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Publicado: 18/07/2007 | 10:17
Cobrado, Lula apóia alteração
Fernanda Guzzo
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem um chamado para agir de forma mais incisiva na discussão da reforma política no Congresso. A pressão partiu dos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que reúne empresários, ministros e representantes da sociedade civil. Durante a reunião de ontem, os integrantes entregaram ao presidente um documento com uma série de propostas sobre o tema e fizeram o apelo. Em resposta, Lula afirmou que a reforma política é um assunto do Congresso e dos partidos, mas defendeu sua aprovação, dizendo que ela é imprescindível para “arrumar o país”. “Nós precisamos acabar um pouco com a hipocrisia neste país”, disse, aos conselheiros.
No documento que entregaram ao presidente, os integrantes do “conselhão” pediram o envolvimento direto do presidente com a questão. “O envolvimento do governo, em especial de Vossa Excelência, é um fator extremamente positivo para avançar o processo e aprofundar a mobilização da sociedade”, afirmou Dom Luiz Demetrio Valentini, bispo de Jales (SP), representante da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que leu o relatório durante a reunião.
Lula afirmou em seu discurso que inicialmente discutiu a reforma política e depois verificou que o Executivo não deveria tentar determinar aos políticos a discussão sobre o tema. “Mas eu acho que a sociedade organizada pode constituir uma plataforma de reforma política e fazer o debate com os partidos políticos”, afirmou.
Para o presidente, a aprovação da reforma política é necessária para viabilizar também outras reformas. “A minha tese é que sem reforma política as outras ficam mais difíceis”, afirmou ele, se referindo as reformas trabalhista, previdenciária e a tributária. No discurso, ele admitiu que há dificuldades no debate das propostas, mas que há possibilidade de consenso. “A reforma política é como reforma tributária: cada um tem a sua, mas é possível encontrar um denominador comum.”
O presidente Lula também aproveitou a ocasião para defender o financiamento público das campanhas eleitorais, o que é uma proposta sem consenso no Congresso. “Se quisermos moralizar, precisamos ter coragem de discutir o financiamento público.”
Fernanda Guzzo
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem um chamado para agir de forma mais incisiva na discussão da reforma política no Congresso. A pressão partiu dos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que reúne empresários, ministros e representantes da sociedade civil. Durante a reunião de ontem, os integrantes entregaram ao presidente um documento com uma série de propostas sobre o tema e fizeram o apelo. Em resposta, Lula afirmou que a reforma política é um assunto do Congresso e dos partidos, mas defendeu sua aprovação, dizendo que ela é imprescindível para “arrumar o país”. “Nós precisamos acabar um pouco com a hipocrisia neste país”, disse, aos conselheiros.
No documento que entregaram ao presidente, os integrantes do “conselhão” pediram o envolvimento direto do presidente com a questão. “O envolvimento do governo, em especial de Vossa Excelência, é um fator extremamente positivo para avançar o processo e aprofundar a mobilização da sociedade”, afirmou Dom Luiz Demetrio Valentini, bispo de Jales (SP), representante da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que leu o relatório durante a reunião.
Lula afirmou em seu discurso que inicialmente discutiu a reforma política e depois verificou que o Executivo não deveria tentar determinar aos políticos a discussão sobre o tema. “Mas eu acho que a sociedade organizada pode constituir uma plataforma de reforma política e fazer o debate com os partidos políticos”, afirmou.
Para o presidente, a aprovação da reforma política é necessária para viabilizar também outras reformas. “A minha tese é que sem reforma política as outras ficam mais difíceis”, afirmou ele, se referindo as reformas trabalhista, previdenciária e a tributária. No discurso, ele admitiu que há dificuldades no debate das propostas, mas que há possibilidade de consenso. “A reforma política é como reforma tributária: cada um tem a sua, mas é possível encontrar um denominador comum.”
O presidente Lula também aproveitou a ocasião para defender o financiamento público das campanhas eleitorais, o que é uma proposta sem consenso no Congresso. “Se quisermos moralizar, precisamos ter coragem de discutir o financiamento público.”