antigas Publicado: 16/10/2008 | 11:17

Bancários: pressão e mobilização forçam banqueiros a negociar

Com CB e Bancários do DF

A greve dos bancários completa 17 dias em Brasília e hoje o impasse pode chegar ao fim depois de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. O desembargador Nelson Nazar, vice-presidente do TRT da 2ª região, convocou representantes dos patrões e trabalhadores para intermediar as negociações e acabar com a paralisação.

 

Após o encontro, o Comando Nacional de Greve terá 48 horas, a partir de sexta-feira, para avaliar a proposta salarial em assembléias e, caso optem por manter a paralisação, poderão retomá-la depois de cinco dias úteis se não houver acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Febraban).

 

Em audiência ontem na Procuradoria Regional do Trabalho de Brasília, o Sindicato dos Bancários acusou o Bradesco de criar um “ambiente de intimidação” e desrespeito à Lei de Greve nas agências, com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal. Ao contrário dos demais bancos, a instituição tem 90% dos pontos de atendimento em funcionamento durante a greve.

 

Por meio da assessoria de imprensa, o Bradesco informou que “respeitando a Lei de Greve, adota medidas judiciais com o objetivo de garantir o direito de acesso às agências bancárias e serviços financeiros”, mas não especificou as medidas judiciais. Já a Polícia Militar do DF informou que qualquer declaração sobre o assunto só seria dada hoje.

 

Pressão e mobilização

Bancos fechados, mobilização nas ruas e iniciativas dos bancários no Parlamento forçaram os patrões a retomarem as negociações. A Justiça do Trabalho já havia determinado, na terça-feira (14), que a Fenaban retomasse o diálogo com o Comando Nacional dos Bancários hoje (16). O Banco do Brasil, a Caixa e o BRB decidiram sentar-se com as representações de seus empregados, também hoje, para tratar das reivindicações específicas.  

 

A decisão das direções do BB e da Caixa de voltar à mesa de negociação já nesta quinta-feira foi tomada após entendimentos com parlamentares que foram mobilizados para a intermediar do diálogo a partir de iniciativas dos bancários no Congresso Nacional. As conversas ocorreram ontem em reuniões com a presidenta da Caixa, Maria Fernanda Coelho, e com o vice-presidente de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental do BB, Luiz Oswaldo.

 

Estiveram presentes nos dois encontros o coordenador da Bancada do Distrito Federal no Congresso e mediador das negociações, Geraldo Magela (PT/DF), os deputados federais Daniel Almeida (PCdoB/BA), Perpétua Almeida (PCdoB/AC), Tarcísio Zimmermann (PT/RS), Chico Lopes (PCdoB/CE), e Tadeu Filipelli (PMDB/DF). A deputada distrital Erika Kokay (PT), bancária da Caixa e ex-presidenta do Sindicato, também participou das articulações e esteve presente nas reuniões com os dirigentes das empresas.

 

A presidenta da Caixa disse estar disposta a negociar com os bancários, independente da proposta que deve ser feita pela Fenaban.

 

A comissão que vem atuando no Parlamento é composta pelos diretores do Sindicato Eduardo Araújo, Raimundo Félix e Rosane Alaby, pelo diretor da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec/CN) José Pacheco e por trabalhadores do BB, Caixa, BRB e bancos privados.

 

“Em nome dos bancários, o Sindicato agradece o empenho dos deputados em tentar buscar canais de diálogo com os representantes dos bancos”, diz o secretário-geral do Sindicato, André Nepomuceno.

 

200 anos do BB

O Senado realiza hoje, a partir das 14h, sessão solene em homenagem aos 200 anos do Banco do Brasil. O Sindicato vai participar do evento e entregará carta aberta aos senadores sobre a greve da categoria.

Com CB e Bancários do DF

A greve dos bancários completa 17 dias em Brasília e hoje o impasse pode chegar ao fim depois de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. O desembargador Nelson Nazar, vice-presidente do TRT da 2ª região, convocou representantes dos patrões e trabalhadores para intermediar as negociações e acabar com a paralisação.

 

Após o encontro, o Comando Nacional de Greve terá 48 horas, a partir de sexta-feira, para avaliar a proposta salarial em assembléias e, caso optem por manter a paralisação, poderão retomá-la depois de cinco dias úteis se não houver acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Febraban).

 

Em audiência ontem na Procuradoria Regional do Trabalho de Brasília, o Sindicato dos Bancários acusou o Bradesco de criar um “ambiente de intimidação” e desrespeito à Lei de Greve nas agências, com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal. Ao contrário dos demais bancos, a instituição tem 90% dos pontos de atendimento em funcionamento durante a greve.

 

Por meio da assessoria de imprensa, o Bradesco informou que “respeitando a Lei de Greve, adota medidas judiciais com o objetivo de garantir o direito de acesso às agências bancárias e serviços financeiros”, mas não especificou as medidas judiciais. Já a Polícia Militar do DF informou que qualquer declaração sobre o assunto só seria dada hoje.

 

Pressão e mobilização

Bancos fechados, mobilização nas ruas e iniciativas dos bancários no Parlamento forçaram os patrões a retomarem as negociações. A Justiça do Trabalho já havia determinado, na terça-feira (14), que a Fenaban retomasse o diálogo com o Comando Nacional dos Bancários hoje (16). O Banco do Brasil, a Caixa e o BRB decidiram sentar-se com as representações de seus empregados, também hoje, para tratar das reivindicações específicas.  

 

A decisão das direções do BB e da Caixa de voltar à mesa de negociação já nesta quinta-feira foi tomada após entendimentos com parlamentares que foram mobilizados para a intermediar do diálogo a partir de iniciativas dos bancários no Congresso Nacional. As conversas ocorreram ontem em reuniões com a presidenta da Caixa, Maria Fernanda Coelho, e com o vice-presidente de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental do BB, Luiz Oswaldo.

 

Estiveram presentes nos dois encontros o coordenador da Bancada do Distrito Federal no Congresso e mediador das negociações, Geraldo Magela (PT/DF), os deputados federais Daniel Almeida (PCdoB/BA), Perpétua Almeida (PCdoB/AC), Tarcísio Zimmermann (PT/RS), Chico Lopes (PCdoB/CE), e Tadeu Filipelli (PMDB/DF). A deputada distrital Erika Kokay (PT), bancária da Caixa e ex-presidenta do Sindicato, também participou das articulações e esteve presente nas reuniões com os dirigentes das empresas.

 

A presidenta da Caixa disse estar disposta a negociar com os bancários, independente da proposta que deve ser feita pela Fenaban.

 

A comissão que vem atuando no Parlamento é composta pelos diretores do Sindicato Eduardo Araújo, Raimundo Félix e Rosane Alaby, pelo diretor da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec/CN) José Pacheco e por trabalhadores do BB, Caixa, BRB e bancos privados.

 

“Em nome dos bancários, o Sindicato agradece o empenho dos deputados em tentar buscar canais de diálogo com os representantes dos bancos”, diz o secretário-geral do Sindicato, André Nepomuceno.

 

200 anos do BB

O Senado realiza hoje, a partir das 14h, sessão solene em homenagem aos 200 anos do Banco do Brasil. O Sindicato vai participar do evento e entregará carta aberta aos senadores sobre a greve da categoria.