antigas Publicado: 13/08/2007 | 10:56

PCDF quer cota para passivos

Maria Eugênia
Jornal de Brasília

Além do reajuste salarial, que depende de autorização do Palácio do Planalto para sair do papel, os policiais civis do DF estão negociando com o GDF o pagamento de diversos passivos que se acumularam ao longo dos anos. Entre eles estão a correção do ATS, o pagamento dos décimos incorporados, as revisões de aposentadorias e os cancelamentos de punições. O governo local fechou um acordo com a categoria para fazer o pagamento das dívidas, mas até agora nenhum centavo foi depositado na conta dos policiais. Há duas semanas, o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) encaminhou ofício à direção da corporação cobrando um cronograma de pagamento. De acordo com o presidente do sindicato, Wellington Luiz, em resposta ao ofício, o comando da Polícia Civil mostrou interesse em iniciar a quitação de alguns passivos. O comando da corporação informou à categoria que negocia com o GDF uma cota de R$ 5 milhões mensais para o pagamento das dívidas com os policiais, que também aguardam uma definição do governo quanto ao pagamento do benefício do auxílio-alimentação.

Diferença da Gdata na Justiça
Desde abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que ativos, inativos e pensionistas do antigo Plano de Cargos e Carreiras (PCC), atual Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), devem ganhar o mesmo valor da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa (Gdata), a Justiça Federal recebeu milhares de ações pedindo a paridade. Só no Rio de Janeiro, 25 mil ações foram impetradas. Em todo o Pais, cerca de 240 mil servidores têm direito à diferença. Não há prazo final para os servidores entrarem na Justiça. Os interessados devem ir a uma das varas federais levando cópias da Carteira de Identidade, CPF, comprovantes de residência e de rendimento desde 2002 (ano em que a gratificação foi criada), além do último contracheque.

Em compasso de espera
Quatro meses se passaram desde a publicação do Decreto 6.077/07, assinado pelo presidente Lula para agilizar o retorno ao trabalho dos servidores demitidos pelo governo Collor e anistiados. Porém, os servidores que aguardam serem reintegrados reclamam de que nada foi feito desde então. Os anistiados da Abin, Conab, Eletronorte e Caeb, por exemplo, criaram uma comissão para estudar ações que resultem no retorno imediato de todos os anistiados ao serviço público. O Ministério do Planejamento devolveu à Comissão Especial Interministerial (CEI) os 160 processos que reintegravam anistiados da Conab. A questão é que esses processos foram analisados e aprovados pela comissão e até as minutas de portaria estavam prontas aguardando somente a aprovação do Planejamento. Segundo os anistiados, a decisão descumpre o Decreto 6.077/2007, que autoriza o retorno imediato ao trabalho de todos os anistiados. O mesmo tem ocorrido em outros órgãos, denunciam.

Reivindicação no MJ
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) aproveitou audiência com o chefe de gabinete do Ministério da Justiça, Ronaldo Teixeira, para solicitar o apoio às demandas dos servidores da Casa. A entidade quer a aprovação de verba no orçamento de 2008, capaz de atender as demandas do setor. A Condsef volta a se reunir com representantes do Ministério da Justiça no dia 27. A entidade lembra que o debate sobre a criação de carreiras para os servidores administrativos, inclusive da Funai e da PRF é antigo, mas as negociações esfriaram, voltando quase à estaca zero.

Servidor punido
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região condenou servidor do extinto órgão ambiental do DF, Iema, por crime contra a administração ambiental. O ex-servidor foi acusado de conceder, em 2002, licença irregular para instalação de obra na rodovia DF-003, para a construção do viaduto do Colorado. Segundo o Ministério Público Federal, antes da instalação da obra deveria ter sido consultada a administração da Unidade de Conservação impactada – o Parque Nacional de Brasília – sob a responsabilidade do Ibama. Em primeira instância, o acusado havia sido absolvido, porque o entendimento do juízo foi de que a resolução do Conama, que regulamenta a concessão de licenças ambientais, não englobava a construção de viadutos e elevados.

