antigas Publicado: 17/10/2007 | 09:58

Financiamento cresce 136,89% em setembro

Edna Simão
Correio Braziliense

A queda de juros, o aumento da renda do trabalhador e os prazos mais longos para pagamento fizeram com que os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança atingissem em setembro o maior patamar desde 1986. Foram emprestados R$ 1,852 bilhão no mês passado, um aumento de 136,89% em relação ao mesmo período de 2006 (R$ 782 milhões), para financiar 18.170 imóveis. No acumulado de janeiro a setembro, o volume de operações contratadas com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizou R$ 12,18 bilhões. Nos últimos 12 meses, terminado em setembro, esse montante atingiu R$ 14,79 bilhões, com crescimento de 78,2% em comparação aos 12 meses anteriores.

Dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram ainda que, em unidades financiadas, o total chegou a 135.363 imóveis neste ano, o que representa um aumento de 64,99% em relação aos primeiros nove meses de 2006. Já no período compreendido entre outubro de 2006 e setembro de 2007, 167.191 imóveis foram financiados.

Segundo o presidente da Abecip, Décio Tenerello, a considerável elevação das operações de empréstimo para casa própria está relacionada, principalmente, à estabilidade econômica do país. Além disso, as instituições financeiras estão oferecendo prazo para pagamento de até 30 anos. “O mercado está voltado para a classe média e média/baixa e imóveis entre R$ 80 mil e R$ 200 mil”, afirma Tenerello. Ele conta ainda que o prazo de pagamento maior possibilita que as parcelas caibam no bolso dos brasileiros. “A tendência é que mais pessoas realizem o sonho da casa própria porque chegamos ao ponto em que o custo da prestação é praticamente o mesmo do aluguel”.

O presidente da Abecip disse ainda que o aumento real do salário e a inflação sob controle estão dando condições para que os brasileiros se endividem mais. Além disso, as sucessivas quedas de juros no país estão diminuindo o custo do capital de giro das construtoras, o que de certa forma está sendo repassado ao mutuário. Diante desse cenário, mais de 20 empresas do setor imobiliário lançaram IPO (Oferta Pública Inicial de Ações) e captaram algo em torno de R$ 12 bilhões de 2007 para cá. “Com um custo de carregamento baixo, as construtoras podem transferir isso ao financiamento”, frisa Tenerello.

Edna Simão
Correio Braziliense

A queda de juros, o aumento da renda do trabalhador e os prazos mais longos para pagamento fizeram com que os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança atingissem em setembro o maior patamar desde 1986. Foram emprestados R$ 1,852 bilhão no mês passado, um aumento de 136,89% em relação ao mesmo período de 2006 (R$ 782 milhões), para financiar 18.170 imóveis. No acumulado de janeiro a setembro, o volume de operações contratadas com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizou R$ 12,18 bilhões. Nos últimos 12 meses, terminado em setembro, esse montante atingiu R$ 14,79 bilhões, com crescimento de 78,2% em comparação aos 12 meses anteriores.

Dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram ainda que, em unidades financiadas, o total chegou a 135.363 imóveis neste ano, o que representa um aumento de 64,99% em relação aos primeiros nove meses de 2006. Já no período compreendido entre outubro de 2006 e setembro de 2007, 167.191 imóveis foram financiados.

Segundo o presidente da Abecip, Décio Tenerello, a considerável elevação das operações de empréstimo para casa própria está relacionada, principalmente, à estabilidade econômica do país. Além disso, as instituições financeiras estão oferecendo prazo para pagamento de até 30 anos. “O mercado está voltado para a classe média e média/baixa e imóveis entre R$ 80 mil e R$ 200 mil”, afirma Tenerello. Ele conta ainda que o prazo de pagamento maior possibilita que as parcelas caibam no bolso dos brasileiros. “A tendência é que mais pessoas realizem o sonho da casa própria porque chegamos ao ponto em que o custo da prestação é praticamente o mesmo do aluguel”.

O presidente da Abecip disse ainda que o aumento real do salário e a inflação sob controle estão dando condições para que os brasileiros se endividem mais. Além disso, as sucessivas quedas de juros no país estão diminuindo o custo do capital de giro das construtoras, o que de certa forma está sendo repassado ao mutuário. Diante desse cenário, mais de 20 empresas do setor imobiliário lançaram IPO (Oferta Pública Inicial de Ações) e captaram algo em torno de R$ 12 bilhões de 2007 para cá. “Com um custo de carregamento baixo, as construtoras podem transferir isso ao financiamento”, frisa Tenerello.