antigas Publicado: 14/09/2007 | 10:27

Indústria emprega mais

Correio Braziliense

TRABALHO

Ocupação no setor cresce 2% e folha fica 5,5% maior em julho frente ao mesmo mês de 2006. Veículos e construção civil puxaram taxa

Os dados do mercado de trabalho industrial foram amplamente positivos em julho, refletindo o aquecimento do setor no primeiro semestre de 2007. A expansão de 2% na comparação com julho de 2006 representou o maior crescimento ante igual mês de ano anterior apurado desde maio de 2005 e completa uma seqüência de 13 taxas positivas nessa base de comparação. Houve ainda aumento de 0,6% no número de ocupados ante junho — a maior variação desde abril de 2005 —, de 1,5% no acumulado do ano e de 1,1% em 12 meses. O rendimento dos trabalhadores cresceu na maior parte dos setores e das regiões no período.

O economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE, disse que o emprego industrial sempre responde com alguma defasagem ao desempenho da produção e, em julho, foi impulsionado pelo maior ritmo da atividade no primeiro semestre deste ano. Segundo ele, a trajetória positiva da ocupação na indústria é confirmada pelo índice de média móvel trimestral, considerado o principal indicador de tendência e que mostrou aumento de 0,6% na ocupação no trimestre encerrado em julho ante o terminado em junho. Macedo observou também que as atividades que têm mostrado maior expansão no número de ocupados são aquelas que vêm se destacando na produção, como meios de transporte (8,2% em julho ante igual mês de 2006, inclui indústria automobilística, aviões, caminhões) e produtos de metal (8,4%, influenciados pelo bom desempenho da construção civil).

Por outro lado, segmentos que vêm mostrando fraco desempenho na produção, que são mais empregadores, prosseguem reduzindo a ocupação, como é o caso de vestuário (-4,7%) e madeira (-9,4%). No entanto, Macedo ressaltou que esses setores já iniciaram, ainda que suavemente, uma trajetória de recuperação, que rebaterá de forma defasada no emprego.

Em documento sobre a pesquisa, analistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) consideram lenta a recuperação do emprego, com o argumento de que aumentou “apenas” 1,5% no acumulado de janeiro a julho, enquanto a produção industrial cresceu 5,1% no período. Porém, o Iedi destaca também que, ainda que cresça pouco, o emprego voltou a acelerar o crescimento em julho em relação aos resultados de meses anteriores e que São Paulo, o maior parque industrial do país, lidera os impactos positivos para o aumento da ocupação no setor no mês. A indústria paulista aumentou o número de ocupados em 2,9% em julho ante igual mês do ano passado.

Renda
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria aumentou 0,9% em relação a junho. Todos os resultados da folha prosseguiram positivos: 5,5% ante julho de 2006; 4,6% no acumulado no ano e 3,5% em 12 meses.

Regionalmente, a folha mostrou crescimento em 13 dos 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo (4,7%) e queda na Bahia (-0,4%). E, setorialmente, nessa base de comparação, aumentou em 14 das 18 atividades investigadas, sendo que os maiores impactos positivos vieram de meios de transporte (8,4%), alimentos e bebidas (6,0%), produtos de metal (14,3%) e indústria extrativa (19,2%).

Em sentido contrário, as principais pressões negativas foram observadas em papel e gráfica (-4,1%), madeira (-11,6%) e fumo (-15,2%). Não há detalhamento para os dados comparativos a junho.

Em São Paulo
O perfil do emprego industrial paulista passa, neste ano, por uma mudança estrutural. Pela primeira vez, o setor sucroalcooleiro será o responsável por puxar a variação do nível de emprego industrial acima dos 2% este ano, segundo o economista-chefe do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Cavalcanti. Mas, justamente por ser novidade, o comportamento da área de açúcar e álcool dificulta a previsão sobre o tamanho das demissões que acontecerão em novembro e dezembro, quando terminar o período de safra no Centro-Sul.

Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, mostra que no acumulado do ano até agosto, o setor criou 100.480 postos de trabalho, de um total de 157 mil gerados pela indústria paulista. Segundo a pesquisa mensal do Ciesp, a alta do emprego acumulada até agosto é de 5,1% sobre o total de dezembro de 2006. A expectativa é de que esse número caia no fim do ano, mas não se consegue prever o tamanho do recuo.

Em agosto, houve melhora do emprego na Grande São Paulo com alta de 0,25% ante julho e 1,09% no acumulado do ano. No interior do estado, a alta na margem foi de 0,48%, enquanto no acumulado do ano estava em 8,17%, puxada pelo setor de açúcar e álcool.

