antigas Publicado: 6/08/2008 | 09:35

Deputados se unem contra MP que cria Ministério da Pesca

Folha de S. Paulo

GASTO PÚBLICO

Líderes da oposição e do governo na Câmara se uniram ontem em críticas à medida provisória que transformou a Secretaria da Pesca em ministério, criando mais de 250 cargos. Em reunião de líderes, o próprio presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi o mais crítico.
O petista alega que não há urgência na MP e reclama que ele não foi ouvido pelo governo sobre o assunto.
"O presidente [Lula] teve o cuidado de pedir que eu fosse consultado [sobre a edição da medida], e eu falei contra. Mas o que eu disse não chegou exatamente no governo, acho que teve um curto-circuito na informação. Depois de seis anos, a Secretaria da Pesca virar ministério, é difícil justificar a urgência desta MP", afirmou.
O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), admitiu que houve um sentimento generalizado de que a medida é inoportuna.
A oposição também teceu fortes críticas à MP. Para o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), a MP é uma afronta à Casa. "É uma coisa gritante, parece que o governo está querendo dificultar as votações na Câmara", disse.

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Líderes da oposição e do governo na Câmara se uniram ontem em críticas à medida provisória que transformou a Secretaria da Pesca em ministério, criando mais de 250 cargos. Em reunião de líderes, o próprio presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi o mais crítico.
O petista alega que não há urgência na MP e reclama que ele não foi ouvido pelo governo sobre o assunto.
"O presidente [Lula] teve o cuidado de pedir que eu fosse consultado [sobre a edição da medida], e eu falei contra. Mas o que eu disse não chegou exatamente no governo, acho que teve um curto-circuito na informação. Depois de seis anos, a Secretaria da Pesca virar ministério, é difícil justificar a urgência desta MP", afirmou.
O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), admitiu que houve um sentimento generalizado de que a medida é inoportuna.
A oposição também teceu fortes críticas à MP. Para o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), a MP é uma afronta à Casa. "É uma coisa gritante, parece que o governo está querendo dificultar as votações na Câmara", disse.