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Publicado: 24/07/2007 | 10:23
Governo Federal promete reajuste
Márcio Falcão
Jornal de Brasília
Jornal de Brasília
Arruda diz que Lula mandou ministro elaborar MPs com aumento de 8,4%. PM terá gratificação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que elabore medidas provisórias concedendo reajuste salarial para os policiais civis e militares do Distrito Federal. A determinação foi presenciada pelo governador José Roberto Arruda, que ontem se reuniu com o presidente e o ministro no Palácio do Planalto.
O projeto, que será encaminhado para análise do Congresso, prevê que os policiais civis terão reajuste linear de 8,4%, enquanto que os PMs e bombeiros vão ganhar, além dos 8,4%, mais 42,8% de aumento na gratificação por atividade militar, que passa de R$ 350 para R$ 500.
O reajuste salarial passa pela Presidência da República porque é do Fundo Constitucional do DF, mantido pela União, que saem os recursos para o pagamento dos servidores da segurança. Arruda esclareceu que o aumento corresponde ao mesmo percentual que o governo Lula concedeu à Polícia Federal e que a diferença na proposta de reajuste salarial das categorias é para começar uma "política de recuperação salarial" dos 5.900 bombeiros e cerca de 15 mil policiais militares em relação ao salário dos policiais civis. "Pela primeira vez na história estou pedindo que a PM e o Corpo de Bombeiros, que têm salários menores, possam ter um aumento um pouco maior", disse o governador.
Diferenças
Para se ter uma idéia, um agente da Polícia Civil recebe R$ 6,2 mil como salário inicial e um soldado começa a carreira ganhando R$ 3,1 mil. "Se, em todo aumento, a gente fizer isso, lá na frente vai diminuir essa diferença, que hoje realmente é muito grande", declarou o governador.
O GDF afirma que os valores propostos são os ideais porque estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite que os gastos com a folha de pagamentos superem 49% do orçamento.
A proposta do GDF deixou as corporações em alerta. O deputado distrital Cabo Patrício (PT), que comanda as negociações da categoria com o governo, conversou na tarde ontem com Arruda. O distrital prometeu ao governador consultar a posição das corporações quanto ao reajuste até amanhã, quando eles fazem assembléia. O aumento inicial defendido pelo militares era de 14,4%. "A conversa foi positiva e o canal de negociação continua aberto com o governo", afirmou cabo Patrício.
O distrital acredita que o governo local pode voltar atrás e mostrar uma outra política salarial, que contemple a reivindicação dos militares e bombeiros, que ameaçam realizar operação-padrão.
Reforço
O governador Arruda disse ainda que pediu na conversa com o presidente Lula o reforço da Força Nacional de Segurança Pública para atuar no combate à violência nas cidades do Entorno do DF. O presidente teria se comprometido a mandar para a região, após o fim dos Jogos Pan-Americanos, 200 homens. Se a promessa for mantida, ao todo 400 policiais da Força trabalharão no DF.
Márcio Falcão
Jornal de Brasília
Jornal de Brasília
Arruda diz que Lula mandou ministro elaborar MPs com aumento de 8,4%. PM terá gratificação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que elabore medidas provisórias concedendo reajuste salarial para os policiais civis e militares do Distrito Federal. A determinação foi presenciada pelo governador José Roberto Arruda, que ontem se reuniu com o presidente e o ministro no Palácio do Planalto.
O projeto, que será encaminhado para análise do Congresso, prevê que os policiais civis terão reajuste linear de 8,4%, enquanto que os PMs e bombeiros vão ganhar, além dos 8,4%, mais 42,8% de aumento na gratificação por atividade militar, que passa de R$ 350 para R$ 500.
O reajuste salarial passa pela Presidência da República porque é do Fundo Constitucional do DF, mantido pela União, que saem os recursos para o pagamento dos servidores da segurança. Arruda esclareceu que o aumento corresponde ao mesmo percentual que o governo Lula concedeu à Polícia Federal e que a diferença na proposta de reajuste salarial das categorias é para começar uma "política de recuperação salarial" dos 5.900 bombeiros e cerca de 15 mil policiais militares em relação ao salário dos policiais civis. "Pela primeira vez na história estou pedindo que a PM e o Corpo de Bombeiros, que têm salários menores, possam ter um aumento um pouco maior", disse o governador.
Diferenças
Para se ter uma idéia, um agente da Polícia Civil recebe R$ 6,2 mil como salário inicial e um soldado começa a carreira ganhando R$ 3,1 mil. "Se, em todo aumento, a gente fizer isso, lá na frente vai diminuir essa diferença, que hoje realmente é muito grande", declarou o governador.
O GDF afirma que os valores propostos são os ideais porque estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite que os gastos com a folha de pagamentos superem 49% do orçamento.
A proposta do GDF deixou as corporações em alerta. O deputado distrital Cabo Patrício (PT), que comanda as negociações da categoria com o governo, conversou na tarde ontem com Arruda. O distrital prometeu ao governador consultar a posição das corporações quanto ao reajuste até amanhã, quando eles fazem assembléia. O aumento inicial defendido pelo militares era de 14,4%. "A conversa foi positiva e o canal de negociação continua aberto com o governo", afirmou cabo Patrício.
O distrital acredita que o governo local pode voltar atrás e mostrar uma outra política salarial, que contemple a reivindicação dos militares e bombeiros, que ameaçam realizar operação-padrão.
Reforço
O governador Arruda disse ainda que pediu na conversa com o presidente Lula o reforço da Força Nacional de Segurança Pública para atuar no combate à violência nas cidades do Entorno do DF. O presidente teria se comprometido a mandar para a região, após o fim dos Jogos Pan-Americanos, 200 homens. Se a promessa for mantida, ao todo 400 policiais da Força trabalharão no DF.