Correio Braziliense

TRABALHO

Ocupação no setor cresce 2% e folha fica 5,5% maior em julho frente ao mesmo mês de 2006. Veículos e construção civil puxaram taxa

Os dados do mercado de trabalho industrial foram amplamente positivos em julho, refletindo o aquecimento do setor no primeiro semestre de 2007. A expansão de 2% na comparação com julho de 2006 representou o maior crescimento ante igual mês de ano anterior apurado desde maio de 2005 e completa uma seqüência de 13 taxas positivas nessa base de comparação. Houve ainda aumento de 0,6% no número de ocupados ante junho — a maior variação desde abril de 2005 —, de 1,5% no acumulado do ano e de 1,1% em 12 meses. O rendimento dos trabalhadores cresceu na maior parte dos setores e das regiões no período.

O economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE, disse que o emprego industrial sempre responde com alguma defasagem ao desempenho da produção e, em julho, foi impulsionado pelo maior ritmo da atividade no primeiro semestre deste ano. Segundo ele, a trajetória positiva da ocupação na indústria é confirmada pelo índice de média móvel trimestral, considerado o principal indicador de tendência e que mostrou aumento de 0,6% na ocupação no trimestre encerrado em julho ante o terminado em junho. Macedo observou também que as atividades que têm mostrado maior expansão no número de ocupados são aquelas que vêm se destacando na produção, como meios de transporte (8,2% em julho ante igual mês de 2006, inclui indústria automobilística, aviões, caminhões) e produtos de metal (8,4%, influenciados pelo bom desempenho da construção civil).

Por outro lado, segmentos que vêm mostrando fraco desempenho na produção, que são mais empregadores, prosseguem reduzindo a ocupação, como é o caso de vestuário (-4,7%) e madeira (-9,4%). No entanto, Macedo ressaltou que esses setores já iniciaram, ainda que suavemente, uma trajetória de recuperação, que rebaterá de forma defasada no emprego.

Em documento sobre a pesquisa, analistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) consideram lenta a recuperação do emprego, com o argumento de que aumentou “apenas” 1,5% no acumulado de janeiro a julho, enquanto a produção industrial cresceu 5,1% no período. Porém, o Iedi destaca também que, ainda que cresça pouco, o emprego voltou a acelerar o crescimento em julho em relação aos resultados de meses anteriores e que São Paulo, o maior parque industrial do país, lidera os impactos positivos para o aumento da ocupação no setor no mês. A indústria paulista aumentou o número de ocupados em 2,9% em julho ante igual mês do ano passado.

Renda
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria aumentou 0,9% em relação a junho. Todos os resultados da folha prosseguiram positivos: 5,5% ante julho de 2006; 4,6% no acumulado no ano e 3,5% em 12 meses.

Regionalmente, a folha mostrou crescimento em 13 dos 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo (4,7%) e queda na Bahia (-0,4%). E, setorialmente, nessa base de comparação, aumentou em 14 das 18 atividades investigadas, sendo que os maiores impactos positivos vieram de meios de transporte (8,4%), alimentos e bebidas (6,0%), produtos de metal (14,3%) e indústria extrativa (19,2%).

Em sentido contrário, as principais pressões negativas foram observadas em papel e gráfica (-4,1%), madeira (-11,6%) e fumo (-15,2%). Não há detalhamento para os dados comparativos a junho.

Em São Paulo
O perfil do emprego industrial paulista passa, neste ano, por uma mudança estrutural. Pela primeira vez, o setor sucroalcooleiro será o responsável por puxar a variação do nível de emprego industrial acima dos 2% este ano, segundo o economista-chefe do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Cavalcanti. Mas, justamente por ser novidade, o comportamento da área de açúcar e álcool dificulta a previsão sobre o tamanho das demissões que acontecerão em novembro e dezembro, quando terminar o período de safra no Centro-Sul.

Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, mostra que no acumulado do ano até agosto, o setor criou 100.480 postos de trabalho, de um total de 157 mil gerados pela indústria paulista. Segundo a pesquisa mensal do Ciesp, a alta do emprego acumulada até agosto é de 5,1% sobre o total de dezembro de 2006. A expectativa é de que esse número caia no fim do ano, mas não se consegue prever o tamanho do recuo.

Em agosto, houve melhora do emprego na Grande São Paulo com alta de 0,25% ante julho e 1,09% no acumulado do ano. No interior do estado, a alta na margem foi de 0,48%, enquanto no acumulado do ano estava em 8,17%, puxada pelo setor de açúcar e álcool.