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Publicado: 17/07/2007 | 09:50
Gim com documentação pronta para posse
Fernanda Odilla
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O próximo senador do Distrito Federal, Gim Argello (PTB), estuda tomar posse hoje. O petebista está com a documentação pronta para ser entregue à Mesa Diretora do Senado. Mas o advogado Maurício Corrêa ainda avalia se Gim deve assumir no último dia de trabalhos do Senado, que é hoje, ou durante o recesso parlamentar. Desde o dia em que Joaquim Roriz (PMDB) renunciou ao mandato, Gim Argello optou pela clausura. Alegou problemas de saúde para até hoje continuar na condição de suplente de senador.
Gim deverá apresentar, entre outras certidões, a cópia da Declaração do Imposto de Renda de 2007, relativo ao exercício de 2006, e de sua diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral como suplente na chapa de Joaquim Roriz (PMDB). Assessores de Gim informam que ele pode tomar posse no início da noite, logo após a ordem do dia. Caso opte por assumir no recesso, a cerimônia será no gabinete da Presidência do Senado e dificilmente contará com a presença de parlamentares do PTB, como Gim gostaria.
Ele assume o mandato correndo o risco de ser investigado pelo Conselho de Ética do Senado. Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol, explica que a representação contra Gim só deverá protocolada quando o Congresso voltar a funcionar. “Mas se ele tomar posse nesta terça e o Conselho se reunir, entregamos a representação”, avisa.
O PSol faz questão de levar em conta contradições. A primeira surgiu depois da entrevista de Gim ao Correio e de uma declaração recente de Roriz. Gim negou que teria participado mesmo que informalmente da negociação do terreno de 80 mil m² no Setor de Áreas Isoladas Sudoeste, vendido pelo ex-distrital Wigberto Tartuce, o Vigão. Roriz declarou que Gim foi o intermediário da transação.
“Um dos dois está mentido”, afirma o distrital José Antônio Reguffe (PDT). O presidente do PT do DF, Chico Vigilante, também acredita que é fundamental esclarecer essa contradição. E lembra que no Senado houve punição por mentiras. Ele cita o caso do senador do DF Luiz Estevão (PMDB), caçado em 2000 não pelas denúncias de superfaturamento em obras, mas pelo fato de ter apresentado documentos falsos de defesa.
Fernanda Odilla
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O próximo senador do Distrito Federal, Gim Argello (PTB), estuda tomar posse hoje. O petebista está com a documentação pronta para ser entregue à Mesa Diretora do Senado. Mas o advogado Maurício Corrêa ainda avalia se Gim deve assumir no último dia de trabalhos do Senado, que é hoje, ou durante o recesso parlamentar. Desde o dia em que Joaquim Roriz (PMDB) renunciou ao mandato, Gim Argello optou pela clausura. Alegou problemas de saúde para até hoje continuar na condição de suplente de senador.
Gim deverá apresentar, entre outras certidões, a cópia da Declaração do Imposto de Renda de 2007, relativo ao exercício de 2006, e de sua diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral como suplente na chapa de Joaquim Roriz (PMDB). Assessores de Gim informam que ele pode tomar posse no início da noite, logo após a ordem do dia. Caso opte por assumir no recesso, a cerimônia será no gabinete da Presidência do Senado e dificilmente contará com a presença de parlamentares do PTB, como Gim gostaria.
Ele assume o mandato correndo o risco de ser investigado pelo Conselho de Ética do Senado. Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol, explica que a representação contra Gim só deverá protocolada quando o Congresso voltar a funcionar. “Mas se ele tomar posse nesta terça e o Conselho se reunir, entregamos a representação”, avisa.
O PSol faz questão de levar em conta contradições. A primeira surgiu depois da entrevista de Gim ao Correio e de uma declaração recente de Roriz. Gim negou que teria participado mesmo que informalmente da negociação do terreno de 80 mil m² no Setor de Áreas Isoladas Sudoeste, vendido pelo ex-distrital Wigberto Tartuce, o Vigão. Roriz declarou que Gim foi o intermediário da transação.
“Um dos dois está mentido”, afirma o distrital José Antônio Reguffe (PDT). O presidente do PT do DF, Chico Vigilante, também acredita que é fundamental esclarecer essa contradição. E lembra que no Senado houve punição por mentiras. Ele cita o caso do senador do DF Luiz Estevão (PMDB), caçado em 2000 não pelas denúncias de superfaturamento em obras, mas pelo fato de ter apresentado documentos falsos de defesa.