antigas Publicado: 5/10/2007 | 08:58

Depois da prorrogação, Mantega quer negociar fim da CPMF com CNI

Juliana Rocha
Gazeta Mercantil

Com a previsão de que não será fácil aprovar a prorrogação da CPMF até 2011 no Senado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou ontem um grupo de empresários liderados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em busca de apoio. Primeiro, tentou convencê-los de que o governo não pode abrir mão da receita do imposto do cheque, sob pena de não ter dinheiro para dar continuidade às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em seguida, admitiu que a alíquota do imposto pode ser reduzida até 2011. Ouviu do presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PMDB-PE), que o governo só terá o apoio dos empresários se estabelecer logo um cronograma de redução da alíquota até a extinção.
Mantega chegou a dizer que a redução da alíquota ou outras formas de desoneração podem começar a ser discutidas enquanto a CPMF estiver no Senado. Mas depois esclareceu que o governo não abre mão de tentar aprovar a alíquota de 0,38%, tal qual é cobrada hoje, e como está no texto já aprovado em primeiro turno na Câmara. Se o texto da emenda constitucional da CPMF sofrer modificações no Senado, terá que voltar à Câmara para nova votação. O governo está preocupado com o prazo, já que a cobrança do imposto do cheque vence em 31 de dezembro.
A discussão sobre a redução da alíquota seria, portanto, paralela. O governo, segundo o ministro, se comprometeria a promover a desoneração que for acertada com os parlamentares.
Embora Monteiro Neto seja um deputado aliado do governo, o presidente da CNI garantiu que a entidade se manteve contra a cobrança do imposto na forma que é hoje. Mas admite que não faz oposição como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, entrou em uma verdadeira campanha pelo fim do imposto do cheque. "Nós também somos contra a CPMF. Mas nossa proposta é mais realista, de reduzir gradualmente a cobrança. A Fiesp propõe a extinção já. Não acho factível interromper a cobrança hoje", comentou Monteiro Neto. "Mas o governo deveria oferecer claramente uma proposta de redução de alíquota e definir um cronograma para isto".
Em agosto, a CNI divulgou um manifesto com a proposta de queda do imposto do cheque para 0,20% já no próximo ano. Ao mesmo tempo, pediu ao governo que estabelecesse um calendário até a extinção.
kicker: Em agosto, a CNI divulgou um manifesto com a proposta de queda do imposto do cheque para 0,20% já no próximo ano.

Juliana Rocha
Gazeta Mercantil

Com a previsão de que não será fácil aprovar a prorrogação da CPMF até 2011 no Senado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou ontem um grupo de empresários liderados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em busca de apoio. Primeiro, tentou convencê-los de que o governo não pode abrir mão da receita do imposto do cheque, sob pena de não ter dinheiro para dar continuidade às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em seguida, admitiu que a alíquota do imposto pode ser reduzida até 2011. Ouviu do presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PMDB-PE), que o governo só terá o apoio dos empresários se estabelecer logo um cronograma de redução da alíquota até a extinção.
Mantega chegou a dizer que a redução da alíquota ou outras formas de desoneração podem começar a ser discutidas enquanto a CPMF estiver no Senado. Mas depois esclareceu que o governo não abre mão de tentar aprovar a alíquota de 0,38%, tal qual é cobrada hoje, e como está no texto já aprovado em primeiro turno na Câmara. Se o texto da emenda constitucional da CPMF sofrer modificações no Senado, terá que voltar à Câmara para nova votação. O governo está preocupado com o prazo, já que a cobrança do imposto do cheque vence em 31 de dezembro.
A discussão sobre a redução da alíquota seria, portanto, paralela. O governo, segundo o ministro, se comprometeria a promover a desoneração que for acertada com os parlamentares.
Embora Monteiro Neto seja um deputado aliado do governo, o presidente da CNI garantiu que a entidade se manteve contra a cobrança do imposto na forma que é hoje. Mas admite que não faz oposição como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, entrou em uma verdadeira campanha pelo fim do imposto do cheque. "Nós também somos contra a CPMF. Mas nossa proposta é mais realista, de reduzir gradualmente a cobrança. A Fiesp propõe a extinção já. Não acho factível interromper a cobrança hoje", comentou Monteiro Neto. "Mas o governo deveria oferecer claramente uma proposta de redução de alíquota e definir um cronograma para isto".
Em agosto, a CNI divulgou um manifesto com a proposta de queda do imposto do cheque para 0,20% já no próximo ano. Ao mesmo tempo, pediu ao governo que estabelecesse um calendário até a extinção.
kicker: Em agosto, a CNI divulgou um manifesto com a proposta de queda do imposto do cheque para 0,20% já no próximo ano.