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Fiscais do Ministério do Trabalho resgataram 280 trabalhadores em condições consideradas análogas à escravidão em fazenda de produção de biodiesel no Tocantins. Segundo eles, não havia condição adequada de alimentação e alojamento nem equipamentos de proteção.
O resgate é o maior do ano e é quase o dobro dos trabalhadores resgatados nos dois primeiros meses (149). A ação ocorreu em Caseara na semana passada e só foi divulgada nesta terça-feira (17). A fazenda é da empresa Saudibras. Segundo o ministério, dos 280, 153 trabalhadores não tinham carteira assinada. Os donos devem responder a ação civil pública. A Saudibras nega que houvesse trabalho análogo à escravidão e contesta o uso do termo "resgate" na operação. Também afirma que a propriedade foi vistoriada e nenhuma irregularidade foi encontrada. Segundo o advogado Ari José Santana, a comida tinha qualidade e os alojamentos eram de alvenaria. Ele diz que os trabalhadores não tinham carteira assinada porque haviam sido contratados dias antes, o que é permitido pela lei.
TO: Fiscais do Trabalho resgatam de 280 trabalhadores da escravidão
Fiscais do Ministério do Trabalho resgataram 280 trabalhadores em condições consideradas análogas à escravidão em fazenda de produção de biodiesel no Tocantins. Segundo eles, não havia condição adequada de alimentação e alojamento nem equipamentos de proteção.
O resgate é o maior do ano e é quase o dobro dos trabalhadores resgatados nos dois primeiros meses (149). A ação ocorreu em Caseara na semana passada e só foi divulgada nesta terça-feira (17). A fazenda é da empresa Saudibras. Segundo o ministério, dos 280, 153 trabalhadores não tinham carteira assinada. Os donos devem responder a ação civil pública. A Saudibras nega que houvesse trabalho análogo à escravidão e contesta o uso do termo "resgate" na operação. Também afirma que a propriedade foi vistoriada e nenhuma irregularidade foi encontrada. Segundo o advogado Ari José Santana, a comida tinha qualidade e os alojamentos eram de alvenaria. Ele diz que os trabalhadores não tinham carteira assinada porque haviam sido contratados dias antes, o que é permitido pela lei.
O PT da Bahia aprovou resolução em que confirma o nome do atual governador do estado, Jaques Wagner, como candidato à reeleição no ano que vem. De acordo com o partido, o principal objetivo para 2010 será manter a aliança que levou Wagner à vitória em 2006.
Para isso, os petistas já iniciaram um tratamento diferenciado ao PMDB, que nas eleições municipais de 2008 venceu a disputa com o PT pela Prefeitura de Salvador, o que levou a alguns rompimentos.
Após a vitória do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), Wagner anunciou seu rompimento com o peemedebista, embora os partidos continuem aliados no Governo estadual.
A principal arma de sedução do PT ao PMDB será a vaga de senador na chapa de 2010, o que, para o presidente do diretório estadual da sigla, Lúcio Vieira Lima, ainda não representa que o acordo esteja fechado.
"O PT sinaliza com a vaga para o senado para o PMDB, mas ao mesmo tempo ele tem outros pré-candidatos ao Senado na chapa", afirma Lima, que é irmão do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).
O ministro, por sua vez, tem o nome cotado para disputar a vaga no Governo caso a aliança com o PT não se consolide. Durante as eleições municipais, ele também "protagonizou" desentendimentos com Wagner, colocando os cargos do PMDB no Governo à disposição do petista.
"Caso o partido, majoritariamente, venha a decidir pela candidatura própria, teremos duas candidaturas sem nenhum problema, sem representar necessariamente um rompimento, como ocorreu em 2008", afirma o presidente do PMDB da Bahia.
Wagner já declarou sua intenção de se candidatar à reeleição e espera, inclusive, dissidências nos partidos de oposição para fortalecer sua candidatura. O presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, recentemente anunciou sua desfiliação do PSDB para poder apoiar a reeleição do petista.
De olho no calendário
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles formalizará em setembro, no prazo-limite, sua já acertada filiação ao PP, partido pelo qual pretende disputar o Governo de Goiás.
No entender de aliados, não haverá problema em que ele, já com a ficha assinada, continue na presidência do Banco Central até a data da desincompatibilização. Há quem discorde. (Com agências)
BA: PT lança Wagner à reeleição e tenta aproximação com PMDB
O PT da Bahia aprovou resolução em que confirma o nome do atual governador do estado, Jaques Wagner, como candidato à reeleição no ano que vem. De acordo com o partido, o principal objetivo para 2010 será manter a aliança que levou Wagner à vitória em 2006.
Para isso, os petistas já iniciaram um tratamento diferenciado ao PMDB, que nas eleições municipais de 2008 venceu a disputa com o PT pela Prefeitura de Salvador, o que levou a alguns rompimentos.
Após a vitória do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), Wagner anunciou seu rompimento com o peemedebista, embora os partidos continuem aliados no Governo estadual.
