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Publicado: 6/02/2009 | 09:54
Negociação salarial em tempos de crise, Sindicatos precisam estar melhor preparados
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Sindicatos que negociaram reajustes após novembro, quando os efeitos da crise começaram a ser sentidos de forma mais acentuada no Brasil, receberam propostas de aumento de 1%, muito inferior à inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 6,48% em 2008. O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) informou que há cinco anos a maioria das negociações entre empresários e trabalhadores teve reajustes acima da inflação. Em 2007, houve ganho real em quase 90% dos casos, o maior percentual desde 1996. Para o órgão, o crescimento da massa dos rendimentos (volume que as famílias dispõem para os gastos) conseguido a partir de 2004 foi um dos principais motores do aumento do consumo e do crescimento econômico. Com a perspectiva de desaceleração econômica, a pauta dos sindicatos deve migrar da defesa de reajustes elevados para a manutenção do emprego. Pesquisa divulgada nesta semana pela CNT/Sensus revela que quase a metade dos brasileiros tem o receio de perder o emprego em consequência da crise econômica internacional. O levantamento aponta, ainda, que 50% da população é favorável à redução da jornada de trabalho com a consequente redução dos salários --alternativa para que as empresas evitem demitir e enfrentem a crise internacional. Entre os entrevistados, 38,9% se mostraram contrários à redução de jornada de trabalho como medida para conter a crise. Quanto ao receio de perder os empregos, 42,7% se mostraram preocupados com essa possibilidade, enquanto 43,8% afirmaram não ter medo de perder sua atividade econômica caso a crise se agrave no país. FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO |
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Sindicatos que negociaram reajustes após novembro, quando os efeitos da crise começaram a ser sentidos de forma mais acentuada no Brasil, receberam propostas de aumento de 1%, muito inferior à inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 6,48% em 2008. O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) informou que há cinco anos a maioria das negociações entre empresários e trabalhadores teve reajustes acima da inflação. Em 2007, houve ganho real em quase 90% dos casos, o maior percentual desde 1996. Para o órgão, o crescimento da massa dos rendimentos (volume que as famílias dispõem para os gastos) conseguido a partir de 2004 foi um dos principais motores do aumento do consumo e do crescimento econômico. Com a perspectiva de desaceleração econômica, a pauta dos sindicatos deve migrar da defesa de reajustes elevados para a manutenção do emprego. Pesquisa divulgada nesta semana pela CNT/Sensus revela que quase a metade dos brasileiros tem o receio de perder o emprego em consequência da crise econômica internacional. O levantamento aponta, ainda, que 50% da população é favorável à redução da jornada de trabalho com a consequente redução dos salários --alternativa para que as empresas evitem demitir e enfrentem a crise internacional. Entre os entrevistados, 38,9% se mostraram contrários à redução de jornada de trabalho como medida para conter a crise. Quanto ao receio de perder os empregos, 42,7% se mostraram preocupados com essa possibilidade, enquanto 43,8% afirmaram não ter medo de perder sua atividade econômica caso a crise se agrave no país. FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO |
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