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Publicado: 24/08/2007 | 10:54
Alagoas: após aumento, médicos encerram greve
Odilon Rios
O Globo
O Globo
Governador aceitou a proposta de reajuste salarial de 39%, a ser pago em cinco parcelas
Os médicos de Alagoas decidiram ontem à noite terminar, a partir de hoje, a greve nas unidades da rede pública estadual, que já durava 89 dias. A decisão deveu-se ao anúncio feito pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) de que aceitava a proposta de reajuste salarial de 39%, em cinco parcelas, pagas até abril do ano que vem, elaborada pelos próprios médicos. No entanto, a categoria informou que ficará em estado de greve até 2 de setembro, esperando a posição do governo sobre a retirada das ações judiciais que consideraram a paralisação ilegal e prevêem corte de ponto e pagamento de multa.
- O governo de Alagoas aceita a proposta dos médicos para acabar com a greve -, disse o governador ontem.
Até por volta das 21h, havia impasse nas negociações. Os médicos aceitavam a proposta salarial, mas diziam que a greve só acabaria quando o governo retirasse as ações judiciais e desistisse das multas.
- Temos que seguir a lei e obedecer à Justiça - respondeu Vilela.
O governo prometeu melhoria nas condições de trabalho, um plano de cargos e salários, além de ajuda do Ministério da Saúde de R$12 milhões - R$6 milhões para a recuperação das unidades de saúde e os outros R$6 milhões para os salários. O dinheiro foi prometido pelo ministro José Gomes Temporão.
Ontem, os hospitais públicos viveram novo dia de caos. Médicos militares designados para substituir neurocirurgiões e hematologistas, que pediram demissão, não apareceram para trabalhar. No maior hospital público de Alagoas, a Unidade de Emergência de Maceió, um neurocirurgião militar atendeu à população. Sete neurocirurgiões pediram demissão na unidade.
Ainda permanecem em greve técnicos da saúde, que iniciaram o movimento segunda-feira. Eles querem aumento de 80% nos salários. Governo e a categoria voltam a negociar hoje.
Odilon Rios
O Globo
O Globo
Governador aceitou a proposta de reajuste salarial de 39%, a ser pago em cinco parcelas
Os médicos de Alagoas decidiram ontem à noite terminar, a partir de hoje, a greve nas unidades da rede pública estadual, que já durava 89 dias. A decisão deveu-se ao anúncio feito pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) de que aceitava a proposta de reajuste salarial de 39%, em cinco parcelas, pagas até abril do ano que vem, elaborada pelos próprios médicos. No entanto, a categoria informou que ficará em estado de greve até 2 de setembro, esperando a posição do governo sobre a retirada das ações judiciais que consideraram a paralisação ilegal e prevêem corte de ponto e pagamento de multa.
- O governo de Alagoas aceita a proposta dos médicos para acabar com a greve -, disse o governador ontem.
Até por volta das 21h, havia impasse nas negociações. Os médicos aceitavam a proposta salarial, mas diziam que a greve só acabaria quando o governo retirasse as ações judiciais e desistisse das multas.
- Temos que seguir a lei e obedecer à Justiça - respondeu Vilela.
O governo prometeu melhoria nas condições de trabalho, um plano de cargos e salários, além de ajuda do Ministério da Saúde de R$12 milhões - R$6 milhões para a recuperação das unidades de saúde e os outros R$6 milhões para os salários. O dinheiro foi prometido pelo ministro José Gomes Temporão.
Ontem, os hospitais públicos viveram novo dia de caos. Médicos militares designados para substituir neurocirurgiões e hematologistas, que pediram demissão, não apareceram para trabalhar. No maior hospital público de Alagoas, a Unidade de Emergência de Maceió, um neurocirurgião militar atendeu à população. Sete neurocirurgiões pediram demissão na unidade.
Ainda permanecem em greve técnicos da saúde, que iniciaram o movimento segunda-feira. Eles querem aumento de 80% nos salários. Governo e a categoria voltam a negociar hoje.