antigas Publicado: 26/07/2007 | 11:04

Após acordo, Congonhas irá operar com apenas 6 rotas

SHEILA D"AMORIM e IURI DANTAS
Folha de S. Paulo

Decisão foi tomada em reunião entre governo federal e as empresas TAM e Gol



Aeroporto será usado em viagens que tiverem como destino ou origem Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Rio, Belo Horizonte e interior de SP

O governo federal e as duas principais companhias de aviação regular do país -TAM e Gol, que juntas têm mais de 86% do mercado- definiram que o aeroporto de Congonhas operará com só seis rotas -seja destino ou origem: Rio, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e interior de SP.


Com isso, de acordo com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), deverá haver uma redução de 38% no tráfego de Congonhas. Segundo o ministro, isso representa de 5 milhões a 6 milhões de pessoas a menos, cerca de 30% do movimento atual de passageiros. Os vôos retirados serão transferidos para os aeroportos de Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e Jundiaí.


As transferências, porém, devem gerar problemas. Cumbica, por exemplo, já opera próximo do limite. Em 2006, o movimento de passageiros no local foi de 15,8 milhões de passageiros/ano, quando o limite da capacidade é de 17 milhões/ano.


O próprio presidente da Anac, Milton Zuanazzi, reconheceu o problema. "No Rio de Janeiro, foi fácil tirar do Santos Dumont para o Galeão; em Minas, o aeroporto de Confins estava absolutamente ocioso. Em São Paulo não há ociosidade."


A meta de redução deve ser atingida dentro de 60 dias -prazo dado às empresas para pôr em prática as determinações de eliminar as escalas e conexões de Congonhas, assim como os vôos com mais de duas horas de duração.


Segundo os números apresentados na reunião com os presidentes da Gol, Constantino de Oliveira Jr., e da TAM, Marco Antonio Bologna, 24% dos aviões que chegam e partem de Congonhas têm como destino ou origem o Rio de Janeiro. As rotas de Brasília, Belo Horizonte e Curitiba representam outros 24% do movimento do aeroporto, Porto Alegre, 6%, e o interior de São Paulo, 8%.


Ontem, o site da TAM indicava que estavam programadas para hoje viagens com 43 destinos. Desses, 34 deixarão de existir com a nova malha aérea.

SHEILA D"AMORIM e IURI DANTAS
Folha de S. Paulo

Decisão foi tomada em reunião entre governo federal e as empresas TAM e Gol



Aeroporto será usado em viagens que tiverem como destino ou origem Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Rio, Belo Horizonte e interior de SP

O governo federal e as duas principais companhias de aviação regular do país -TAM e Gol, que juntas têm mais de 86% do mercado- definiram que o aeroporto de Congonhas operará com só seis rotas -seja destino ou origem: Rio, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e interior de SP.


Com isso, de acordo com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), deverá haver uma redução de 38% no tráfego de Congonhas. Segundo o ministro, isso representa de 5 milhões a 6 milhões de pessoas a menos, cerca de 30% do movimento atual de passageiros. Os vôos retirados serão transferidos para os aeroportos de Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e Jundiaí.


As transferências, porém, devem gerar problemas. Cumbica, por exemplo, já opera próximo do limite. Em 2006, o movimento de passageiros no local foi de 15,8 milhões de passageiros/ano, quando o limite da capacidade é de 17 milhões/ano.


O próprio presidente da Anac, Milton Zuanazzi, reconheceu o problema. "No Rio de Janeiro, foi fácil tirar do Santos Dumont para o Galeão; em Minas, o aeroporto de Confins estava absolutamente ocioso. Em São Paulo não há ociosidade."


A meta de redução deve ser atingida dentro de 60 dias -prazo dado às empresas para pôr em prática as determinações de eliminar as escalas e conexões de Congonhas, assim como os vôos com mais de duas horas de duração.


Segundo os números apresentados na reunião com os presidentes da Gol, Constantino de Oliveira Jr., e da TAM, Marco Antonio Bologna, 24% dos aviões que chegam e partem de Congonhas têm como destino ou origem o Rio de Janeiro. As rotas de Brasília, Belo Horizonte e Curitiba representam outros 24% do movimento do aeroporto, Porto Alegre, 6%, e o interior de São Paulo, 8%.


Ontem, o site da TAM indicava que estavam programadas para hoje viagens com 43 destinos. Desses, 34 deixarão de existir com a nova malha aérea.