A principal arma de sedução do PT ao PMDB será a vaga de senador na chapa de 2010, o que, para o presidente do diretório estadual da sigla, Lúcio Vieira Lima, ainda não representa que o acordo esteja fechado.
"O PT sinaliza com a vaga para o senado para o PMDB, mas ao mesmo tempo ele tem outros pré-candidatos ao Senado na chapa", afirma Lima, que é irmão do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).
O ministro, por sua vez, tem o nome cotado para disputar a vaga no Governo caso a aliança com o PT não se consolide. Durante as eleições municipais, ele também "protagonizou" desentendimentos com Wagner, colocando os cargos do PMDB no Governo à disposição do petista.
"Caso o partido, majoritariamente, venha a decidir pela candidatura própria, teremos duas candidaturas sem nenhum problema, sem representar necessariamente um rompimento, como ocorreu em 2008", afirma o presidente do PMDB da Bahia.
Wagner já declarou sua intenção de se candidatar à reeleição e espera, inclusive, dissidências nos partidos de oposição para fortalecer sua candidatura. O presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, recentemente anunciou sua desfiliação do PSDB para poder apoiar a reeleição do petista.
De olho no calendário
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles formalizará em setembro, no prazo-limite, sua já acertada filiação ao PP, partido pelo qual pretende disputar o Governo de Goiás.
No entender de aliados, não haverá problema em que ele, já com a ficha assinada, continue na presidência do Banco Central até a data da desincompatibilização. Há quem discorde. (Com agências)
Reeleito para presidência do Senge/AC, Sebastião Fonseca toma posse nesta quinta-feira (12), às 20h, no auditório da FIEAC (Federação das Indústrias do estado do Acre). Durante a solenidade, também, assumem os cargos de presidente do Crea/AC e Mutua, os engenheiros Amarildo Pinheiro e João de Deus.
Além da cerimônia de posse, faz parte da programação o lançamento do Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Sulamericana, importante evento de debate sobre sustentabilidade e preservação da região.
Segundo Fonseca, a reeleição permite a continuidade do trabalho em prol dos engenheiros e do desenvolvimento nacional.
"Uma das maiores conquistas foi a aprovação da Lei Cartaxo, do falecido deputado Francisco Cartaxo (PT), criando um plano de carreira e remuneração para profissionais de nível superior que ocupam cargos de engenheiro, arquiteto e outras profissões no âmbito da administração direta, das autarquias e fundações públicas do Acre", destaca.
"No mandato do triênio 2009/2011, lutaremos para ampliar a lei aos profissionais celetistas. Teremos como foco também a participação nos debates acerca do desenvolvimento sustentável da região amazônica".
E segue: "Em maio de 2010, vamos reunir representantes de países da América do Sul no Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Sulamericana. Nossa proposta é trazer à tona os desafios e as possíveis soluções para questões envolvendo a região", conclui.
AC: dirigentes do Senge, Crea e Mutua tomam posse no estado
Reeleito para presidência do Senge/AC, Sebastião Fonseca toma posse nesta quinta-feira (12), às 20h, no auditório da FIEAC (Federação das Indústrias do estado do Acre). Durante a solenidade, também, assumem os cargos de presidente do Crea/AC e Mutua, os engenheiros Amarildo Pinheiro e João de Deus.
Além da cerimônia de posse, faz parte da programação o lançamento do Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Sulamericana, importante evento de debate sobre sustentabilidade e preservação da região.
Segundo Fonseca, a reeleição permite a continuidade do trabalho em prol dos engenheiros e do desenvolvimento nacional.
"Uma das maiores conquistas foi a aprovação da Lei Cartaxo, do falecido deputado Francisco Cartaxo (PT), criando um plano de carreira e remuneração para profissionais de nível superior que ocupam cargos de engenheiro, arquiteto e outras profissões no âmbito da administração direta, das autarquias e fundações públicas do Acre", destaca.
"No mandato do triênio 2009/2011, lutaremos para ampliar a lei aos profissionais celetistas. Teremos como foco também a participação nos debates acerca do desenvolvimento sustentável da região amazônica".
E segue: "Em maio de 2010, vamos reunir representantes de países da América do Sul no Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Sulamericana. Nossa proposta é trazer à tona os desafios e as possíveis soluções para questões envolvendo a região", conclui.
"reportagem" publicada, neste domingo (8), pelo Correio Braziliense (DF) agride todos os manuais do bom jornalismo e joga sobre os professores a pecha de criminosos, caso eles façam uma greve para fazer valer os seus direitos.
O diretor de imprensa do Sinpro, Antônio Lisboa, concedeu no sábado (7) uma entrevista de quase 40 minutos ao Correio Braziliense.
"É verdade que a repórter estava mais direcionada a perguntar sobre os custos da festa de 30 anos do Sinpro, mas o diretor explicou e buscou o tempo todo falar sobre os motivos da mobilização da categoria", ironiza Lisboa
"Não publicaram nenhuma linha do que foi explicado ao repórter. Infelizmente, essa recusa em nos ouvir não é uma prerrogativa apenas do Correio. Convocamos uma entrevista coletiva na terça-feira passada para apresentarmos os dados da pesquisa do Dieese, mas como se combinados, nenhum órgão de imprensa compareceu", comentou.
