antigas Publicado: 24/03/2009 | 10:08

Cabral revê posição sobre aeroporto

 O governador Sérgio Cabral pode desistir de ações legais contra a Infraero, diante da liberação de novos voos, como os da Azul, no Santos Dumont. O governo, que ameaçou interditar o aeroporto, reavalia sua posição.

 

 

Governador do Rio pode desistir de empecilhos legais contra a Infraero

O governo do Rio de Janeiro reavalia a reabertura do aeroporto Santos Dumont para voos de grande porte. Por determinação do governador Sérgio Cabral, que está nos Estados Unidos, os secretários da Casa Civil, Regis Fichtner, da Fazenda, Joaquim Levy, de Transportes, Júlio Lopes, do Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino e a procuradora Geral do Estado, Lúcia Lea Guimarães Tavares, se reuniram ontem para avaliar as consequências da autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para novos voos no aeroporto.

Segundo a assessoria do Palácio da Guanabara, Cabral acatou as ponderações do secretário Regis Fichtner de que há de se respeitar as funções da Anac. Fichtner fez um relatório, a pedido do governador, que conclui que não há base legal para impedir a agência a autorizar esse tipo de voo.

Na última sexta-feira, a companhia aérea Azul iniciou viagens no trecho Campinas-Rio. No mesmo dia, a Secretaria Estadual de Ambiente notificou a Infraero, que administra a estrutura aeroportuária do país, e ameaçou interditar o Santos Dumont. Mas a Anac manteve a autorização da Azul, que realizou cinco voos no final de semana, todos com 100% de ocupação.

Confusão

A Secretaria de Transportes do Rio havia informado no último domingo que o caso seria resolvido pela Procuradoria Geral do Estado e não mais pelas secretarias de Transporte e Ambiente. Os secretários Júlio Lopes e Marilene Ramos, do Meio Ambiente, só foram informados ontem sobre a decisão do governador de reavaliar a autorização de voos de aviões de grande porte no Santos Dumont.

A confusão entre o governo do Rio de Janeiro e a Infraero começou no início deste mês quando a Anac e a Justiça, em liminar a favor da Azul, autorizaram voos para outras cidades no aeroporto fluminense.

Cabral alega que a reabertura do Santos Dumont vai diminuir o interesse das empresas na concessão do aeroporto Galeão Tom Jobim.

Entretanto, o presidente da Azul, Pedro Janot, diz que o aumento de voos no Santos Dumont não vai atrapalhar o Galeão. Segundo ele, a superlotação do Aeroporto Internacional de São Paulo vai contribuir para o aumento de escalas no Galeão.

– O aeroporto de São Paulo está com ocupação máxima e esses voos vão para o Galeão. Dessa forma, a reabertura do Santos Dumont não atrapalha os objetivos do governador – disse Janot.

Desde que a Anac autorizou voos de grande porte no Santos Dumont, a agência recebeu 100 pedidos para novos trechos, sendo 34 da Tam, 32 da Gol, 14 da OceanAir, 6 da WebJet e 14 da Azul. Todos os pedidos da Azul já foram autorizados pela Anac.

 O governador Sérgio Cabral pode desistir de ações legais contra a Infraero, diante da liberação de novos voos, como os da Azul, no Santos Dumont. O governo, que ameaçou interditar o aeroporto, reavalia sua posição.

 

 

Governador do Rio pode desistir de empecilhos legais contra a Infraero

O governo do Rio de Janeiro reavalia a reabertura do aeroporto Santos Dumont para voos de grande porte. Por determinação do governador Sérgio Cabral, que está nos Estados Unidos, os secretários da Casa Civil, Regis Fichtner, da Fazenda, Joaquim Levy, de Transportes, Júlio Lopes, do Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino e a procuradora Geral do Estado, Lúcia Lea Guimarães Tavares, se reuniram ontem para avaliar as consequências da autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para novos voos no aeroporto.

Segundo a assessoria do Palácio da Guanabara, Cabral acatou as ponderações do secretário Regis Fichtner de que há de se respeitar as funções da Anac. Fichtner fez um relatório, a pedido do governador, que conclui que não há base legal para impedir a agência a autorizar esse tipo de voo.

Na última sexta-feira, a companhia aérea Azul iniciou viagens no trecho Campinas-Rio. No mesmo dia, a Secretaria Estadual de Ambiente notificou a Infraero, que administra a estrutura aeroportuária do país, e ameaçou interditar o Santos Dumont. Mas a Anac manteve a autorização da Azul, que realizou cinco voos no final de semana, todos com 100% de ocupação.

Confusão

A Secretaria de Transportes do Rio havia informado no último domingo que o caso seria resolvido pela Procuradoria Geral do Estado e não mais pelas secretarias de Transporte e Ambiente. Os secretários Júlio Lopes e Marilene Ramos, do Meio Ambiente, só foram informados ontem sobre a decisão do governador de reavaliar a autorização de voos de aviões de grande porte no Santos Dumont.

A confusão entre o governo do Rio de Janeiro e a Infraero começou no início deste mês quando a Anac e a Justiça, em liminar a favor da Azul, autorizaram voos para outras cidades no aeroporto fluminense.

Cabral alega que a reabertura do Santos Dumont vai diminuir o interesse das empresas na concessão do aeroporto Galeão Tom Jobim.

Entretanto, o presidente da Azul, Pedro Janot, diz que o aumento de voos no Santos Dumont não vai atrapalhar o Galeão. Segundo ele, a superlotação do Aeroporto Internacional de São Paulo vai contribuir para o aumento de escalas no Galeão.

– O aeroporto de São Paulo está com ocupação máxima e esses voos vão para o Galeão. Dessa forma, a reabertura do Santos Dumont não atrapalha os objetivos do governador – disse Janot.

Desde que a Anac autorizou voos de grande porte no Santos Dumont, a agência recebeu 100 pedidos para novos trechos, sendo 34 da Tam, 32 da Gol, 14 da OceanAir, 6 da WebJet e 14 da Azul. Todos os pedidos da Azul já foram autorizados pela Anac.