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Publicado: 23/11/2007 | 09:41
Bancada do PTB deixa bloco de apoio a Lula no Senado
ANDREZA MATAIS
Folha de S. Paulo
Folha de S. Paulo
Partido diz que vai atuar de forma independente na votação da emenda que prorroga a CPMF por 4 anos e em outras proposições
A bancada do PTB no Senado se desligou ontem do bloco de apoio ao governo e decidiu que irá atuar de forma independente na votação da emenda que prorroga a CPMF por mais quatro anos e nas demais proposições. A decisão coincidiu com a saída do ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), que é do PTB, do governo. Mares Guia foi acusado de envolvimento no escândalo tucano.
O partido tem sete votos, dois deles- dos senadores Mozarildo Cavalcanti (RR) e Romeu Tuma (SP)- já declarados contra a contribuição. Na prática, o PTB continuará na base de apoio do governo, mas não se submeterá mais às orientações do bloco, o que obrigará o Planalto a negociar com o partido em cada votação.
A decisão da bancada foi uma retaliação à líder do bloco e do PT na Casa, Ideli Salvati (PT-SC). Há duas semanas, ela substituiu Mozarildo Cavalcanti na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para evitar que ele votasse contra a emenda que prorroga a CPMF.
A bancada também estava insatisfeita com o Planalto que privilegiou a oposição na discussão da CPMF.
"Vamos ter vida própria, não vamos ter uma pessoa que tira e bota membros das comissões", afirmou o líder do PTB no Senado, Epitácio Cafeteira (MA). Segundo ele, a bancada terá independência agora, sem obedecer às ordens da líder do bloco.
Ideli não comentou o assunto. Para outros líderes da base, a saída do PTB é mais um fator contra a CPMF. "Causa efeito negativo para o governo neste momento e dificulta a articulação da base", disse o líder do PSB, Renato Casagrande (ES).
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), minimizou. "O partido tomou a decisão que entendeu melhor, não vejo prejuízos", disse.
Mozarildo disse que a decisão de deixar o bloco é irreversível e que isso significa ter independência da base aliada. "Não queremos ser tratados como partido de segunda categoria. Além do meu afastamento, já havia outros fatores que se acumulavam", disse.
Com a saída do PTB, o bloco governista no Senado agora será composto por PT, PR, PSB, PCdoB, PRB e PP. Dos partidos que apoiam o governo, o PDT não integra o bloco governista e atua de forma independente.
A bancada do PTB conta com Romeu Tuma (SP), Epitácio Cafeteira (MA), Sérgio Zambiazi (RS), Gim Argello (DF), João Vicente Claudino (PTB-PI) e Fernando Collor de Mello (AL), que está licenciado.
ANDREZA MATAIS
Folha de S. Paulo
Folha de S. Paulo
Partido diz que vai atuar de forma independente na votação da emenda que prorroga a CPMF por 4 anos e em outras proposições
A bancada do PTB no Senado se desligou ontem do bloco de apoio ao governo e decidiu que irá atuar de forma independente na votação da emenda que prorroga a CPMF por mais quatro anos e nas demais proposições. A decisão coincidiu com a saída do ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), que é do PTB, do governo. Mares Guia foi acusado de envolvimento no escândalo tucano.
O partido tem sete votos, dois deles- dos senadores Mozarildo Cavalcanti (RR) e Romeu Tuma (SP)- já declarados contra a contribuição. Na prática, o PTB continuará na base de apoio do governo, mas não se submeterá mais às orientações do bloco, o que obrigará o Planalto a negociar com o partido em cada votação.
A decisão da bancada foi uma retaliação à líder do bloco e do PT na Casa, Ideli Salvati (PT-SC). Há duas semanas, ela substituiu Mozarildo Cavalcanti na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para evitar que ele votasse contra a emenda que prorroga a CPMF.
A bancada também estava insatisfeita com o Planalto que privilegiou a oposição na discussão da CPMF.
"Vamos ter vida própria, não vamos ter uma pessoa que tira e bota membros das comissões", afirmou o líder do PTB no Senado, Epitácio Cafeteira (MA). Segundo ele, a bancada terá independência agora, sem obedecer às ordens da líder do bloco.
Ideli não comentou o assunto. Para outros líderes da base, a saída do PTB é mais um fator contra a CPMF. "Causa efeito negativo para o governo neste momento e dificulta a articulação da base", disse o líder do PSB, Renato Casagrande (ES).
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), minimizou. "O partido tomou a decisão que entendeu melhor, não vejo prejuízos", disse.
Mozarildo disse que a decisão de deixar o bloco é irreversível e que isso significa ter independência da base aliada. "Não queremos ser tratados como partido de segunda categoria. Além do meu afastamento, já havia outros fatores que se acumulavam", disse.
Com a saída do PTB, o bloco governista no Senado agora será composto por PT, PR, PSB, PCdoB, PRB e PP. Dos partidos que apoiam o governo, o PDT não integra o bloco governista e atua de forma independente.
A bancada do PTB conta com Romeu Tuma (SP), Epitácio Cafeteira (MA), Sérgio Zambiazi (RS), Gim Argello (DF), João Vicente Claudino (PTB-PI) e Fernando Collor de Mello (AL), que está licenciado.