antigas Publicado: 24/07/2007 | 09:46

Mais transtorno à vista

Ullisses Campbell
Correio Braziliense

Infraero registrou atrasos em 38,1% dos 1.637 vôos programados para ontem. Problemas devem persistir hoje

 Agravado pela interrupção das operações em Congonhas, o terceiro dia do caos aéreo provocou transtornos para os passageiros que tentaram embarcar ontem em 14 aeroportos do país. Segundo o balanço oficial da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), 625 (38,1%) dos 1.637 vôos programados para ontem partiram com atrasos de mais de uma hora. Outros 328 (20%) foram cancelados até as 19h. E os problemas nos aeroportos devem continuar hoje. A TAM já divulgou que poderá cancelar 68 vôos, sendo que 10 deles chegariam ou partiriam de Brasília. A empresa aérea também anunciou que remanejará outros 22 vôos que passariam por Congonhas. A justificativa são as previsões climáticas.

Os atrasos de ontem ocorreram principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No Aeroporto de Congonhas, os passageiros ficaram revoltados por conta do índice de cancelamento. De 215 vôos programados, 146 foram suspensos (67,9%) e 18 atrasaram (8,3%). O terminal fechou três vezes devido à chuva e ao desabamento da canaleta na cabeceira da pista, no final da tarde. Já no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, 36 dos 225 vôos operaram fora do horário previsto, o que eqüivale a 16% do total. Outros sete foram cancelados.

O atraso no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek gerou tumulto nos guichês das companhias aéreas. Havia filas longas principalmente nos terminais da TAM e Gol. O bancário Marco Cenni comprou um bilhete da Gol para embarcar para Manaus no vôo 1866 previsto para decolar às 12h15, mas que acabou cancelado. Até as 18h ele não havia embarcado. Para garantir um lugar no vôo que sairia às 21h20, ele protestou: pôs um nariz de palhaço e subiu na esteira de bagagem.

Após a manifestação, Cenni conseguiu uma vaga no vôo. Antes de embarcar, ele falou aos demais passageiros que esperavam pelo embarque: “Pessoal, as companhias aéreas fazem a gente de palhaço e só resolvem os problemas se a gente gritar . Não fiquem aí parados. Gritem”.

Em Brasília, o atraso ocorreu em mais da metade dos 93 vôos programados para até 19h. Houve 55 atrasos (59,1%), além de quatro cancelamentos. A dona-de-casa Rosalete Corjes, 42 anos, saiu de Curitiba há uma semana com duas filhas e duas sobrinhas para fazer turismo na capital. Ontem, ela tentava voltar para casa no vôo 1863, da Gol. Previsto inicialmente para 18h, às 20h30 ela ainda não sabia que horas iria embarcar. Duas crianças que estavam com ela não resistiram ao cansaço da espera e dormiram sobre as bagagens. “A gente chegou ao aeroporto às 17h, uma hora antes do vôo porque assim a companhia recomendou. Agora a gente está aqui nessa espera sem fim”, queixou-se Rosalete.

Desrespeito
Os passageiros que tiveram seus vôos cancelados enfrentavam desinformação principalmente em Congonhas. Por parte das companhias aéreas, a recomendação é para que os passageiros tentem entrar em contato antes de chegar ao terminal. “É uma falta de respeito muito grande você ser retirado da sala de embarque e sair sem qualquer informação”, reclamou a consultora de empresas Hyvana Alves, 27 anos, que tinha um vôo marcado para às 8h22 pela TAM, de São Paulo rumo à Florianópolis (SC).

O cenário também foi complicado nos aeroportos internacionais Pinto Martins, no Ceará, e dos Guararapes, em Pernambuco. No primeiro, 72,9% dos 48 vôos sofreram atrasos; no segundo, 66,6% dos 57 vôos não decolaram no horário previsto. A situação desanimadora repetia-se no aeroporto de Salvador, na Bahia, com 56,9% dos 72 vôos atrasados. A Infraero também divulgou altos índices de atraso nos aeroportos de Confins (MG), Afonso Pena (PR), Salgado Filho (RS) e no Aeroporto Internacional Tom Jobim (RJ).

Segundo as companhias aéreas, uma série de problemas causou os atrasos. O principal seria o mau tempo em São Paulo. Por causa das chuvas fortes, uma das pistas de Congonhas teve de ser fechada, provocando um efeito cascata, já que a mesma aeronave que levaria passageiros de Brasília para Belém, por exemplo, sai de São Paulo.

A Infraero chegou a reabrir a pista de Congonhas para aliviar os atrasos em todo o país, mas recuou a pedido Polícia Federal, que testou o coeficiente de atrito do pavimento antes da liberação total. Mesmo antes do fechamento de Congonhas, as condições da pista tinham sido questionadas pela TAM e a Gol, que transferiram a maioria dos seus pousos de Congonhas para o aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.

