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Publicado: 22/08/2007 | 10:42
Professor da UnB aprova greve
Mariana Flores
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Paralisação pode ocorrer na próxima semana, mas ainda depende de reuniões com o governo e docentes de outras universidades. Planejamento adia negociação de técnicos administrativos para amanhã
O início das aulas na Universidade de Brasília (UnB) ficou ainda mais comprometido. Não bastasse a paralisação dos técnicos administrativos da instituição, que já dura 86 dias, os docentes aprovaram ontem um indicativo de greve, que pode levar a categoria a cruzar os braços a partir da próxima semana. A decisão definitiva dos professores ainda dependerá de uma reunião com representantes do governo, marcada para amanhã, e de um encontro com outras instituições federais, previsto para o próximo fim de semana. Os professores brasilienses devem acompanhar a decisão nacional, segundo a vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (Adunb), Graciela Doz de Carvalho. A categoria reivindica reajustes que vão de 4% a 178%, dependendo do nível de escolaridade e da carga horária. O aumento prevê a incorporação das gratificações.
Uma paralisação dos docentes prejudicaria ainda mais os cerca de 20 mil alunos da UnB que estão sem aula devido à greve dos técnicos administrativos. As aulas na universidade deveriam ter tido início no último dia 6, mas, com a greve, os servidores não fizeram o encerramento do semestre letivo, não disponibilizando, assim, as notas para que os alunos pudessem efetuar a matrícula para o início deste semestre. Desde 28 de maio, os técnicos estão parados negociando com o governo.
Na semana passada o Ministério do Planejamento apresentou uma proposta, mas os trabalhadores a classificaram como insuficiente. Eles tentam agora pressionar o governo para aumentar os índices de reajuste principalmente para os funcionários de nível auxiliar, que ganham menos. Uma nova reunião estava prevista para ontem, mas a Secretaria de Recursos Humanos, do Planejamento, adiou para a noite de amanhã. Além da UnB, pelo menos duas outras instituições federais estão sem aula, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em outras 43 o semestre está prejudicado.
Enquanto governo federal e servidores negociam, a UnB já se prepara para o reinício das aulas. Segundo assessoria de comunicação da Universidade, após o fim da paralisação dos técnicos serão necessários dois dias para encerrar o primeiro semestre letivo de 2007, contabilizando as menções que ainda não foram entregues e disponibilizando a lista de oferta de disciplinas na internet. A partir daí os alunos teriam uma semana para se inscrever nas disciplinas.
Mariana Flores
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Paralisação pode ocorrer na próxima semana, mas ainda depende de reuniões com o governo e docentes de outras universidades. Planejamento adia negociação de técnicos administrativos para amanhã
O início das aulas na Universidade de Brasília (UnB) ficou ainda mais comprometido. Não bastasse a paralisação dos técnicos administrativos da instituição, que já dura 86 dias, os docentes aprovaram ontem um indicativo de greve, que pode levar a categoria a cruzar os braços a partir da próxima semana. A decisão definitiva dos professores ainda dependerá de uma reunião com representantes do governo, marcada para amanhã, e de um encontro com outras instituições federais, previsto para o próximo fim de semana. Os professores brasilienses devem acompanhar a decisão nacional, segundo a vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (Adunb), Graciela Doz de Carvalho. A categoria reivindica reajustes que vão de 4% a 178%, dependendo do nível de escolaridade e da carga horária. O aumento prevê a incorporação das gratificações.
Uma paralisação dos docentes prejudicaria ainda mais os cerca de 20 mil alunos da UnB que estão sem aula devido à greve dos técnicos administrativos. As aulas na universidade deveriam ter tido início no último dia 6, mas, com a greve, os servidores não fizeram o encerramento do semestre letivo, não disponibilizando, assim, as notas para que os alunos pudessem efetuar a matrícula para o início deste semestre. Desde 28 de maio, os técnicos estão parados negociando com o governo.
Na semana passada o Ministério do Planejamento apresentou uma proposta, mas os trabalhadores a classificaram como insuficiente. Eles tentam agora pressionar o governo para aumentar os índices de reajuste principalmente para os funcionários de nível auxiliar, que ganham menos. Uma nova reunião estava prevista para ontem, mas a Secretaria de Recursos Humanos, do Planejamento, adiou para a noite de amanhã. Além da UnB, pelo menos duas outras instituições federais estão sem aula, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em outras 43 o semestre está prejudicado.
Enquanto governo federal e servidores negociam, a UnB já se prepara para o reinício das aulas. Segundo assessoria de comunicação da Universidade, após o fim da paralisação dos técnicos serão necessários dois dias para encerrar o primeiro semestre letivo de 2007, contabilizando as menções que ainda não foram entregues e disponibilizando a lista de oferta de disciplinas na internet. A partir daí os alunos teriam uma semana para se inscrever nas disciplinas.