Indignação
"Os professores estão justamente indignados com a reportagem e devem rechaçar as tentativas de descaracterizar a nossa luta, nos chamando de irresponsáveis e criminosos. Essa é apenas uma mostra das forças que estão em jogo neste momento e por este motivo é que alertamos: é preciso que estejamos bastante atentos para defender nossos direitos", enfatizou o diretor do Sinpro.
"É apenas o começo dos ataques que sofreremos. Por isso, companheiros, consideramos que a única resposta que podemos dar a esse desrespeito é comparecer em peso ao ato, para mostrar ao governo que não nos intimidamos, porque sabemos que lutamos uma luta justa, pois a única coisa que queremos é ver cumprida uma lei", completou.
Leia a íntegra da carta do sindicato ao Correio:
"Ouvir o outro lado, regra básica
O Sindicato dos Professores manifesta sua mais total indignação com a forma desrespeitosa utilizada pelo Correio Braziliense para tratar da campanha salarial dos professores na edição do último domingo.
Em nosso entendimento, o jornal descumpriu a regra básica do bom jornalismo, a de ouvir os dois lados envolvidos no assunto em pauta. Desde o início da semana passada temos buscado a imprensa para mostrar os dados técnicos que embasam as nossas reivindicações, mas não somos ouvidos.
Já repassamos à imprensa o estudo técnico elaborado pelo Dieese que comprova a viabilidade do reajuste. Explicamos mais de uma vez que ele faz parte de uma lei aprovada pela Câmara Legislativa e sancionada pelo governador, e é diferenciado na perspectiva de começar a construir a isonomia salarial dos professores com outras categorias de nível superior do GDF.
Não apenas os professores do DF não têm os mais altos salários do País, como as outras carreiras, em relação a outras unidades da Federação, também não têm os maiores salários. Aqui no DF a carreira de professor está no 19° lugar entre 23 carreiras de mesmo nível do quadro de pessoal do DF.
Além de não nos ouvir, o Correio deixou de checar os dados apresentados pelo GDF. Há uma série de incorreções que podem ser facilmente desmontadas por dados do próprio Sistema Integrado de Gestão Governamental do DF (Siggo), inclusive no que diz respeito à arrecadação e à aplicação dos recursos.
Ao invés de checar os dados, de confrontar as informações dos dois lados, o Correio preferiu acusar os professores de criminosos, caso exerçam o direito constitucional de fazer uma greve para reivindicar seus direitos e para garantir que o GDF cumpra uma lei.
Diretoria Colegiada do Sindicato dos Professores"
DF: Sinpro contesta matéria do Correio e explica razões do movimento
"reportagem" publicada, neste domingo (8), pelo Correio Braziliense (DF) agride todos os manuais do bom jornalismo e joga sobre os professores a pecha de criminosos, caso eles façam uma greve para fazer valer os seus direitos.
O diretor de imprensa do Sinpro, Antônio Lisboa, concedeu no sábado (7) uma entrevista de quase 40 minutos ao Correio Braziliense.
"É verdade que a repórter estava mais direcionada a perguntar sobre os custos da festa de 30 anos do Sinpro, mas o diretor explicou e buscou o tempo todo falar sobre os motivos da mobilização da categoria", ironiza Lisboa
"Não publicaram nenhuma linha do que foi explicado ao repórter. Infelizmente, essa recusa em nos ouvir não é uma prerrogativa apenas do Correio. Convocamos uma entrevista coletiva na terça-feira passada para apresentarmos os dados da pesquisa do Dieese, mas como se combinados, nenhum órgão de imprensa compareceu", comentou.
Indignação
"Os professores estão justamente indignados com a reportagem e devem rechaçar as tentativas de descaracterizar a nossa luta, nos chamando de irresponsáveis e criminosos. Essa é apenas uma mostra das forças que estão em jogo neste momento e por este motivo é que alertamos: é preciso que estejamos bastante atentos para defender nossos direitos", enfatizou o diretor do Sinpro.
"É apenas o começo dos ataques que sofreremos. Por isso, companheiros, consideramos que a única resposta que podemos dar a esse desrespeito é comparecer em peso ao ato, para mostrar ao governo que não nos intimidamos, porque sabemos que lutamos uma luta justa, pois a única coisa que queremos é ver cumprida uma lei", completou.
Leia a íntegra da carta do sindicato ao Correio:
"Ouvir o outro lado, regra básica
O Sindicato dos Professores manifesta sua mais total indignação com a forma desrespeitosa utilizada pelo Correio Braziliense para tratar da campanha salarial dos professores na edição do último domingo.
Em nosso entendimento, o jornal descumpriu a regra básica do bom jornalismo, a de ouvir os dois lados envolvidos no assunto em pauta. Desde o início da semana passada temos buscado a imprensa para mostrar os dados técnicos que embasam as nossas reivindicações, mas não somos ouvidos.
