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Publicado: 25/07/2007 | 09:59
Brasília-DF - No aquecimento
Denise Rothenburg
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O PMDB aproveita o fim do recesso para afiar as cobranças pelos cargos, disposto a atropelar o governo. A crise agora é no baixo clero partidário, irritado com a demora das nomeações de segundo escalão na Saúde e na Agricultura. As nomeações dos novos delegados da Agricultura nos estados estavam praticamente certas há uma semana, mas foram suspensas. Os peemedebistas atribuem a culpa ao ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, pois, do gabinete do ministro, eles foram avisados de que é preciso consenso entre os partidos da base para efetuar qualquer troca de cargos do governo. Resultado: como o acordo não vem (quem está no cargo não quer sair), parou tudo e o clima esquentou entre o ministro Walfrido e o presidente do PMDB, Michel Temer.
Da França, onde passa o fim do recesso parlamentar, Temer tenta acalmar os deputados do seu partido. Por enquanto, sem sucesso. Os peemedebistas alertam que, ou o governo consegue parar essa rebelião, atendendo a pelo menos o que for razoável e que estava acertado com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ou o PMDB promete descontar os transtornos da crise no painel de votação.
Desconfiança
Tem gente no PMDB com a pulga atrás da orelha: acha que o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, evita desagradar ao PT de olho na vaga de vice na chapa à Presidência da República. Nos bastidores, há quem diga que ele quer mesmo é ser candidato a vice numa eventual candidatura da ministra Dilma Rouseff.
Dúvida tucana
Com a morte do senador Antonio Carlos Magalhães, patriarca do Democratas na Bahia, o PSDB lança a bóia para os carlistas. Só ainda não escolheu qual lado vai buscar, se o do governador Paulo Souto ou o do senador César Borges (DEM-BA).
Perguntas & respostas
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, foi enfático ao negar pressões das companhias aéreas para um grande acúmulo de vôos em Congonhas. E quanto à saturação do aeroporto, Zuanazzi atribuiu à falta de outros aeroportos. É… Enquanto isso, há capacidade ociosa no Tom Jobim (Rio de Janeiro) e em Confins (Belo Horizonte). E no Aeroporto JK (Brasília),
a recém-construída segunda pista serve de “cemitério” para aviões da Vasp e da Transbrasil.
Jeitinho aéreo
Em São Paulo, um empresário acostumado a viajar de jatinho comentou dia desses com um amigo que a manha para pousar em Congonhas era a seguinte: ele saía de Brasília, por exemplo, com plano de vôo para pouso em Jundiaí, distante uns 100km. Aí, sabe como é, no meio
do caminho o piloto entrava em contato com a torre de Congonhas e conseguia autorização para mudar de rota. É… Jeitinho na aviação… Esse nem Freud explica.
No cafezinho
Point/ Se brincar, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu é bem capaz de ter uma conversinha com o presidente Lula no Piauí, sexta-feira. Dirceu passa por Teresina (PI) no mesmo dia, a caminho do Delta do Parnaíba, onde vai descansar até a semana que vem. Depois das férias, vai à luta na tentativa de reconquistar seus direitos políticos, cassados pela Câmara no período do mensalão.
Relax no saguão I/ A crise em Congonhas ontem bagunçou a agenda do presidente Lula. O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, tinha hora marcada no final da tarde, passou o dia no saguão do aeroporto de São Paulo e não conseguiu viajar para Brasília. Uma turma da Central Única dos Trabalhadores (CUT) teve os mesmos problemas. O jeito agora é embarcar na véspera.
Relax no saguão II/ O único restaurante do aeroporto de Brasília credenciado para servir refeições aos passageiros da TAM e da Gol ilhados há mais de quatro horas devido aos atrasos está faturando alto. Na última sexta-feira, mesmo antes da pane no Cindacta-4, mais de 700 refeições foram servidas. No sábado, até o meio da tarde, mais de 300. “As companhias já mandaram a gente se preparar para não faltar comida”, disse o maître, Antônio Ponte.
Relax no saguão III/ O senador Sérgio Guerra (foto), do PSDB de Pernambuco, teve que cancelar todos os compromissos nos estados por conta da falta de vôos. O filho dele, Francisco Brennand Guerra, que passou oito horas num aeroporto tentando voltar para casa, foi direto com o pai: “Ou vocês tomam uma providência ou vou votar no PSol!”, reclamou. “Pelo visto, o segundo semestre vai começar bem quente aí em Brasília”, diz o pai de Francisco, pronto para descascar em cima do governo quando voltar do recesso.
