antigas Publicado: 26/07/2007 | 09:22

Brasília-DF - Teste adiado

Coluna - Denise Rothenburg
Correio Braziliense

A troca de Waldir Pires pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim na Defesa dará tempo para o governo colocar a bola no chão na CPI do Apagão Aéreo e evitar a aprovação imediata da abertura de um processo disciplinar contra os diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A oposição, onde Jobim tem muito trânsito, decidiu dar um tempo ao novo ministro para que ele mostre a que veio. Por enquanto, dizem os oposicionistas, Lula apenas tirou o bode da sala. Se vai resolver a crise é outra história.

Se não sentirem firmeza na gestão Jobim, os deputados têm um carta na manga. O veto do presidente Lula ao artigo da lei de criação na Anac, que prevê a possibilidade de o governo afastar diretores por “descumprimento das políticas estabelecidas para a aviação civil”, aguarda apreciação no Congresso. Sem meios de exercer pressão sobre os mandatos da diretoria atual da agência, deputados da oposição já pensam em testar a disposição da Mesa Diretora da Casa em colocar o veto na pauta de votações.

Primeiro, a boa

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), recebeu sinal verde do presidente Lula para tocar o projeto do anel rodoviário do Distrito Federal. A notícia ruim é que o governo está com tudo pronto para asfaltar áreas degradadas do Entorno e a Caixa Econômica Federal não pode liberar o dinheiro por causa do descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal pela Câmara Legislativa e pelo Tribunal de Contas do DF.


Perfil técnico

O nome mais citado ontem na posse de Nelson Jobim como futuro presidente da Infraero era o do ex-presidente do Banco do Brasil Rossano Maranhão. Há quem diga que não é hora de colocar um político nesse campo.

Quem pariu Matheus…

O PMDB não considera Nelson Jobim como mais um ministro da sua cota. Nem a turma da Câmara, que deseja fincar a sua bandeira no setor elétrico, nem a turma do Senado, que deseja manter a sua flâmula tremulando nessa mesma seara. Ele entra no grupo daqueles que pertencem somente ao presidente Lula.

 O culpado é outro

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, jura que os cargos de interesse do PMDB no segundo escalão da Agricultura e na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estão resolvidos. Falta apenas a análise dos currículos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). É aí que mora o perigo.

 Chimangos & maragatos

Alguns integrantes da cúpula do PSDB estão com a luneta voltada para o Ministério da Justiça. Há quem jure que não demora muito para haver uma trombada entre Tarso Genro e Nelson Jobim, que já foi o todo poderoso da Justiça. Os dois são gaúchos de partidos que se digladiam no Rio Grande do Sul. 
 
No cafezinho

Plumagem vermelha/ A afinidade entre o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (foto), do PSDB, e o presidente Lula é de dar inveja a muitos aliados. Ontem, o tucano conversou longamente com o petista, por telefone, e pediu espaço em sua agenda no estado, amanhã, para a questão da transposição do Rio São Francisco. Para fazer um afago caprichado ao presidente, Cunha Lima mandou espalhar faixas pela cidade para garantir uma recepção calorosa a Lula.

Amigo de fé/ O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi a única pessoa de fora da cúpula do governo a quem Nelson Jobim telefonou para dizer que seria ministro da Defesa. Os dois já dividiram o mesmo apartamento em Brasília.

Magoadíssimo/ O presidente Lula vai custar a curar as feridas que deixa no amigo Waldir Pires. Todo o cerca-lourenço de Lula sobre Pires ter pedido para sair e coisa e tal não foi suficiente para tirar o descaso de o ministro saber pela imprensa que estava fora do governo.

Relax no saguão/ Citado pelo presidente Lula como presente na posse de Jobim, o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), não conseguiu chegar a tempo no Palácio do Planalto. Tudo por causa dos atrasos nos vôos que ainda persistem por todo o país.

Fim do sossego/ O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anda meio jururu. Pelo tom dos jornais, de ontem, ele já percebeu que o segundo semestre vem fervendo. A maioria dos senadores avalia que o recesso não serviu para esfriar o clima na Casa.