Já repassamos à imprensa o estudo técnico elaborado pelo Dieese que comprova a viabilidade do reajuste. Explicamos mais de uma vez que ele faz parte de uma lei aprovada pela Câmara Legislativa e sancionada pelo governador, e é diferenciado na perspectiva de começar a construir a isonomia salarial dos professores com outras categorias de nível superior do GDF.
Não apenas os professores do DF não têm os mais altos salários do País, como as outras carreiras, em relação a outras unidades da Federação, também não têm os maiores salários. Aqui no DF a carreira de professor está no 19° lugar entre 23 carreiras de mesmo nível do quadro de pessoal do DF.
Além de não nos ouvir, o Correio deixou de checar os dados apresentados pelo GDF. Há uma série de incorreções que podem ser facilmente desmontadas por dados do próprio Sistema Integrado de Gestão Governamental do DF (Siggo), inclusive no que diz respeito à arrecadação e à aplicação dos recursos.
Ao invés de checar os dados, de confrontar as informações dos dois lados, o Correio preferiu acusar os professores de criminosos, caso exerçam o direito constitucional de fazer uma greve para reivindicar seus direitos e para garantir que o GDF cumpra uma lei.
Diretoria Colegiada do Sindicato dos Professores"
| Dom, 08 de Março de 2009 18:04 |
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Trabalhadores de três categorias profissionais - farmacêuticos, empregados do setor do álcool e operários da construção civil - pedem aumento real de 6% a 7% em suas campanhas salariais. São setores que não teriam sido afetados de forma tão intensa pela crise e poderiam conceder reajustes acima da inflação, argumentam representantes de trabalhadores e técnicos do Dieese especialistas em negociação salarial. Se obtiverem os reajustes reivindicados, serão setores que irão na contramão da tendência de redução do número de acordos com ganhos acima da inflação, segundo previsão de analistas no início de ano. Os 37 mil farmacêuticos do estado de São Paulo pedem ao setor patronal aumento real de 7%, além de inflação estimada em torno de 6% para repor as perdas salariais nos últimos 12 meses e participação nos lucros e resultados. A pauta foi entregue na última quarta-feira (4). "As indústrias do setor tiveram aumento de faturamento de 19% em 2008. O setor reclama da falta de crédito para investimentos, mas teve ganhos de produção e faturamento. Agora, no fim de março, haverá reajuste dos medicamentos tabelados", diz Sérgio Luiz Leite, secretário-geral da Fequimfar, ligada à Força Sindical e que representa cerca de 10 mil trabalhadores do setor no estado. O setor abriu 326 vagas no Estado em janeiro, recuperando-se da perda de 330 no último mês do ano passado. No setor sucroalcooleiro, o pedido dos cerca de 25 mil trabalhadores é de 7% de ganho real, além de 5,89% de reposição da inflação pelo INPC. "É preciso melhor distribuição de renda no setor. Nos últimos anos, as usinas tiveram grande desenvolvimento com a venda do álcool combustível", diz Danilo Pereira da Silva, presidente da Fequimfar. Os trabalhadores pedem ainda PLR, piso salarial de R$ 1.000 e qualificação profissional. Na construção civil, 600 mil trabalhadores do Estado entregaram pauta na última terça aos setores patronais pedindo 6% de aumento, além de reposição da inflação, unificação dos pisos e redução da jornada para 40 horas semanais. Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP (indústria da construção paulista), prevê negociações difíceis. "O cenário é de incertezas. No último trimestre de 2008, o ritmo de vendas caiu em torno de 50%. Será muito difícil para as empresas aumentarem seus custos fixos, concedendo aumento real". (Fonte: Folha de S.Paulo) |
SP: categorias pedem ganho real de 7% em negociação salarial
| Dom, 08 de Março de 2009 18:04 |
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Trabalhadores de três categorias profissionais - farmacêuticos, empregados do setor do álcool e operários da construção civil - pedem aumento real de 6% a 7% em suas campanhas salariais. São setores que não teriam sido afetados de forma tão intensa pela crise e poderiam conceder reajustes acima da inflação, argumentam representantes de trabalhadores e técnicos do Dieese especialistas em negociação salarial. Se obtiverem os reajustes reivindicados, serão setores que irão na contramão da tendência de redução do número de acordos com ganhos acima da inflação, segundo previsão de analistas no início de ano. Os 37 mil farmacêuticos do estado de São Paulo pedem ao setor patronal aumento real de 7%, além de inflação estimada em torno de 6% para repor as perdas salariais nos últimos 12 meses e participação nos lucros e resultados. A pauta foi entregue na última quarta-feira (4). "As indústrias do setor tiveram aumento de faturamento de 19% em 2008. O setor reclama da falta de crédito para investimentos, mas teve ganhos de produção e faturamento. Agora, no fim de março, haverá reajuste dos medicamentos tabelados", diz Sérgio Luiz Leite, secretário-geral da Fequimfar, ligada à Força Sindical e que representa cerca de 10 mil trabalhadores do setor no estado. O setor abriu 326 vagas no Estado em janeiro, recuperando-se da perda de 330 no último mês do ano passado. No setor sucroalcooleiro, o pedido dos cerca de 25 mil trabalhadores é de 7% de ganho real, além de 5,89% de reposição da inflação pelo INPC. "É preciso melhor distribuição de renda no setor. Nos últimos anos, as usinas tiveram grande desenvolvimento com a venda do álcool combustível", diz Danilo Pereira da Silva, presidente da Fequimfar. Os trabalhadores pedem ainda PLR, piso salarial de R$ 1.000 e qualificação profissional. Na construção civil, 600 mil trabalhadores do Estado entregaram pauta na última terça aos setores patronais pedindo 6% de aumento, além de reposição da inflação, unificação dos pisos e redução da jornada para 40 horas semanais. Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP (indústria da construção paulista), prevê negociações difíceis. "O cenário é de incertezas. No último trimestre de 2008, o ritmo de vendas caiu em torno de 50%. Será muito difícil para as empresas aumentarem seus custos fixos, concedendo aumento real". (Fonte: Folha de S.Paulo) |
| Qua, 04 de Março de 2009 00:53 |
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O Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre estuda recorrer à Justiça do Trabalho para pedir a anulação de cerca de 40 demissões na Zamprogna. Os desligamentos foram efetuados, conforme o sindicato, depois de a empresa firmar um acordo com seus trabalhadores para o corte de 260 vagas no quadro de funcionários. A entidade informa que as rescisões foram feitas fora dos parâmetros previstos no acerto aprovado pelos trabalhadores da companhia no dia 18 de fevereiro. O entendimento previa a criação de um plano de demissão voluntária, além de critérios para o desligamento de outros empregados até completar a meta de cortar 260 pessoas. Os critérios acertados deixaram de ser cumpridos, segundo o diretor do sindicato, Alfredo Gonçalves. "Foram demitidos trabalhadores com mais de 20 anos de empresa, enquanto poucos aposentados e do setor administrativo foram desligados", afirma. (Fonte: Zero Hora, no blog O outro lado da notícia) |
RS: sindicato vai pedir na Justiça revisão de demissões da Zamprogna
| Qua, 04 de Março de 2009 00:53 |
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O Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre estuda recorrer à Justiça do Trabalho para pedir a anulação de cerca de 40 demissões na Zamprogna. Os desligamentos foram efetuados, conforme o sindicato, depois de a empresa firmar um acordo com seus trabalhadores para o corte de 260 vagas no quadro de funcionários. A entidade informa que as rescisões foram feitas fora dos parâmetros previstos no acerto aprovado pelos trabalhadores da companhia no dia 18 de fevereiro. O entendimento previa a criação de um plano de demissão voluntária, além de critérios para o desligamento de outros empregados até completar a meta de cortar 260 pessoas. Os critérios acertados deixaram de ser cumpridos, segundo o diretor do sindicato, Alfredo Gonçalves. "Foram demitidos trabalhadores com mais de 20 anos de empresa, enquanto poucos aposentados e do setor administrativo foram desligados", afirma. (Fonte: Zero Hora, no blog O outro lado da notícia) |
| Qui, 05 de Fevereiro de 2009 17:38 |
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O Sindicato voltou a cobrar da diretoria do BRB, em particular do presidente do banco, Ricardo Vieira, durante manifestação, na manhã desta quinta-feira (5), em frente ao Edifício Brasília, no Setor Bancário Sul, a implementação imediata das alterações no Plano de Cargos e Salários (PCS), no Programa de Participação nos Resultados (PPR) e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), conforme proposta entregue pela Comissão Paritária. Fruto do trabalho dessa comissão (composta por integrantes do BRB e do Sindicato) e em torno do qual houve consenso, o projeto está há mais de um mês e meio nas mãos da diretoria da instituição para ser apreciado - contrariando o compromisso assumido por Ricardo Vieira de que ele seria implantado em janeiro último. À época da sua posse, em junho do ano passado, e em reuniões com o sindicato e com os próprios gerentes, o presidente do BRB também assegurara que um novo modelo de PCS entraria em vigor em janeiro de 2009. "Como chefe da diretoria executiva, Ricardo Vieira afirma estar ali para tocar o banco independentemente da decisão política quanto ao futuro da instituição. Ora, a aprovação do novo PCS é ato eminentemente administrativo. Se tem plenos poderes neste âmbito, o presidente do banco já deveria ter cumprido o compromisso", questiona o secretário-geral do sindicato, André Nepomuceno. "Tanta demora leva a indagar se não haveria interferência do GDF a impedir o novo PCS. Neste caso, é responsabilidade do presidente dar uma satisfação clara ao corpo funcionar mostrar coerência enquanto administrador". Somente este ano a diretoria do BRB já adiou a análise do projeto por três vezes seguidas. |
DF: bancários se manifestam pela implantação PCS do BRB
| Qui, 05 de Fevereiro de 2009 17:38 |
