antigas Publicado: 19/11/2007 | 09:11

Salários diferentes

Correio Braziliense

O local de moradia também influencia no salário recebido pelos jovens do DF. Um trabalhador com idade entre 16 e 24 anos que mora no Plano Piloto ganha, em média, R$ 879, 63% a mais que os das regiões mais carentes e 32% mais que os das cidades com renda intermediária, segundo o estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).O rendimento está diretamente relacionado à escolaridade, destaca Antônio Ibarra, coordenador do levantamento.

Em todo o DF, metade das pessoas da faixa etária pesquisada tem pelo menos o ensino médio. Mas comparando os dois extremos, as diferenças são gritantes. Dos moradores do grupo 1, asas Sul e Norte e lagos Sul e Norte, 72,1% concluíram o ensino médio e destes, 11,6% terminaram a faculdade. Nas cidades do grupo 3, as de renda mais baixa, 40,4% terminaram o ensino médio, mas apenas 1,3% cursaram uma faculdade. “Os jovens até estão fazendo sua parte e estudando, mas eles só vão até o ensino médio e não conseguem avançar, por isso o acesso ao ensino superior é tão baixo. O mercado de trabalho acaba reproduzindo toda a situação de desigualdade vivida na educação”, afirma.

A falta de perspectiva após a conclusão do ensino médio é comum entre os jovens das regiões mais carentes. É o caso de Vitali Pereira Serpa, de 20 anos, moradora da Estrutural. Há dois anos ela terminou o ensino médio e desde então trabalhou como atendente em lojas. Sem nunca ter tido a carteira assinada, recebe salários baixos, que não lhe permitem continuar estudando e fazer uma graduação. Atualmente está desempregada, o que a distancia ainda mais da possibilidade de entrar para uma faculdade. “É muito difícil conseguir um bom emprego. Não sei se um dia vou poder estudar de novo”.

Do outro lado, entre os moradores do Plano, muitos dos que estão só estudando — 37,2% do total —, já concluíram até mesmo a faculdade, mas ficam sem trabalhar enquanto estudam para passar em um concurso público. Formada há dois anos, a moradora do Lago Norte, Jacqueline Soares, de 24 anos, deixou de fazer estágios assim que se formou, para estudar. Seu sonho é virar policial civil. “Fiquei em dúvida entre fazer uma especialização fora do país e estudar para concurso. Agora estou estudando, mas sinto falta de ter o meu próprio dinheiro”, conta.

Correio Braziliense

O local de moradia também influencia no salário recebido pelos jovens do DF. Um trabalhador com idade entre 16 e 24 anos que mora no Plano Piloto ganha, em média, R$ 879, 63% a mais que os das regiões mais carentes e 32% mais que os das cidades com renda intermediária, segundo o estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).O rendimento está diretamente relacionado à escolaridade, destaca Antônio Ibarra, coordenador do levantamento.

Em todo o DF, metade das pessoas da faixa etária pesquisada tem pelo menos o ensino médio. Mas comparando os dois extremos, as diferenças são gritantes. Dos moradores do grupo 1, asas Sul e Norte e lagos Sul e Norte, 72,1% concluíram o ensino médio e destes, 11,6% terminaram a faculdade. Nas cidades do grupo 3, as de renda mais baixa, 40,4% terminaram o ensino médio, mas apenas 1,3% cursaram uma faculdade. “Os jovens até estão fazendo sua parte e estudando, mas eles só vão até o ensino médio e não conseguem avançar, por isso o acesso ao ensino superior é tão baixo. O mercado de trabalho acaba reproduzindo toda a situação de desigualdade vivida na educação”, afirma.

A falta de perspectiva após a conclusão do ensino médio é comum entre os jovens das regiões mais carentes. É o caso de Vitali Pereira Serpa, de 20 anos, moradora da Estrutural. Há dois anos ela terminou o ensino médio e desde então trabalhou como atendente em lojas. Sem nunca ter tido a carteira assinada, recebe salários baixos, que não lhe permitem continuar estudando e fazer uma graduação. Atualmente está desempregada, o que a distancia ainda mais da possibilidade de entrar para uma faculdade. “É muito difícil conseguir um bom emprego. Não sei se um dia vou poder estudar de novo”.

Do outro lado, entre os moradores do Plano, muitos dos que estão só estudando — 37,2% do total —, já concluíram até mesmo a faculdade, mas ficam sem trabalhar enquanto estudam para passar em um concurso público. Formada há dois anos, a moradora do Lago Norte, Jacqueline Soares, de 24 anos, deixou de fazer estágios assim que se formou, para estudar. Seu sonho é virar policial civil. “Fiquei em dúvida entre fazer uma especialização fora do país e estudar para concurso. Agora estou estudando, mas sinto falta de ter o meu próprio dinheiro”, conta.