A Infraero chegou anunciar que a pista principal de Congonhas reabriria amanhã, mas o presidente da estatal José Carlos Pereira mudou de idéia no final da tarde. “Há buracos na pista que precisam ser reparados com cuidado. Não vai dar tempo. Com a chuva que vem caindo, não é possível fazer o trabalho de restauração da pista com segurança”, disse o brigadeiro.

Colaborou Gustavo Moreno  

para saber mais
Pontos de distribuição

Pedro Paulo Rezende

As linhas aéreas seguem uma lógica criada durante a implantação das ferrovias no século 19. Em lugar de estabelecer linhas ponto a ponto entre cada cidade, o que seria antieconômico, concentrava-se o tráfego entre grandes centros urbanos, de onde se espraiava uma rede de estradas menores. A aviação segue o mesmo esquema. Hoje, Brasília, São Paulo e Rio concentram 90% de todo o sistema, servindo como pontos de conexão entre os estados do Norte-Nordeste e do Sul-Sudeste.

Para assumir esse papel, nas décadas de 1970 e 1980, o Ministério da Aeronáutica construiu o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e ampliou o do Galeão, no Rio de Janeiro. A idéia era concentrar os hubs (centros de distribuição e conexão de linhas) nacionais no complexo paulista e internacionais no do Galeão. Congonhas e Santos Dummont atenderiam a ponte aérea Rio-São Paulo e a aviação regional.

Na década de 1990, por questões mercadológicas e sua proximidade com o centro, Congonhas começou a roubar interligações nacionais de Guarulhos, que passou a concentrar a maioria do tráfego aéreo internacional. O Aeroporto Juscelino Kubitschek também assumiu um papel cada vez mais importante como rede de distribuição, fazendo a interligação entre os estados do Norte-Nordeste e do Sul-Sudeste. No total, há 3.600 operações da aviação comercial por dia em todo o país. Congonhas é responsável por 600 delas.

Em relação a linhas o número é bem mais expressivo. Trinta por cento dos hubs se concentram em Congonhas. Só com a transferência das conexões para outros aeroportos haverá uma redução de 7 milhões de passageiros ano, que deverão ser remanejados para o Galeão e Guarulhos.  

Engano admitido

Afonso Morais

A Aeronáutica começou a ouvir ontem os controladores e técnicos que trabalhavam no momento em que aconteceu a pane elétrica no Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo em Manaus (Cindacta-4), em Manaus, na madrugada do último sábado. Depois de acompanhar pessoalmente o início das investigações, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que uma falha técnica teria sido causado pelo erro de um sargento especialista em eletricidade. O militar teria admitido o erro ao próprio comandante.

Por determinação de Saito, peritos foram enviados a Manaus para avaliar as causas da interrupção do fornecimento de energia elétrica que afetou os radares do centro e prejudicou vôos domésticos e internacionais e ainda ontem provocava reflexos em terminais de todo o país.

Apesar da confissão do técnico, as investigações da Força Aérea Brasileira (FAB) vão considerar todas as hipóteses que podem ter causado a pane, inclusive sabotagem. O coronel responsável pelo Cindacta-4, Eduardo Carcavalo, confirmou que as “investigações conduzem para uma falha técnica”. De acordo com a FAB, ainda não se sabe se o erro foi deliberado ou não. “O sargento já reconheceu que cometeu um erro sério”, teria dito Saito, segundo relato de interlocutores.

Segundo a versão oficial, por volta das 23h (horário de Brasília), durante uma inspeção de rotina, foi constatada uma anormalidade no chaveamento de um dos dois geradores do Cindacta-4 (operação do sistema de alimentação elétrica). O sargento eletricista teria pedido auxílio a um cabo para conter um vazamento na bateria do gerador principal o que reforça a suspeita de sabotagem. Os procedimentos adotados pelo profissional, no entanto, levantaram suspeitas.

A comissão da FAB que investiga o problema apontou quatro indícios de ação criminosa: o horário que ocorreu o blecaute seria o de maior concentração de vôos internacionais, o sistema reserva também não funcionou, a falha durou quase três horas (mais do que o tempo considerado normal) e, desde o acidente da Gol, em setembro do ano passado, o sistema apresentou mais problemas do que nos últimos 30 anos.

O diretor do Cindacta-4, coronel Eduardo Antonio Carcavalo, disse que, dificilmente, uma pane como a ocorrida no sábado voltará a acontecer. “Se alguma coisa pode dar errado, dará. Para mim, o que houve foi casual e a chance de voltar a acontecer é remotíssima, mas a Lei de Murphy existe. O que estamos fazendo é aperfeiçoar os sistemas de segurança. A gente sempre aprende com esses momentos”, afirmou.
 