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O Sindicato voltou a cobrar da diretoria do BRB, em particular do presidente do banco, Ricardo Vieira, durante manifestação, na manhã desta quinta-feira (5), em frente ao Edifício Brasília, no Setor Bancário Sul, a implementação imediata das alterações no Plano de Cargos e Salários (PCS), no Programa de Participação nos Resultados (PPR) e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), conforme proposta entregue pela Comissão Paritária. Fruto do trabalho dessa comissão (composta por integrantes do BRB e do Sindicato) e em torno do qual houve consenso, o projeto está há mais de um mês e meio nas mãos da diretoria da instituição para ser apreciado - contrariando o compromisso assumido por Ricardo Vieira de que ele seria implantado em janeiro último. À época da sua posse, em junho do ano passado, e em reuniões com o sindicato e com os próprios gerentes, o presidente do BRB também assegurara que um novo modelo de PCS entraria em vigor em janeiro de 2009. "Como chefe da diretoria executiva, Ricardo Vieira afirma estar ali para tocar o banco independentemente da decisão política quanto ao futuro da instituição. Ora, a aprovação do novo PCS é ato eminentemente administrativo. Se tem plenos poderes neste âmbito, o presidente do banco já deveria ter cumprido o compromisso", questiona o secretário-geral do sindicato, André Nepomuceno. "Tanta demora leva a indagar se não haveria interferência do GDF a impedir o novo PCS. Neste caso, é responsabilidade do presidente dar uma satisfação clara ao corpo funcionar mostrar coerência enquanto administrador". Somente este ano a diretoria do BRB já adiou a análise do projeto por três vezes seguidas. |
| Seg, 02 de Fevereiro de 2009 14:33 |
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O estado de São Paulo terá que pagar diferenças salariais a uma médica do estado pelos serviços em regime de plantão. A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) chegou a analisar o agravo de instrumento da Fazenda Pública do estado, mas não aceitou rediscutir a questão no TST. |
SP: médica receberá diferença salarial pelo regime de plantão
| Seg, 02 de Fevereiro de 2009 14:33 |
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O estado de São Paulo terá que pagar diferenças salariais a uma médica do estado pelos serviços em regime de plantão. A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) chegou a analisar o agravo de instrumento da Fazenda Pública do estado, mas não aceitou rediscutir a questão no TST. |
| Seg, 02 de Fevereiro de 2009 15:11 |
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Uma parcela de servidores públicos do Piauí vive o drama da incerteza da aposentadoria. Estas pessoas entraram no serviço público sem passar por concurso depois da Constituição de 1988 e quase duas décadas depois, confiantes na aposentadoria, os servidores não conseguem os benefícios. O Tribunal de Contas é o órgão responsável por avaliar os pedidos de aposentadoria. Porém os membros da corte não entraram em consenso sobre qual posicionamento tomar. A realidade é geral, nos poderes Executivo Estadual, na Assembléia Legislativa, no Ministério Público, câmaras municipais, prefeituras e até no Tribunal de Contas do estado (TCE). Mesmo após a Constituição, gestores públicos continuaram contratando pessoal sem concurso público e assim muitos processos chegam ao TCE com pedidos de aposentadorias de servidores que entraram após 88. O auditor do TCE Jailson Campelo explicou que, se por um lado tem o princípio constitucional da impessoalidade e da moralidade, que determina que os servidores sejam recrutados mediante o concurso público, do outro lado tem o princípio da dignidade da pessoa humana, o principio da segurança nas relações jurídicas. "São pessoas que estão há 25 anos no exercício do cargo e durante todo este tempo o TCE não lhes disse nada, durante todo este tempo o Tribunal não foi até o órgão dizer que ele esteve errado, que ele não iria se aposentar". Jailson defende que o TCE defina um posicionamento e tome a atitude de avisar a esta categoria de servidores que eles estão irregulares e que a lei não permite a aposentadoria. "Nós não podemos decidir em um processo isoladamente e deixar a situação. Temos muitos servidores nesta situação, veja que mexe com a vida de muita gente, é importante que o Tribunal se aprofunde, estude mais o assunto para decidir da melhor forma possível, pensando no interesse do erário público e do servidor", disse. Na última semana, o TCE julgou um destes casos e decidiu pela não concessão de aposentadoria para uma servidora da secretaria Estadual de Fazenda. Alguns se abstiveram da votação como o auditor Jailson. "Eu não tenho um juízo de valor formado sobre o assunto, temos que adotar a melhor decisão, porque a decisão acertada em um processo deve ser levada para os demais, para os que estão na ativa". O procurador geral do Ministério Público de Contas Leandro Maciel antecipou que o posicionamento do órgão é em defesa do concurso público, mas que os servidores que pedem aposentadoria são cidadãos que contribuíram e têm direitos. "Existem vários destes casos onde [sic!] o Ministério Público de Contas vem se manifestando contrário a este tipo de aposentadoria. Para se aposentar pelo regime próprio de previdência, somente o servidor efetivo e com Plano de Cargos efetivamente aprovado por concurso público". E segue: "Os demais casos cabe ao Tribunal de Contas verificar, detectar e, sendo detectado, o Ministério Público vai se posicionar contra este tipo de aposentadoria". (Fonte: Diário do Povo) |
