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Publicado: 21/08/2007 | 10:43
Folhas suplementares liberadas
Maria Eugênia
Jornal de Brasília
Jornal de Brasília
Boa notícia para os servidores públicos do Ministério da Cultura, órgãos vinculados (Iphan, Funarte e FBN) e do Ibama. Saiu a autorização para o processamento, ainda este mês, de folhas suplementares para atender ao acordo firmado pelo governo federal com as categorias. A liberação saiu no Diário Oficial da União, assinada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Os acordos colocaram um ponto final nas paralisações dos servidores. Um dos itens do acordo estabelece o pagamento dos dias parados. Só no Ibama, os funcionários cruzaram os braços no período entre 14 de maio e 17 de julho. Outro item do acordo impede que haja atitudes retaliatórias contra os servidores em função da participação no movimento grevista, motivado pela decisão do governo de dividir o Ibama e criar o Instituto Chico Mendes. Na área de cultura, os servidores ficaram sem trabalhar por 65 dias. Os servidores reivindicam a implementação de um plano nacional de cargos, aprovado em 2005, que trará melhorias salariais. A retomada das atividades foi uma das condições para que o governo não descontasse os dias de paralisação.
Reunião com técnicos será hoje
Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB), em greve desde o dia 28 de maio, e o governo federal continuam tentando encontrar um acordo sobre as reivindicações da categoria. Os grevistas recusaram a proposta apresentada pelos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento e, agora, esperam chegar a um novo entendimento hoje, em reunião marcada para as 19h. Segundo o coordenador do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da UnB (Sintfub), Cosmo Balbino, a proposta do governo não atende às reivindicações salariais da categoria. Uma das principais insatisfações é com o piso e o teto salariais, sem aumentos significativos para todas as classes. Enquanto isso, o segundo semestre letivo da UnB continua suspenso.
Anistia para grevistas da ECT
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 7.320/06, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que amplia a anistia aos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) punidos pela participação em greves. Pelo projeto, terão direito à anistia todos os funcionários da ECT punidos por este motivo desde 5 de outubro de 1988 (quando foi promulgada a Constituição vigente) até a data da publicação desta futura lei. Os empregados da ECT punidos pela participação em greves entre março de 1997 e março de 1998 foram anistiados pela Lei 11.282/06. Antes disso, a Lei 8.632/93 anistiou dirigentes e representantes sindicais da categoria punidos entre outubro de 1988 e março de 1993. E a Lei 8.878/94 anistiou o conjunto dos servidores públicos e empregados da administração pública, direta e indireta, punidos entre março de 1990 e setembro de 1992. A matéria segue para o Senado.
Convocação já
Em nome de 168 aprovados no concurso do Ibama para o cargo de analista ambiental, realizado em 2005, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) apelou aos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e do Meio Ambiente, Marina Silva, para que seja feita a nomeação imediata dos concursados. O senador explicou que os aprovados, que hoje integram um cadastro de reserva, poderão perder o direito à contratação, uma vez que a validade do concurso termina esta
semana, mais precisamente no sábado, dia 25, e não há mais possibilidade de prorrogação do prazo.
Plano de trabalho
A Comissão Especial dos Servidores de Rondônia (PEC 483/05), do Senado, terá reunião amanhã para definir o plano de trabalho e votar requerimentos. A proposta de emenda à Constituição equipara os servidores civis e policiais militares de Rondônia ao funcionalismo público federal. O benefício previsto na PEC só valerá para os que serviam na época em que Rondônia foi transformada em estado (1981). A Lei Complementar 41/81, que criou o estado, previu que a União seria responsável, durante dez anos (até 1991), pelas despesas com servidores civis e militares do ex-território. Essa regra, porém, não foi aplicada nos ex-territórios de Roraima e Amapá, transformados em estados em 1988. Neles, o funcionalismo foi incorporado de forma permanente aos quadros da União.
Recadastramento de consignatárias
Começa, no próximo dia 27, o recadastramento de todas as empresas e entidades que fazem transações com servidores do GDF com desconto em folha. As empresas terão até o dia 26 de setembro para renovarem o cadastro, sob pena de serem descredenciadas. Além disso, o governador José Roberto Arruda assinou decreto estabelecendo regras para o desconto em folha. O texto estabelece que a soma mensal das consignações facultativas não poderá exceder o valor equivalente a 30% da diferença entre a remuneração e as contribuições compulsórias (como Imposto de Renda, INSS e pensão alimentícia judicial). E por remuneração entende-se o vencimento com os adicionais de caráter individual e demais vantagens. O decreto prevê, ainda, punições para as empresas consignatárias que fizerem operações para as quais não têm autorização e para os servidores que concordarem com transações em desacordo com as regras. As medidas foram adotadas após a descoberta de fraudes nos empréstimos consignados a servidores do GDF. Cerca de 97 mil funcionários do GDF têm descontos no contracheque, que somam R$ 39,8 milhões.
