antigas Publicado: 31/08/2007 | 11:06

Servidores do Ministério da Cultura apresentam sua última proposta

André Miranda
O Globo

Greve pode voltar por tempo indeterminado após reunião de terça-feira

Os servidores do Ministério da Cultura (Minc) suspenderam, esta semana, a greve que se arrasta desde maio, mas garantem: se o governo não atender à proposta atual, apresentada numa reunião na terça-feira, em Brasília, voltam à paralisação por tempo indeterminado, sem mais espaço para negociação. A nova reunião com representantes do Ministério do Planejamento está marcada para terça-feira.

Anteontem, os servidores promoveram um ato nos pilotis do Palácio Gustavo Capanema, onde funciona a sede da Funarte. Nele, cerca de cem manifestantes usaram coletes laranjas com a mensagem "Salvem o Minc", enquanto artistas se apresentavam num palco montado no local.

- Eles querem acabar com o Minc. Os órgãos da cultura sempre foram os que mais apoiaram este governo, mas estão abandonados. Se não resolvermos os problemas agora, vamos voltar à greve por tempo indeterminado - conta Rutonio Sant"Anna, da Associação dos Servidores da Fundação Biblioteca Nacional.

"Baixar mais do que isso, não dá"

O principal pedido dos grevistas é por um plano de carreira, prometido pelo governo na greve de 2005. Na última terça, os servidores se reuniram com representantes do Ministério do Planejamento em Brasília, para apresentar o que eles garantem ser a última proposta aceitável para resolver a situação.

Hoje, um funcionário do Minc com nível superior, 25 anos de serviço e direito a todas as gratificações recebe o salário de R$3.450 (o vencimento básico é de apenas R$565). O pedido inicial, na greve lançada em 15 de maio, era que esse valor passasse para R$5.670 com as gratificações sendo incorporadas ao salário, num cálculo feito por um grupo de trabalho do próprio Minc.

A proposta não foi aceita pelo governo e a greve se mantém desde então. Sucessivas reuniões foram realizadas entre Planejamento e servidores da Cultura até que, na última terça, os grevistas apresentaram sua proposta final: vencimento básico de R$3.450, mais gratificações que elevariam o salário para R$5.100, no caso de um funcionário de nível superior em fim de carreira.

- Nós fomos baixando o pedido para tentar chegar a uma solução. Baixar mais do que isso, não dá. Há servidores que estão descontentes, inclusive, com a atual proposta - conta Paula Nogueira, servidora da Funarte e membro do comando estadual de greve.

André Miranda
O Globo

Greve pode voltar por tempo indeterminado após reunião de terça-feira

Os servidores do Ministério da Cultura (Minc) suspenderam, esta semana, a greve que se arrasta desde maio, mas garantem: se o governo não atender à proposta atual, apresentada numa reunião na terça-feira, em Brasília, voltam à paralisação por tempo indeterminado, sem mais espaço para negociação. A nova reunião com representantes do Ministério do Planejamento está marcada para terça-feira.

Anteontem, os servidores promoveram um ato nos pilotis do Palácio Gustavo Capanema, onde funciona a sede da Funarte. Nele, cerca de cem manifestantes usaram coletes laranjas com a mensagem "Salvem o Minc", enquanto artistas se apresentavam num palco montado no local.

- Eles querem acabar com o Minc. Os órgãos da cultura sempre foram os que mais apoiaram este governo, mas estão abandonados. Se não resolvermos os problemas agora, vamos voltar à greve por tempo indeterminado - conta Rutonio Sant"Anna, da Associação dos Servidores da Fundação Biblioteca Nacional.

"Baixar mais do que isso, não dá"

O principal pedido dos grevistas é por um plano de carreira, prometido pelo governo na greve de 2005. Na última terça, os servidores se reuniram com representantes do Ministério do Planejamento em Brasília, para apresentar o que eles garantem ser a última proposta aceitável para resolver a situação.

Hoje, um funcionário do Minc com nível superior, 25 anos de serviço e direito a todas as gratificações recebe o salário de R$3.450 (o vencimento básico é de apenas R$565). O pedido inicial, na greve lançada em 15 de maio, era que esse valor passasse para R$5.670 com as gratificações sendo incorporadas ao salário, num cálculo feito por um grupo de trabalho do próprio Minc.

A proposta não foi aceita pelo governo e a greve se mantém desde então. Sucessivas reuniões foram realizadas entre Planejamento e servidores da Cultura até que, na última terça, os grevistas apresentaram sua proposta final: vencimento básico de R$3.450, mais gratificações que elevariam o salário para R$5.100, no caso de um funcionário de nível superior em fim de carreira.

- Nós fomos baixando o pedido para tentar chegar a uma solução. Baixar mais do que isso, não dá. Há servidores que estão descontentes, inclusive, com a atual proposta - conta Paula Nogueira, servidora da Funarte e membro do comando estadual de greve.