PI: servidores sem concurso no estado não conseguem se aposentar
| Seg, 02 de Fevereiro de 2009 15:11 |
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Uma parcela de servidores públicos do Piauí vive o drama da incerteza da aposentadoria. Estas pessoas entraram no serviço público sem passar por concurso depois da Constituição de 1988 e quase duas décadas depois, confiantes na aposentadoria, os servidores não conseguem os benefícios. O Tribunal de Contas é o órgão responsável por avaliar os pedidos de aposentadoria. Porém os membros da corte não entraram em consenso sobre qual posicionamento tomar. A realidade é geral, nos poderes Executivo Estadual, na Assembléia Legislativa, no Ministério Público, câmaras municipais, prefeituras e até no Tribunal de Contas do estado (TCE). Mesmo após a Constituição, gestores públicos continuaram contratando pessoal sem concurso público e assim muitos processos chegam ao TCE com pedidos de aposentadorias de servidores que entraram após 88. O auditor do TCE Jailson Campelo explicou que, se por um lado tem o princípio constitucional da impessoalidade e da moralidade, que determina que os servidores sejam recrutados mediante o concurso público, do outro lado tem o princípio da dignidade da pessoa humana, o principio da segurança nas relações jurídicas. "São pessoas que estão há 25 anos no exercício do cargo e durante todo este tempo o TCE não lhes disse nada, durante todo este tempo o Tribunal não foi até o órgão dizer que ele esteve errado, que ele não iria se aposentar". Jailson defende que o TCE defina um posicionamento e tome a atitude de avisar a esta categoria de servidores que eles estão irregulares e que a lei não permite a aposentadoria. "Nós não podemos decidir em um processo isoladamente e deixar a situação. Temos muitos servidores nesta situação, veja que mexe com a vida de muita gente, é importante que o Tribunal se aprofunde, estude mais o assunto para decidir da melhor forma possível, pensando no interesse do erário público e do servidor", disse. Na última semana, o TCE julgou um destes casos e decidiu pela não concessão de aposentadoria para uma servidora da secretaria Estadual de Fazenda. Alguns se abstiveram da votação como o auditor Jailson. "Eu não tenho um juízo de valor formado sobre o assunto, temos que adotar a melhor decisão, porque a decisão acertada em um processo deve ser levada para os demais, para os que estão na ativa". O procurador geral do Ministério Público de Contas Leandro Maciel antecipou que o posicionamento do órgão é em defesa do concurso público, mas que os servidores que pedem aposentadoria são cidadãos que contribuíram e têm direitos. "Existem vários destes casos onde [sic!] o Ministério Público de Contas vem se manifestando contrário a este tipo de aposentadoria. Para se aposentar pelo regime próprio de previdência, somente o servidor efetivo e com Plano de Cargos efetivamente aprovado por concurso público". E segue: "Os demais casos cabe ao Tribunal de Contas verificar, detectar e, sendo detectado, o Ministério Público vai se posicionar contra este tipo de aposentadoria". (Fonte: Diário do Povo) |
Fonte: diap
Preocupados com a possibilidade de demissões no Pólo Industrial de Manaus (PIM) por causa da crise financeira internacional, os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas começam a pensar em alternativas que possam auxiliar empresários e trabalhadores. Em entrevista, o secretário de Comunicação e Imprensa da entidade, Sidney Malaquias, informou que, na semana passada, o sindicato procurou o governador do estado, Eduardo Braga (PMDB), para apresentar uma proposta nesse sentido e pedir apoio.
Segundo Malaquias, se confirmada alguma decisão empresarial sobre demissões, a proposta sindical é de suspensão temporária dos contratos de trabalho - conforme a necessidade da empresa – e o ingresso imediato dos trabalhadores em algum curso de qualificação profissional oferecido com o apoio do sindicato e do governo estadual.
Curso de qualificação
"Há riscos de demissões e por isso já estamos com uma proposta. Queremos sair na frente e mostrar para os empresários que podemos não só ajudar os trabalhadores, mas também a eles. Nesse período, o trabalhador poderá fazer algum curso de qualificação profissional e receber o seguro-desemprego", declarou.
O sindicalista acrescentou que os trabalhadores do PIM, sobretudo os que atuam no setor de duas rodas e eletroeletrônicos (segmentos que mais empregam no pólo), estão preocupados com os reflexos negativos da crise mundial na economia brasileira e na produção das indústrias instaladas em Manaus.
"Ainda não sabemos quanto tempo essa crise vai durar e nem quanto tempo os efeitos dela poderão permanecer entre as indústrias brasileiras. Os trabalhadores têm se mostrado preocupados com as possibilidades de demissões. Estamos pedindo às empresas que tenham cautela antes de mandar qualquer pessoa embora. A empresa terá que ter cuidado e garantir que os selecionados tenham mais de seis meses de trabalho para poder receber o seguro-desemprego", completou.