Auxílio-transporte para todos
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 314/07, do deputado Flávio Bezerra (PMDB-CE), que permite a concessão de auxílio-transporte para militares e servidores federais que usam o veículo particular no trajeto da residência para o trabalho. Atualmente, a legislação prevê benefício em vale-transporte ou em dinheiro apenas para quem utiliza o transporte coletivo. "A exclusão do pagamento desse benefício àqueles que usam meios próprios de transporte é uma restrição injusta. Para o Erário, não faz diferença o meio de transporte utilizado, pois o objetivo é a concessão do auxílio ao funcionário e não às empresas de transporte coletivo", justifica. Atualmente, o auxílio é calculado a partir da diferença entre as despesas realizadas com transporte e o desconto de 6% do salário do servidor. A proposta acrescenta a especificação de que o custo das despesas terá como referência as passagens do transporte coletivo. Para adquirir o benefício hoje, é necessária uma declaração do servidor que demonstre as despesas com o transporte. Pelo projeto, o auxílio deverá ser concedido depois de o funcionário informar por escrito o percurso que faz. O projeto tramita em caráter conclusivo.

União contesta decisão no STF
Uma liminar da 1ª Vara de Guaratinguetá (SP), que assegurou a um candidato militar não aprovado no exame psicotécnico a inscrição em concurso para um Curso de Controlador de Tráfego Aéreo da Aeronáutica, é o motivo de uma reclamação ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela União. É que nesta decisão, o juiz assegurou também o aumento de remuneração para o servidor público, caso seja aprovado no curso. Como não foi aprovado no exame psicotécnico, o candidato precisou recorrer à Justiça para garantir sua inscrição no concurso para o Curso de Formação de Sargento da Aeronáutica, modalidade especial de tráfego aéreo. A liminar concedida pela 1ª Vara da Subseção Judiciária de Guaratinguetá garantiu ainda a participação na formatura e o conseqüente pagamento das verbas a que teria direito.

Projeto regulamenta dupla jornada
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5492/01, do Poder Executivo, que regula a jornada de trabalho do médico, médico de saúde pública, médico do trabalho e médico veterinário da administração pública federal direta, das autarquias e das fundações públicas federais. O projeto condiciona a duplicação da jornada desses profissionais "ao atendimento das conveniências do serviço e avaliação de desempenho, segundo critérios objetivos estabelecidos pelos órgãos nos quais os servidores estiverem lotados". A jornada de trabalho é mantida em oito horas diárias. O relator, deputado Pedro Henry (PP-MT), afirmou, em seu parecer pela aprovação, que o mérito do projeto "não reside na restrição imposta à duplicação da jornada, mas na submissão da opção à necessidade da administração pública, que deve se sobrepor, segundo os princípios de direito administrativo, à vontade do indivíduo, sempre em benefício da coletividade". O projeto tramita em regime de prioridade.

Maria Eugênia
Jornal de Brasília

Além do reajuste salarial, que depende de autorização do Palácio do Planalto para sair do papel, os policiais civis do DF estão negociando com o GDF o pagamento de diversos passivos que se acumularam ao longo dos anos. Entre eles estão a correção do ATS, o pagamento dos décimos incorporados, as revisões de aposentadorias e os cancelamentos de punições. O governo local fechou um acordo com a categoria para fazer o pagamento das dívidas, mas até agora nenhum centavo foi depositado na conta dos policiais. Há duas semanas, o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) encaminhou ofício à direção da corporação cobrando um cronograma de pagamento. De acordo com o presidente do sindicato, Wellington Luiz, em resposta ao ofício, o comando da Polícia Civil mostrou interesse em iniciar a quitação de alguns passivos. O comando da corporação informou à categoria que negocia com o GDF uma cota de R$ 5 milhões mensais para o pagamento das dívidas com os policiais, que também aguardam uma definição do governo quanto ao pagamento do benefício do auxílio-alimentação.

Diferença da Gdata na Justiça
Desde abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que ativos, inativos e pensionistas do antigo Plano de Cargos e Carreiras (PCC), atual Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), devem ganhar o mesmo valor da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa (Gdata), a Justiça Federal recebeu milhares de ações pedindo a paridade. Só no Rio de Janeiro, 25 mil ações foram impetradas. Em todo o Pais, cerca de 240 mil servidores têm direito à diferença. Não há prazo final para os servidores entrarem na Justiça. Os interessados devem ir a uma das varas federais levando cópias da Carteira de Identidade, CPF, comprovantes de residência e de rendimento desde 2002 (ano em que a gratificação foi criada), além do último contracheque.

Em compasso de espera
Quatro meses se passaram desde a publicação do Decreto 6.077/07, assinado pelo presidente Lula para agilizar o retorno ao trabalho dos servidores demitidos pelo governo Collor e anistiados. Porém, os servidores que aguardam serem reintegrados reclamam de que nada foi feito desde então. Os anistiados da Abin, Conab, Eletronorte e Caeb, por exemplo, criaram uma comissão para estudar ações que resultem no retorno imediato de todos os anistiados ao serviço público. O Ministério do Planejamento devolveu à Comissão Especial Interministerial (CEI) os 160 processos que reintegravam anistiados da Conab. A questão é que esses processos foram analisados e aprovados pela comissão e até as minutas de portaria estavam prontas aguardando somente a aprovação do Planejamento. Segundo os anistiados, a decisão descumpre o Decreto 6.077/2007, que autoriza o retorno imediato ao trabalho de todos os anistiados. O mesmo tem ocorrido em outros órgãos, denunciam.

