a posse do ex-deputado federal Jorge Beira (PT-SC) na presidência da Eletrosul.

Padrinho político de Lobão, o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP) sugeriu ao governo, no início da semana, que emposse Evandro Coura, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), na chefia da Eletrobrás. Outro nome indicado pelo PMDB anteriormente, o ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat, ainda está no páreo, mas agora figura como azarão, apesar de bem avaliado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Guarda-chuva
Outras dezenas de postos na área energética estão em discussão. A maioria deles, segundo Múcio, está sob o guarda-chuva da Petrobras. A missão do ministro é resolver as pendências no setor e nas demais áreas do governo. Para cumprir a tarefa, Múcio já conversou, por exemplo, com os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Tarso Genro (Justiça) e Guido Mantega (Fazenda). Tratou de cargos em órgãos como Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Banco do Brasil.

Colheu boas notícias e fracassos — estes, sobretudo na conversa com o chefe da equipe econômica. “Nós cometemos um erro. Demoramos muito com isso”, declara Múcio. Entre as suas prioridades está achar um posto de chefia para o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara (PR) na Chesf. O sonho de consumo do político é a presidência da estatal. Está difícil de ser realizado devido à resistência do deputado Ciro Gomes (PSB), adversário local de Alcântara. “São muitos os impasses motivados por questões locais”, observa o ministro.

Outro auxiliar de Lula lembra que a missão de Múcio não será fácil, mesmo com a ajuda dos demais ministros, porque seria necessário um governo pelo menos 10 vezes maior para dar conta de tanto apetite. “Os partidos que compõem a base são tão competentes que têm quadros para preencher 12 governos. E há sempre um talento não aproveitado”, ironiza o auxiliar.