Férias coletivas
Sidney Malaquias informou ainda que os 12 mil trabalhadores – de 18 empresas do pólo - que tiveram férias coletivas entre os dias 20 e 31 de outubro já voltaram a trabalhar normalmente.
O período de férias parciais de fim de ano estava anteriormente previsto para dezembro, mas foi antecipado pelas empresas sob a justificativa de que seria necessário desacelerar a produção por causa da diminuição no índice de vendas ao consumidor. Somente os segmentos de duas rodas e os metalúrgico anteciparam as férias coletivas no parque fabril da capital amazonense.
Apesar da preocupação do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, o presidente do Sindicato das Indústrias dos Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaaes), Wilson Périco, ressaltou que neste momento nenhuma empresa do PIM está afetada pela crise mundial.
Estado de alerta
Ainda assim, disse que é preciso manter estado de alerta e de atenção diante das possibilidades negativas que podem chegar ao parque fabril em função do momento econômico mundial.
Ele se mostrou otimista quanto às alternativas apresentadas pelas autoridades monetárias internacionais e considerou que, nesse cenário, o Brasil se posiciona em uma situação mais confortável pela estabilidade de sua economia na atualidade.
"Por enquanto, nenhuma empresa do PIM foi afetada pela crise mundial. Mas também não dá para dizer que isso não possa acontecer. Poderá haver uma readequação da produção, mas isso vai depender da situação e também de cada segmento e linha de produção. Se prestarmos atenção na movimentação do mercado, já vamos perceber melhorias no cenário econômico", concluiu Périco.
AM: Sindicato dos Metalúrgicos diz que há risco de demissões
Fonte: diap
Preocupados com a possibilidade de demissões no Pólo Industrial de Manaus (PIM) por causa da crise financeira internacional, os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas começam a pensar em alternativas que possam auxiliar empresários e trabalhadores. Em entrevista, o secretário de Comunicação e Imprensa da entidade, Sidney Malaquias, informou que, na semana passada, o sindicato procurou o governador do estado, Eduardo Braga (PMDB), para apresentar uma proposta nesse sentido e pedir apoio.
Segundo Malaquias, se confirmada alguma decisão empresarial sobre demissões, a proposta sindical é de suspensão temporária dos contratos de trabalho - conforme a necessidade da empresa – e o ingresso imediato dos trabalhadores em algum curso de qualificação profissional oferecido com o apoio do sindicato e do governo estadual.
Curso de qualificação
"Há riscos de demissões e por isso já estamos com uma proposta. Queremos sair na frente e mostrar para os empresários que podemos não só ajudar os trabalhadores, mas também a eles. Nesse período, o trabalhador poderá fazer algum curso de qualificação profissional e receber o seguro-desemprego", declarou.
O sindicalista acrescentou que os trabalhadores do PIM, sobretudo os que atuam no setor de duas rodas e eletroeletrônicos (segmentos que mais empregam no pólo), estão preocupados com os reflexos negativos da crise mundial na economia brasileira e na produção das indústrias instaladas em Manaus.
"Ainda não sabemos quanto tempo essa crise vai durar e nem quanto tempo os efeitos dela poderão permanecer entre as indústrias brasileiras. Os trabalhadores têm se mostrado preocupados com as possibilidades de demissões. Estamos pedindo às empresas que tenham cautela antes de mandar qualquer pessoa embora. A empresa terá que ter cuidado e garantir que os selecionados tenham mais de seis meses de trabalho para poder receber o seguro-desemprego", completou.
Férias coletivas
Sidney Malaquias informou ainda que os 12 mil trabalhadores – de 18 empresas do pólo - que tiveram férias coletivas entre os dias 20 e 31 de outubro já voltaram a trabalhar normalmente.
O período de férias parciais de fim de ano estava anteriormente previsto para dezembro, mas foi antecipado pelas empresas sob a justificativa de que seria necessário desacelerar a produção por causa da diminuição no índice de vendas ao consumidor. Somente os segmentos de duas rodas e os metalúrgico anteciparam as férias coletivas no parque fabril da capital amazonense.
Apesar da preocupação do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, o presidente do Sindicato das Indústrias dos Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaaes), Wilson Périco, ressaltou que neste momento nenhuma empresa do PIM está afetada pela crise mundial.
Estado de alerta
Ainda assim, disse que é preciso manter estado de alerta e de atenção diante das possibilidades negativas que podem chegar ao parque fabril em função do momento econômico mundial.
Ele se mostrou otimista quanto às alternativas apresentadas pelas autoridades monetárias internacionais e considerou que, nesse cenário, o Brasil se posiciona em uma situação mais confortável pela estabilidade de sua economia na atualidade.
"Por enquanto, nenhuma empresa do PIM foi afetada pela crise mundial. Mas também não dá para dizer que isso não possa acontecer. Poderá haver uma readequação da produção, mas isso vai depender da situação e também de cada segmento e linha de produção. Se prestarmos atenção na movimentação do mercado, já vamos perceber melhorias no cenário econômico", concluiu Périco.