Denise Rothenburg
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O PMDB aproveita o fim do recesso para afiar as cobranças pelos cargos, disposto a atropelar o governo. A crise agora é no baixo clero partidário, irritado com a demora das nomeações de segundo escalão na Saúde e na Agricultura. As nomeações dos novos delegados da Agricultura nos estados estavam praticamente certas há uma semana, mas foram suspensas. Os peemedebistas atribuem a culpa ao ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, pois, do gabinete do ministro, eles foram avisados de que é preciso consenso entre os partidos da base para efetuar qualquer troca de cargos do governo. Resultado: como o acordo não vem (quem está no cargo não quer sair), parou tudo e o clima esquentou entre o ministro Walfrido e o presidente do PMDB, Michel Temer.
Da França, onde passa o fim do recesso parlamentar, Temer tenta acalmar os deputados do seu partido. Por enquanto, sem sucesso. Os peemedebistas alertam que, ou o governo consegue parar essa rebelião, atendendo a pelo menos o que for razoável e que estava acertado com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ou o PMDB promete descontar os transtornos da crise no painel de votação.
Desconfiança
Tem gente no PMDB com a pulga atrás da orelha: acha que o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, evita desagradar ao PT de olho na vaga de vice na chapa à Presidência da República. Nos bastidores, há quem diga que ele quer mesmo é ser candidato a vice numa eventual candidatura da ministra Dilma Rouseff.
Dúvida tucana
Com a morte do senador Antonio Carlos Magalhães, patriarca do Democratas na Bahia, o PSDB lança a bóia para os carlistas. Só ainda não escolheu qual lado vai buscar, se o do governador Paulo Souto ou o do senador César Borges (DEM-BA).
Perguntas & respostas
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, foi enfático ao negar pressões das companhias aéreas para um grande acúmulo de vôos em Congonhas. E quanto à saturação do aeroporto, Zuanazzi atribuiu à falta de outros aeroportos. É… Enquanto isso, há capacidade ociosa no Tom Jobim (Rio de Janeiro) e em Confins (Belo Horizonte). E no Aeroporto JK (Brasília),
a recém-construída segunda pista serve de “cemitério” para aviões da Vasp e da Transbrasil.
Jeitinho aéreo
Em São Paulo, um empresário acostumado a viajar de jatinho comentou dia desses com um amigo que a manha para pousar em Congonhas era a seguinte: ele saía de Brasília, por exemplo, com plano de vôo para pouso em Jundiaí, distante uns 100km. Aí, sabe como é, no meio
do caminho o piloto entrava em contato com a torre de Congonhas e conseguia autorização para mudar de rota. É… Jeitinho na aviação… Esse nem Freud explica.
No cafezinho
Point/ Se brincar, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu é bem capaz de ter uma conversinha com o presidente Lula no Piauí, sexta-feira. Dirceu passa por Teresina (PI) no mesmo dia, a caminho do Delta do Parnaíba, onde vai descansar até a semana que vem. Depois das férias, vai à luta na tentativa de reconquistar seus direitos políticos, cassados pela Câmara no período do mensalão.
Relax no saguão I/ A crise em Congonhas ontem bagunçou a agenda do presidente Lula. O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, tinha hora marcada no final da tarde, passou o dia no saguão do aeroporto de São Paulo e não conseguiu viajar para Brasília. Uma turma da Central Única dos Trabalhadores (CUT) teve os mesmos problemas. O jeito agora é embarcar na véspera.
Relax no saguão II/ O único restaurante do aeroporto de Brasília credenciado para servir refeições aos passageiros da TAM e da Gol ilhados há mais de quatro horas devido aos atrasos está faturando alto. Na última sexta-feira, mesmo antes da pane no Cindacta-4, mais de 700 refeições foram servidas. No sábado, até o meio da tarde, mais de 300. “As companhias já mandaram a gente se preparar para não faltar comida”, disse o maître, Antônio Ponte.
Relax no saguão III/ O senador Sérgio Guerra (foto), do PSDB de Pernambuco, teve que cancelar todos os compromissos nos estados por conta da falta de vôos. O filho dele, Francisco Brennand Guerra, que passou oito horas num aeroporto tentando voltar para casa, foi direto com o pai: “Ou vocês tomam uma providência ou vou votar no PSol!”, reclamou. “Pelo visto, o segundo semestre vai começar bem quente aí em Brasília”, diz o pai de Francisco, pronto para descascar em cima do governo quando voltar do recesso.