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Publicado: 30/08/2007 | 10:30
Planalto está pronto para enfrentar ataques
Daniel Pereira
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Lula diz que julgamento foi na eleição de 2006, quando foi reeleito
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir processo contra os 40 denunciados por suposta participação no esquema do mensalão não atinge o governo, apesar de o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino (SP) figurarem entre os réus. Além de repetir o mantra segundo o qual o caso demonstra que as instituições estão funcionando perfeitamente, Lula provocou a oposição, ao afirmar que seu governo foi julgado e aprovado em 2006, quando foi reeleito.
“Eles tentaram me atingir e 61% da população deu resposta na eleição do ano passado”, declarou o presidente, depois de participar de cerimônia no Palácio do Planalto. “O que aconteceu, na verdade, é a demonstração de que as instituições funcionam no Brasil. Agora, o processo começa. Quem tiver culpa pagará o preço, quem não tiver culpa será inocentado e quem ganhará com isso é a democracia brasileira.”
Ontem, ministros mais próximos ao palácio se mostraram dispostos a enfrentar a oposição. Partirão para o embate verbal caso DEM e PSDB contestem a legitimidade do atual mandato de Lula ou retomem a discussão sobre a apresentação de um pedido de impeachment do presidente, que foi realizada e abortada em 2005 nos primeiros momentos do escândalo do mensalão. “O julgamento não abre o debate sobre a legitimidade do mandato do presidente”, disse o ministro da Justiça, Tarso Genro. “A estrutura de comando da Presidência da República e as políticas do governo não foram julgadas. O julgamento foi sobre pessoas.”
Corrupção
O ministro de Comunicação Social, Franklin Martins, também ironizou a oposição. Disse que uma nova ofensiva sobre o governo pelo flanco da ética e da corrupção não assegurará necessariamente aos adversários do presidente maioria de votos nas próximas eleições, como não assegurou em 2006. Além disso, desqualificou qualquer discussão sobre a legitimidade do governo. “Não acredito que uma coisa estapafúrdia dessa prosperará”, declarou Martins.
O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, referendou as palavras do presidente Lula. “O governo já foi julgado nas urnas democraticamente e recebeu a aprovação consagradora do povo brasileiro. Ainda que as opiniões sejam todas respeitadas, quem julga na democracia é o povo soberano”, afirmou Dulci. “Todos esses assuntos foram tratados na campanha de maneira intensa, sistemática, pelas oposições, que estavam exercendo seu direito. O que o governo vai fazer é cumprir o seu mandato popular, para tornar o país cada vez mais justo.
Conforme antecipado pelo Correio, há 10 dias, o governo já esperava a abertura de processo contra José Dirceu e ex-dirigentes do PT. Por isso, afinou o discurso de reação dos ministros, destinado a descolar a imagem do Palácio do Planalto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Daniel Pereira
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Lula diz que julgamento foi na eleição de 2006, quando foi reeleito
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir processo contra os 40 denunciados por suposta participação no esquema do mensalão não atinge o governo, apesar de o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino (SP) figurarem entre os réus. Além de repetir o mantra segundo o qual o caso demonstra que as instituições estão funcionando perfeitamente, Lula provocou a oposição, ao afirmar que seu governo foi julgado e aprovado em 2006, quando foi reeleito.
“Eles tentaram me atingir e 61% da população deu resposta na eleição do ano passado”, declarou o presidente, depois de participar de cerimônia no Palácio do Planalto. “O que aconteceu, na verdade, é a demonstração de que as instituições funcionam no Brasil. Agora, o processo começa. Quem tiver culpa pagará o preço, quem não tiver culpa será inocentado e quem ganhará com isso é a democracia brasileira.”
Ontem, ministros mais próximos ao palácio se mostraram dispostos a enfrentar a oposição. Partirão para o embate verbal caso DEM e PSDB contestem a legitimidade do atual mandato de Lula ou retomem a discussão sobre a apresentação de um pedido de impeachment do presidente, que foi realizada e abortada em 2005 nos primeiros momentos do escândalo do mensalão. “O julgamento não abre o debate sobre a legitimidade do mandato do presidente”, disse o ministro da Justiça, Tarso Genro. “A estrutura de comando da Presidência da República e as políticas do governo não foram julgadas. O julgamento foi sobre pessoas.”
Corrupção
O ministro de Comunicação Social, Franklin Martins, também ironizou a oposição. Disse que uma nova ofensiva sobre o governo pelo flanco da ética e da corrupção não assegurará necessariamente aos adversários do presidente maioria de votos nas próximas eleições, como não assegurou em 2006. Além disso, desqualificou qualquer discussão sobre a legitimidade do governo. “Não acredito que uma coisa estapafúrdia dessa prosperará”, declarou Martins.
O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, referendou as palavras do presidente Lula. “O governo já foi julgado nas urnas democraticamente e recebeu a aprovação consagradora do povo brasileiro. Ainda que as opiniões sejam todas respeitadas, quem julga na democracia é o povo soberano”, afirmou Dulci. “Todos esses assuntos foram tratados na campanha de maneira intensa, sistemática, pelas oposições, que estavam exercendo seu direito. O que o governo vai fazer é cumprir o seu mandato popular, para tornar o país cada vez mais justo.
Conforme antecipado pelo Correio, há 10 dias, o governo já esperava a abertura de processo contra José Dirceu e ex-dirigentes do PT. Por isso, afinou o discurso de reação dos ministros, destinado a descolar a imagem do Palácio do Planalto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).