antigas Publicado: 7/08/2007 | 10:30

Movimento recolhe 453 mil assinaturas contra a CPMF

PAULA PULITI
A TARDE

O movimento Ser contra a CPMF instalou ontem quatro computadores em frente à Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), na Avenida Paulista, região central de São Paulo, ligados ao site www.contracpmf.com.br, para recolher assinaturas para serem levadas ao Congresso Nacional na tentativa de impedir a criação de uma nova lei para a prorrogação do tributo.

O movimento foi lançado em junho e conta com a participação de 24 entidades, incluindo sindicatos.
Desde que foi lançado, no final de junho, até o início da tarde de ontem, o movimento já tinha cerca de 453 mil assinaturas.
previsão é que esse número chegue a um milhão nos próximos dias. O site ficará no ar até a véspera do dia em que o abaixo-assinado for levado ao Congresso, em data ainda não definida.

Na manhã de ontem, a Fiesp sediou uma reunião entre empresas e entidades que apóiam o fim do tributo para o lançamento da Frente Estadual dos Vereadores Contra a CPMF. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, uma das principais lideranças do movimento contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, nome da CPMF, disse que a oposição do setor privado contra o tributo não significa contrariedade sobre projetos sociais ou de saúde.

Na verdade, afirmou o empresário, esses programas podem continuar porque a arrecadação do Tesouro deve ter um aumento de R$ 50 bilhões no ano que vem.

“Por que, então, não se elimina a CPMF?”, questionou ele durante seu pronunciamento na cerimônia que lançou a Frente Estadual de Vereadores contra a CPMF.

Skaf destacou que essa não é uma discussão de empresários e de oposição contra o governo, mas uma luta de toda a sociedade e apartidária. “A sociedade não pode continuar aceitando tudo”, afirmou, ressaltando ser possível desonerar a sociedade com gastos mínimos e resultados máximos por parte do governo.

O presidente da Fiesp também ressaltou que entre as pessoas que sabem o que é a CPMF, 100% querem o fim do tributo. “Precisamos agir rápido, porque o projeto do governo deve ir à pauta ainda neste mês”, finalizou.

DISSONÂNCIA– O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, foi a voz dissonante na cerimônia de lançamento da Frente Estadual de Vereadores Contra a CPMF.

Enquanto todos os oradores defenderam a não-prorrogação do tributo, Paulinho afirmou que a frente de esquerda na Câmara dos Deputados, que ele passa a liderar a partir de hoje, defende uma redução gradativa do imposto em três anos, até atingir 0,08%, nível considerado de controle das operações bancárias.

Há pouco mais de um ano, o ministro do planejamento, Paulo Bernardo, defendeu a prorrogação da CPMF nas mesmas bases utilizadas por Paulinho. O presidente da Força deixou o local antes do fim da cerimônia.

A legislação define que a CPMF vigore até 31 de dezembro deste ano, mas o projeto para prorrogar o imposto já foi encaminhado ao Congresso e deve entrar na pauta neste mês.

O tributo foi criado há onze anos e prorrogado por três vezes.

Neste período, a alíquota praticamente dobrou, passando de 0,20% para 0,38%. No primeiro ano, a CPMF arrecadou R$ 6 bilhões.

A estimativa oficial para este ano é de R$ 32 bilhões, e para 2008 é de R$ 39 bilhões.

PAULA PULITI
A TARDE

O movimento Ser contra a CPMF instalou ontem quatro computadores em frente à Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), na Avenida Paulista, região central de São Paulo, ligados ao site www.contracpmf.com.br, para recolher assinaturas para serem levadas ao Congresso Nacional na tentativa de impedir a criação de uma nova lei para a prorrogação do tributo.

O movimento foi lançado em junho e conta com a participação de 24 entidades, incluindo sindicatos.
Desde que foi lançado, no final de junho, até o início da tarde de ontem, o movimento já tinha cerca de 453 mil assinaturas.
previsão é que esse número chegue a um milhão nos próximos dias. O site ficará no ar até a véspera do dia em que o abaixo-assinado for levado ao Congresso, em data ainda não definida.

Na manhã de ontem, a Fiesp sediou uma reunião entre empresas e entidades que apóiam o fim do tributo para o lançamento da Frente Estadual dos Vereadores Contra a CPMF. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, uma das principais lideranças do movimento contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, nome da CPMF, disse que a oposição do setor privado contra o tributo não significa contrariedade sobre projetos sociais ou de saúde.

Na verdade, afirmou o empresário, esses programas podem continuar porque a arrecadação do Tesouro deve ter um aumento de R$ 50 bilhões no ano que vem.

“Por que, então, não se elimina a CPMF?”, questionou ele durante seu pronunciamento na cerimônia que lançou a Frente Estadual de Vereadores contra a CPMF.

Skaf destacou que essa não é uma discussão de empresários e de oposição contra o governo, mas uma luta de toda a sociedade e apartidária. “A sociedade não pode continuar aceitando tudo”, afirmou, ressaltando ser possível desonerar a sociedade com gastos mínimos e resultados máximos por parte do governo.

O presidente da Fiesp também ressaltou que entre as pessoas que sabem o que é a CPMF, 100% querem o fim do tributo. “Precisamos agir rápido, porque o projeto do governo deve ir à pauta ainda neste mês”, finalizou.

DISSONÂNCIA– O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, foi a voz dissonante na cerimônia de lançamento da Frente Estadual de Vereadores Contra a CPMF.

Enquanto todos os oradores defenderam a não-prorrogação do tributo, Paulinho afirmou que a frente de esquerda na Câmara dos Deputados, que ele passa a liderar a partir de hoje, defende uma redução gradativa do imposto em três anos, até atingir 0,08%, nível considerado de controle das operações bancárias.

Há pouco mais de um ano, o ministro do planejamento, Paulo Bernardo, defendeu a prorrogação da CPMF nas mesmas bases utilizadas por Paulinho. O presidente da Força deixou o local antes do fim da cerimônia.

A legislação define que a CPMF vigore até 31 de dezembro deste ano, mas o projeto para prorrogar o imposto já foi encaminhado ao Congresso e deve entrar na pauta neste mês.

O tributo foi criado há onze anos e prorrogado por três vezes.

Neste período, a alíquota praticamente dobrou, passando de 0,20% para 0,38%. No primeiro ano, a CPMF arrecadou R$ 6 bilhões.

A estimativa oficial para este ano é de R$ 32 bilhões, e para 2008 é de R$ 39 bilhões.