Ullisses Campbell
Correio Braziliense

Infraero registrou atrasos em 38,1% dos 1.637 vôos programados para ontem. Problemas devem persistir hoje

 Agravado pela interrupção das operações em Congonhas, o terceiro dia do caos aéreo provocou transtornos para os passageiros que tentaram embarcar ontem em 14 aeroportos do país. Segundo o balanço oficial da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), 625 (38,1%) dos 1.637 vôos programados para ontem partiram com atrasos de mais de uma hora. Outros 328 (20%) foram cancelados até as 19h. E os problemas nos aeroportos devem continuar hoje. A TAM já divulgou que poderá cancelar 68 vôos, sendo que 10 deles chegariam ou partiriam de Brasília. A empresa aérea também anunciou que remanejará outros 22 vôos que passariam por Congonhas. A justificativa são as previsões climáticas.

Os atrasos de ontem ocorreram principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No Aeroporto de Congonhas, os passageiros ficaram revoltados por conta do índice de cancelamento. De 215 vôos programados, 146 foram suspensos (67,9%) e 18 atrasaram (8,3%). O terminal fechou três vezes devido à chuva e ao desabamento da canaleta na cabeceira da pista, no final da tarde. Já no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, 36 dos 225 vôos operaram fora do horário previsto, o que eqüivale a 16% do total. Outros sete foram cancelados.

O atraso no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek gerou tumulto nos guichês das companhias aéreas. Havia filas longas principalmente nos terminais da TAM e Gol. O bancário Marco Cenni comprou um bilhete da Gol para embarcar para Manaus no vôo 1866 previsto para decolar às 12h15, mas que acabou cancelado. Até as 18h ele não havia embarcado. Para garantir um lugar no vôo que sairia às 21h20, ele protestou: pôs um nariz de palhaço e subiu na esteira de bagagem.

Após a manifestação, Cenni conseguiu uma vaga no vôo. Antes de embarcar, ele falou aos demais passageiros que esperavam pelo embarque: “Pessoal, as companhias aéreas fazem a gente de palhaço e só resolvem os problemas se a gente gritar . Não fiquem aí parados. Gritem”.

Em Brasília, o atraso ocorreu em mais da metade dos 93 vôos programados para até 19h. Houve 55 atrasos (59,1%), além de quatro cancelamentos. A dona-de-casa Rosalete Corjes, 42 anos, saiu de Curitiba há uma semana com duas filhas e duas sobrinhas para fazer turismo na capital. Ontem, ela tentava voltar para casa no vôo 1863, da Gol. Previsto inicialmente para 18h, às 20h30 ela ainda não sabia que horas iria embarcar. Duas crianças que estavam com ela não resistiram ao cansaço da espera e dormiram sobre as bagagens. “A gente chegou ao aeroporto às 17h, uma hora antes do vôo porque assim a companhia recomendou. Agora a gente está aqui nessa espera sem fim”, queixou-se Rosalete.

Desrespeito
Os passageiros que tiveram seus vôos cancelados enfrentavam desinformação principalmente em Congonhas. Por parte das companhias aéreas, a recomendação é para que os passageiros tentem entrar em contato antes de chegar ao terminal. “É uma falta de respeito muito grande você ser retirado da sala de embarque e sair sem qualquer informação”, reclamou a consultora de empresas Hyvana Alves, 27 anos, que tinha um vôo marcado para às 8h22 pela TAM, de São Paulo rumo à Florianópolis (SC).

O cenário também foi complicado nos aeroportos internacionais Pinto Martins, no Ceará, e dos Guararapes, em Pernambuco. No primeiro, 72,9% dos 48 vôos sofreram atrasos; no segundo, 66,6% dos 57 vôos não decolaram no horário previsto. A situação desanimadora repetia-se no aeroporto de Salvador, na Bahia, com 56,9% dos 72 vôos atrasados. A Infraero também divulgou altos índices de atraso nos aeroportos de Confins (MG), Afonso Pena (PR), Salgado Filho (RS) e no Aeroporto Internacional Tom Jobim (RJ).

Segundo as companhias aéreas, uma série de problemas causou os atrasos. O principal seria o mau tempo em São Paulo. Por causa das chuvas fortes, uma das pistas de Congonhas teve de ser fechada, provocando um efeito cascata, já que a mesma aeronave que levaria passageiros de Brasília para Belém, por exemplo, sai de São Paulo.

A Infraero chegou a reabrir a pista de Congonhas para aliviar os atrasos em todo o país, mas recuou a pedido Polícia Federal, que testou o coeficiente de atrito do pavimento antes da liberação total. Mesmo antes do fechamento de Congonhas, as condições da pista tinham sido questionadas pela TAM e a Gol, que transferiram a maioria dos seus pousos de Congonhas para o aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.