Reivindicação no MJ
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) aproveitou audiência com o chefe de gabinete do Ministério da Justiça, Ronaldo Teixeira, para solicitar o apoio às demandas dos servidores da Casa. A entidade quer a aprovação de verba no orçamento de 2008, capaz de atender as demandas do setor. A Condsef volta a se reunir com representantes do Ministério da Justiça no dia 27. A entidade lembra que o debate sobre a criação de carreiras para os servidores administrativos, inclusive da Funai e da PRF é antigo, mas as negociações esfriaram, voltando quase à estaca zero.

Servidor punido
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região condenou servidor do extinto órgão ambiental do DF, Iema, por crime contra a administração ambiental. O ex-servidor foi acusado de conceder, em 2002, licença irregular para instalação de obra na rodovia DF-003, para a construção do viaduto do Colorado. Segundo o Ministério Público Federal, antes da instalação da obra deveria ter sido consultada a administração da Unidade de Conservação impactada – o Parque Nacional de Brasília – sob a responsabilidade do Ibama. Em primeira instância, o acusado havia sido absolvido, porque o entendimento do juízo foi de que a resolução do Conama, que regulamenta a concessão de licenças ambientais, não englobava a construção de viadutos e elevados.

Auxílio-transporte para todos
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 314/07, do deputado Flávio Bezerra (PMDB-CE), que permite a concessão de auxílio-transporte para militares e servidores federais que usam o veículo particular no trajeto da residência para o trabalho. Atualmente, a legislação prevê benefício em vale-transporte ou em dinheiro apenas para quem utiliza o transporte coletivo. "A exclusão do pagamento desse benefício àqueles que usam meios próprios de transporte é uma restrição injusta. Para o Erário, não faz diferença o meio de transporte utilizado, pois o objetivo é a concessão do auxílio ao funcionário e não às empresas de transporte coletivo", justifica. Atualmente, o auxílio é calculado a partir da diferença entre as despesas realizadas com transporte e o desconto de 6% do salário do servidor. A proposta acrescenta a especificação de que o custo das despesas terá como referência as passagens do transporte coletivo. Para adquirir o benefício hoje, é necessária uma declaração do servidor que demonstre as despesas com o transporte. Pelo projeto, o auxílio deverá ser concedido depois de o funcionário informar por escrito o percurso que faz. O projeto tramita em caráter conclusivo.

União contesta decisão no STF
Uma liminar da 1ª Vara de Guaratinguetá (SP), que assegurou a um candidato militar não aprovado no exame psicotécnico a inscrição em concurso para um Curso de Controlador de Tráfego Aéreo da Aeronáutica, é o motivo de uma reclamação ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela União. É que nesta decisão, o juiz assegurou também o aumento de remuneração para o servidor público, caso seja aprovado no curso. Como não foi aprovado no exame psicotécnico, o candidato precisou recorrer à Justiça para garantir sua inscrição no concurso para o Curso de Formação de Sargento da Aeronáutica, modalidade especial de tráfego aéreo. A liminar concedida pela 1ª Vara da Subseção Judiciária de Guaratinguetá garantiu ainda a participação na formatura e o conseqüente pagamento das verbas a que teria direito.

Projeto regulamenta dupla jornada
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5492/01, do Poder Executivo, que regula a jornada de trabalho do médico, médico de saúde pública, médico do trabalho e médico veterinário da administração pública federal direta, das autarquias e das fundações públicas federais. O projeto condiciona a duplicação da jornada desses profissionais "ao atendimento das conveniências do serviço e avaliação de desempenho, segundo critérios objetivos estabelecidos pelos órgãos nos quais os servidores estiverem lotados". A jornada de trabalho é mantida em oito horas diárias. O relator, deputado Pedro Henry (PP-MT), afirmou, em seu parecer pela aprovação, que o mérito do projeto "não reside na restrição imposta à duplicação da jornada, mas na submissão da opção à necessidade da administração pública, que deve se sobrepor, segundo os princípios de direito administrativo, à vontade do indivíduo, sempre em benefício da coletividade". O projeto tramita em regime de prioridade.