 

Coluna - Denise Rothenburg
Correio Braziliense

A troca de Waldir Pires pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim na Defesa dará tempo para o governo colocar a bola no chão na CPI do Apagão Aéreo e evitar a aprovação imediata da abertura de um processo disciplinar contra os diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A oposição, onde Jobim tem muito trânsito, decidiu dar um tempo ao novo ministro para que ele mostre a que veio. Por enquanto, dizem os oposicionistas, Lula apenas tirou o bode da sala. Se vai resolver a crise é outra história.

Se não sentirem firmeza na gestão Jobim, os deputados têm um carta na manga. O veto do presidente Lula ao artigo da lei de criação na Anac, que prevê a possibilidade de o governo afastar diretores por “descumprimento das políticas estabelecidas para a aviação civil”, aguarda apreciação no Congresso. Sem meios de exercer pressão sobre os mandatos da diretoria atual da agência, deputados da oposição já pensam em testar a disposição da Mesa Diretora da Casa em colocar o veto na pauta de votações.

Primeiro, a boa

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), recebeu sinal verde do presidente Lula para tocar o projeto do anel rodoviário do Distrito Federal. A notícia ruim é que o governo está com tudo pronto para asfaltar áreas degradadas do Entorno e a Caixa Econômica Federal não pode liberar o dinheiro por causa do descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal pela Câmara Legislativa e pelo Tribunal de Contas do DF.


Perfil técnico

O nome mais citado ontem na posse de Nelson Jobim como futuro presidente da Infraero era o do ex-presidente do Banco do Brasil Rossano Maranhão. Há quem diga que não é hora de colocar um político nesse campo.

Quem pariu Matheus…

O PMDB não considera Nelson Jobim como mais um ministro da sua cota. Nem a turma da Câmara, que deseja fincar a sua bandeira no setor elétrico, nem a turma do Senado, que deseja manter a sua flâmula tremulando nessa mesma seara. Ele entra no grupo daqueles que pertencem somente ao presidente Lula.

 O culpado é outro

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, jura que os cargos de interesse do PMDB no segundo escalão da Agricultura e na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estão resolvidos. Falta apenas a análise dos currículos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). É aí que mora o perigo.

 Chimangos & maragatos

Alguns integrantes da cúpula do PSDB estão com a luneta voltada para o Ministério da Justiça. Há quem jure que não demora muito para haver uma trombada entre Tarso Genro e Nelson Jobim, que já foi o todo poderoso da Justiça. Os dois são gaúchos de partidos que se digladiam no Rio Grande do Sul. 
 
No cafezinho

Plumagem vermelha/ A afinidade entre o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (foto), do PSDB, e o presidente Lula é de dar inveja a muitos aliados. Ontem, o tucano conversou longamente com o petista, por telefone, e pediu espaço em sua agenda no estado, amanhã, para a questão da transposição do Rio São Francisco. Para fazer um afago caprichado ao presidente, Cunha Lima mandou espalhar faixas pela cidade para garantir uma recepção calorosa a Lula.

Amigo de fé/ O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi a única pessoa de fora da cúpula do governo a quem Nelson Jobim telefonou para dizer que seria ministro da Defesa. Os dois já dividiram o mesmo apartamento em Brasília.

Magoadíssimo/ O presidente Lula vai custar a curar as feridas que deixa no amigo Waldir Pires. Todo o cerca-lourenço de Lula sobre Pires ter pedido para sair e coisa e tal não foi suficiente para tirar o descaso de o ministro saber pela imprensa que estava fora do governo.

Relax no saguão/ Citado pelo presidente Lula como presente na posse de Jobim, o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), não conseguiu chegar a tempo no Palácio do Planalto. Tudo por causa dos atrasos nos vôos que ainda persistem por todo o país.

Fim do sossego/ O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anda meio jururu. Pelo tom dos jornais, de ontem, ele já percebeu que o segundo semestre vem fervendo. A maioria dos senadores avalia que o recesso não serviu para esfriar o clima na Casa.