Fiscais tributários sem acordo
Continuam sem acordo as negociações entre o GDF e o Sindicato dos Funcionários Integrantes da Carreira de Auditoria Fiscal do Tesouro do DF. A categoria reclama que o secretário de Fazenda, Luiz Tacca Júnior, desmarcou, semana passada, uma reunião com os servidores. "Fica, aqui, registrada nossa tentativa, inclusive com insistência, em primeiro negociar, e somente após esgotarem as possibilidades, protestar e parar", desabafou o presidente do Sinafite, Eraldo Rodrigues. A categoria faz operação padrão nos postos fiscais. Ainda nesta semana, os servidores fazem uma nova assembléia para decidir os próximos passos do movimento. Existe a possibilidade de operação padrão nos diversos postos, e até mesmo a paralisação total. "Buscamos de todas as formas evitar este tipo de protesto", garante Eraldo Rodrigues.
Efetivação não é novidade
O trem da alegria que os deputados querem colocar nos trilhos – com a efetivação de pelo menos 260 mil servidores não-concursados – fere cláusulas pétreas da Constituição e o direito de acesso isonômico aos cargos e empregos públicos mediante concurso, mas não é a primeira vez que isso ocorre na história recente do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu pareceres jurídicos de sua assessoria mostrando que as emendas constitucionais que beneficiam servidores celetistas, temporários e requisitados são inconstitucionais, mas a cúpula do governo prefere adotar uma estratégia de silêncio para não arrumar briga no Congresso. No ano passado mesmo, às vésperas das eleições, o Congresso aprovou uma emenda constitucional e o presidente Lula editou uma medida provisória para regularizar a reintegração de 5.365 agentes de combate à dengue, os chamados mata-mosquitos, que haviam sido demitidos ao final do governo FHC. Pegaram carona numa PEC que também possibilitou a efetivação de outros 200 mil agentes comunitários de saúde.
Maria Eugênia
Jornal de Brasília
Jornal de Brasília
Boa notícia para os servidores públicos do Ministério da Cultura, órgãos vinculados (Iphan, Funarte e FBN) e do Ibama. Saiu a autorização para o processamento, ainda este mês, de folhas suplementares para atender ao acordo firmado pelo governo federal com as categorias. A liberação saiu no Diário Oficial da União, assinada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Os acordos colocaram um ponto final nas paralisações dos servidores. Um dos itens do acordo estabelece o pagamento dos dias parados. Só no Ibama, os funcionários cruzaram os braços no período entre 14 de maio e 17 de julho. Outro item do acordo impede que haja atitudes retaliatórias contra os servidores em função da participação no movimento grevista, motivado pela decisão do governo de dividir o Ibama e criar o Instituto Chico Mendes. Na área de cultura, os servidores ficaram sem trabalhar por 65 dias. Os servidores reivindicam a implementação de um plano nacional de cargos, aprovado em 2005, que trará melhorias salariais. A retomada das atividades foi uma das condições para que o governo não descontasse os dias de paralisação.
Reunião com técnicos será hoje
Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB), em greve desde o dia 28 de maio, e o governo federal continuam tentando encontrar um acordo sobre as reivindicações da categoria. Os grevistas recusaram a proposta apresentada pelos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento e, agora, esperam chegar a um novo entendimento hoje, em reunião marcada para as 19h. Segundo o coordenador do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da UnB (Sintfub), Cosmo Balbino, a proposta do governo não atende às reivindicações salariais da categoria. Uma das principais insatisfações é com o piso e o teto salariais, sem aumentos significativos para todas as classes. Enquanto isso, o segundo semestre letivo da UnB continua suspenso.
Anistia para grevistas da ECT
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 7.320/06, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que amplia a anistia aos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) punidos pela participação em greves. Pelo projeto, terão direito à anistia todos os funcionários da ECT punidos por este motivo desde 5 de outubro de 1988 (quando foi promulgada a Constituição vigente) até a data da publicação desta futura lei. Os empregados da ECT punidos pela participação em greves entre março de 1997 e março de 1998 foram anistiados pela Lei 11.282/06. Antes disso, a Lei 8.632/93 anistiou dirigentes e representantes sindicais da categoria punidos entre outubro de 1988 e março de 1993. E a Lei 8.878/94 anistiou o conjunto dos servidores públicos e empregados da administração pública, direta e indireta, punidos entre março de 1990 e setembro de 1992. A matéria segue para o Senado.
