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Publicado: 31/10/2007 | 08:54
Chinaglia tem dia de presidente da República
Daniel Pereira
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Petista despacha no gabinete de Lula e recebe líderes governistas e da oposição. De bom humor, garantiu que não editaria MPs
“Nunca antes na história deste país, o desempenho de um presidente da República mereceu tantos elogios de líderes de partido.” É o que dizem parlamentares, inclusive da oposição, ao analisar a atuação do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) como presidente em exercício. Comandante da Câmara, o petista ocupou ontem o gabinete mais cobiçado do Palácio do Planalto devido à viagem de Luiz Inácio Lula da Silva à Suíça e à cirurgia do vice José Alencar, em São Paulo.
Chinaglia provocou euforia nos colegas de Congresso. E não por liberar emendas e distribuir cargos, mas ao resistir à tentação de editar medidas provisórias. Não baixou nenhuma MP. “Isso vai ser um recorde”, ironizou o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP). O tucano almoçou com Chinaglia no próprio palácio. Estavam acompanhados de deputados de todos os partidos. Entre eles, Chico Alencar (RJ), líder do PSol; e José Carlos Aleluia (BA), um dos críticos mais ferozes do governo Lula na bancada do DEM.
Simbologia
A lista de convidados também rendeu provocações a Chinaglia. Quase em uníssono, os convivas diziam que o presidente Lula não conseguira tamanho feito. “Foi quase uma afirmação simbólica do Legislativo, no espaço físico do Executivo, para dizer que existimos e somos importantes como poder constituído”, declarou Alencar. “Não digo que tomamos de assalto o Palácio do Planalto, mas não deixou de ter essa simbologia”, acrescentou.
Durante o almoço, foram servidos arroz, feijão, salada, medalhão de carne e postas de peixe. As opções de bebida eram água, suco e refrigerante light. De sobremesa, fruta ou pavê. “No restaurante da Câmara, comeria melhor pagando R$ 15 no natureba. Não foi nada comparado ao que a turma que estava em Zurique comeu”, disse Chico Alencar.
A agenda de Chinaglia no Palácio do Planalto começou cedo, quando assistiu à cerimônia da Fifa na qual o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Ao longo do dia, o deputado teve uma série de reuniões para tratar da votação da proposta de regulamentação da Emenda Constitucional da Saúde, a Emenda 29. Também assinou 18 atos. Caso das nomeações de Marcelo Guaranys e Alexandre Gomes de Barros para a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Os dois substituirão Leur Lomanto e Denise Abreu. Chinaglia também assinou decretos que declaram de interesse social, para fins de reforma agrária, terras em Minas Gerais, Piauí, Goiás e Bahia. Serão beneficiadas com a medida 150 famílias. À tarde, o presidente Lula ligou para o deputado. Cortês, Chinaglia se propôs a recebê-lo na base área na madrugada de hoje. Do outro lado da linha, ouviu a determinação para que fosse para casa descansar.
Daniel Pereira
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Petista despacha no gabinete de Lula e recebe líderes governistas e da oposição. De bom humor, garantiu que não editaria MPs
“Nunca antes na história deste país, o desempenho de um presidente da República mereceu tantos elogios de líderes de partido.” É o que dizem parlamentares, inclusive da oposição, ao analisar a atuação do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) como presidente em exercício. Comandante da Câmara, o petista ocupou ontem o gabinete mais cobiçado do Palácio do Planalto devido à viagem de Luiz Inácio Lula da Silva à Suíça e à cirurgia do vice José Alencar, em São Paulo.
Chinaglia provocou euforia nos colegas de Congresso. E não por liberar emendas e distribuir cargos, mas ao resistir à tentação de editar medidas provisórias. Não baixou nenhuma MP. “Isso vai ser um recorde”, ironizou o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP). O tucano almoçou com Chinaglia no próprio palácio. Estavam acompanhados de deputados de todos os partidos. Entre eles, Chico Alencar (RJ), líder do PSol; e José Carlos Aleluia (BA), um dos críticos mais ferozes do governo Lula na bancada do DEM.
Simbologia
A lista de convidados também rendeu provocações a Chinaglia. Quase em uníssono, os convivas diziam que o presidente Lula não conseguira tamanho feito. “Foi quase uma afirmação simbólica do Legislativo, no espaço físico do Executivo, para dizer que existimos e somos importantes como poder constituído”, declarou Alencar. “Não digo que tomamos de assalto o Palácio do Planalto, mas não deixou de ter essa simbologia”, acrescentou.
Durante o almoço, foram servidos arroz, feijão, salada, medalhão de carne e postas de peixe. As opções de bebida eram água, suco e refrigerante light. De sobremesa, fruta ou pavê. “No restaurante da Câmara, comeria melhor pagando R$ 15 no natureba. Não foi nada comparado ao que a turma que estava em Zurique comeu”, disse Chico Alencar.
A agenda de Chinaglia no Palácio do Planalto começou cedo, quando assistiu à cerimônia da Fifa na qual o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Ao longo do dia, o deputado teve uma série de reuniões para tratar da votação da proposta de regulamentação da Emenda Constitucional da Saúde, a Emenda 29. Também assinou 18 atos. Caso das nomeações de Marcelo Guaranys e Alexandre Gomes de Barros para a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Os dois substituirão Leur Lomanto e Denise Abreu. Chinaglia também assinou decretos que declaram de interesse social, para fins de reforma agrária, terras em Minas Gerais, Piauí, Goiás e Bahia. Serão beneficiadas com a medida 150 famílias. À tarde, o presidente Lula ligou para o deputado. Cortês, Chinaglia se propôs a recebê-lo na base área na madrugada de hoje. Do outro lado da linha, ouviu a determinação para que fosse para casa descansar.