A Infraero chegou anunciar que a pista principal de Congonhas reabriria amanhã, mas o presidente da estatal José Carlos Pereira mudou de idéia no final da tarde. “Há buracos na pista que precisam ser reparados com cuidado. Não vai dar tempo. Com a chuva que vem caindo, não é possível fazer o trabalho de restauração da pista com segurança”, disse o brigadeiro.

Colaborou Gustavo Moreno  

para saber mais
Pontos de distribuição

Pedro Paulo Rezende

As linhas aéreas seguem uma lógica criada durante a implantação das ferrovias no século 19. Em lugar de estabelecer linhas ponto a ponto entre cada cidade, o que seria antieconômico, concentrava-se o tráfego entre grandes centros urbanos, de onde se espraiava uma rede de estradas menores. A aviação segue o mesmo esquema. Hoje, Brasília, São Paulo e Rio concentram 90% de todo o sistema, servindo como pontos de conexão entre os estados do Norte-Nordeste e do Sul-Sudeste.

Para assumir esse papel, nas décadas de 1970 e 1980, o Ministério da Aeronáutica construiu o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e ampliou o do Galeão, no Rio de Janeiro. A idéia era concentrar os hubs (centros de distribuição e conexão de linhas) nacionais no complexo paulista e internacionais no do Galeão. Congonhas e Santos Dummont atenderiam a ponte aérea Rio-São Paulo e a aviação regional.

Na década de 1990, por questões mercadológicas e sua proximidade com o centro, Congonhas começou a roubar interligações nacionais de Guarulhos, que passou a concentrar a maioria do tráfego aéreo internacional. O Aeroporto Juscelino Kubitschek também assumiu um papel cada vez mais importante como rede de distribuição, fazendo a interligação entre os estados do Norte-Nordeste e do Sul-Sudeste. No total, há 3.600 operações da aviação comercial por dia em todo o país. Congonhas é responsável por 600 delas.

Em relação a linhas o número é bem mais expressivo. Trinta por cento dos hubs se concentram em Congonhas. Só com a transferência das conexões para outros aeroportos haverá uma redução de 7 milhões de passageiros ano, que deverão ser remanejados para o Galeão e Guarulhos.  

Engano admitido

Afonso Morais

A Aeronáutica começou a ouvir ontem os controladores e técnicos que trabalhavam no momento em que aconteceu a pane elétrica no Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo em Manaus (Cindacta-4), em Manaus, na madrugada do último sábado. Depois de acompanhar pessoalmente o início das investigações, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que uma falha técnica teria sido causado pelo erro de um sargento especialista em eletricidade. O militar teria admitido o erro ao próprio comandante.

Por determinação de Saito, peritos foram enviados a Manaus para avaliar as causas da interrupção do fornecimento de energia elétrica que afetou os radares do centro e prejudicou vôos domésticos e internacionais e ainda ontem provocava reflexos em terminais de todo o país.

Apesar da confissão do técnico, as investigações da Força Aérea Brasileira (FAB) vão considerar todas as hipóteses que podem ter causado a pane, inclusive sabotagem. O coronel responsável pelo Cindacta-4, Eduardo Carcavalo, confirmou que as “investigações conduzem para uma falha técnica”. De acordo com a FAB, ainda não se sabe se o erro foi deliberado ou não. “O sargento já reconheceu que cometeu um erro sério”, teria dito Saito, segundo relato de interlocutores.

Segundo a versão oficial, por volta das 23h (horário de Brasília), durante uma inspeção de rotina, foi constatada uma anormalidade no chaveamento de um dos dois geradores do Cindacta-4 (operação do sistema de alimentação elétrica). O sargento eletricista teria pedido auxílio a um cabo para conter um vazamento na bateria do gerador principal o que reforça a suspeita de sabotagem. Os procedimentos adotados pelo profissional, no entanto, levantaram suspeitas.

A comissão da FAB que investiga o problema apontou quatro indícios de ação criminosa: o horário que ocorreu o blecaute seria o de maior concentração de vôos internacionais, o sistema reserva também não funcionou, a falha durou quase três horas (mais do que o tempo considerado normal) e, desde o acidente da Gol, em setembro do ano passado, o sistema apresentou mais problemas do que nos últimos 30 anos.

O diretor do Cindacta-4, coronel Eduardo Antonio Carcavalo, disse que, dificilmente, uma pane como a ocorrida no sábado voltará a acontecer. “Se alguma coisa pode dar errado, dará. Para mim, o que houve foi casual e a chance de voltar a acontecer é remotíssima, mas a Lei de Murphy existe. O que estamos fazendo é aperfeiçoar os sistemas de segurança. A gente sempre aprende com esses momentos”, afirmou.