Convocação já
Em nome de 168 aprovados no concurso do Ibama para o cargo de analista ambiental, realizado em 2005, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) apelou aos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e do Meio Ambiente, Marina Silva, para que seja feita a nomeação imediata dos concursados. O senador explicou que os aprovados, que hoje integram um cadastro de reserva, poderão perder o direito à contratação, uma vez que a validade do concurso termina esta
semana, mais precisamente no sábado, dia 25, e não há mais possibilidade de prorrogação do prazo.
Plano de trabalho
A Comissão Especial dos Servidores de Rondônia (PEC 483/05), do Senado, terá reunião amanhã para definir o plano de trabalho e votar requerimentos. A proposta de emenda à Constituição equipara os servidores civis e policiais militares de Rondônia ao funcionalismo público federal. O benefício previsto na PEC só valerá para os que serviam na época em que Rondônia foi transformada em estado (1981). A Lei Complementar 41/81, que criou o estado, previu que a União seria responsável, durante dez anos (até 1991), pelas despesas com servidores civis e militares do ex-território. Essa regra, porém, não foi aplicada nos ex-territórios de Roraima e Amapá, transformados em estados em 1988. Neles, o funcionalismo foi incorporado de forma permanente aos quadros da União.
Recadastramento de consignatárias
Começa, no próximo dia 27, o recadastramento de todas as empresas e entidades que fazem transações com servidores do GDF com desconto em folha. As empresas terão até o dia 26 de setembro para renovarem o cadastro, sob pena de serem descredenciadas. Além disso, o governador José Roberto Arruda assinou decreto estabelecendo regras para o desconto em folha. O texto estabelece que a soma mensal das consignações facultativas não poderá exceder o valor equivalente a 30% da diferença entre a remuneração e as contribuições compulsórias (como Imposto de Renda, INSS e pensão alimentícia judicial). E por remuneração entende-se o vencimento com os adicionais de caráter individual e demais vantagens. O decreto prevê, ainda, punições para as empresas consignatárias que fizerem operações para as quais não têm autorização e para os servidores que concordarem com transações em desacordo com as regras. As medidas foram adotadas após a descoberta de fraudes nos empréstimos consignados a servidores do GDF. Cerca de 97 mil funcionários do GDF têm descontos no contracheque, que somam R$ 39,8 milhões.
Fiscais tributários sem acordo
Continuam sem acordo as negociações entre o GDF e o Sindicato dos Funcionários Integrantes da Carreira de Auditoria Fiscal do Tesouro do DF. A categoria reclama que o secretário de Fazenda, Luiz Tacca Júnior, desmarcou, semana passada, uma reunião com os servidores. "Fica, aqui, registrada nossa tentativa, inclusive com insistência, em primeiro negociar, e somente após esgotarem as possibilidades, protestar e parar", desabafou o presidente do Sinafite, Eraldo Rodrigues. A categoria faz operação padrão nos postos fiscais. Ainda nesta semana, os servidores fazem uma nova assembléia para decidir os próximos passos do movimento. Existe a possibilidade de operação padrão nos diversos postos, e até mesmo a paralisação total. "Buscamos de todas as formas evitar este tipo de protesto", garante Eraldo Rodrigues.
Efetivação não é novidade
O trem da alegria que os deputados querem colocar nos trilhos – com a efetivação de pelo menos 260 mil servidores não-concursados – fere cláusulas pétreas da Constituição e o direito de acesso isonômico aos cargos e empregos públicos mediante concurso, mas não é a primeira vez que isso ocorre na história recente do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu pareceres jurídicos de sua assessoria mostrando que as emendas constitucionais que beneficiam servidores celetistas, temporários e requisitados são inconstitucionais, mas a cúpula do governo prefere adotar uma estratégia de silêncio para não arrumar briga no Congresso. No ano passado mesmo, às vésperas das eleições, o Congresso aprovou uma emenda constitucional e o presidente Lula editou uma medida provisória para regularizar a reintegração de 5.365 agentes de combate à dengue, os chamados mata-mosquitos, que haviam sido demitidos ao final do governo FHC. Pegaram carona numa PEC que também possibilitou a efetivação de outros 200 mil agentes comunitários de saúde.