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Publicado: 22/07/2008 | 11:34
Funcionários dos Correios aceitam acordo: greve acaba, menos em MG
Eliane Oliveira, Mônica Tavares e Danielle Abreu O Globo
Empresa prevê 2 semanas para regularizar entrega de cartas e encomendas
A greve dos funcionários dos Correios acabou ontem, inclusive no Rio, depois que os trabalhadores aceitaram o acordo com o governo. Eles voltam hoje ao trabalho, exceto em Minas Gerais, após 21 dias de paralisação.
Segundo os organizadores do movimento, o saldo foi positivo, depois que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, entrou pessoalmente nas negociações e cedeu a praticamente todas as reivindicações. A expectativa dos trabalhadores é que a entrega de correspondência e objetos somente seja totalmente regularizada em 14 dias.
O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), Manoel Cantoara, disse que a volta ao trabalho foi aprovada por todos os sindicatos, menos pelo de Minas Gerais.
- Todo o Brasil voltou a trabalhar - disse Cantoara. - A federação, os sindicatos e, principalmente, os trabalhadores estão de parabéns pela maturidade demonstrada na luta.
Os Correios têm 43 mil carteiros. Desde 1º de julho, quando começou a greve, 127,519 milhões de correspondências deixaram de ser entregues no país, conforme dados dos Correios. Dos 10,9 milhões de encomendas, porém, 97,6% foram entregues.
Como acertado com o ministro no sábado, não haverá desconto dos dias parados - estes serão compensados com um banco de horas. Os carteiros receberão uma gratificação de 30% do salário, e os atendentes e motoristas terão bônus de R$260. O plano de cargos, carreiras e salários continuará sendo discutido com a direção dos Correios.
Também foi acertado que o valor dos vales-refeição/alimentação/cesta será creditado depois do encerramento total da greve. O acordo custará entre R$120 milhões e R$130 milhões por ano à estatal.
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Eliane Oliveira, Mônica Tavares e Danielle Abreu |
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O Globo |
Empresa prevê 2 semanas para regularizar entrega de cartas e encomendas
A greve dos funcionários dos Correios acabou ontem, inclusive no Rio, depois que os trabalhadores aceitaram o acordo com o governo. Eles voltam hoje ao trabalho, exceto em Minas Gerais, após 21 dias de paralisação.
Segundo os organizadores do movimento, o saldo foi positivo, depois que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, entrou pessoalmente nas negociações e cedeu a praticamente todas as reivindicações. A expectativa dos trabalhadores é que a entrega de correspondência e objetos somente seja totalmente regularizada em 14 dias.
O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), Manoel Cantoara, disse que a volta ao trabalho foi aprovada por todos os sindicatos, menos pelo de Minas Gerais.
- Todo o Brasil voltou a trabalhar - disse Cantoara. - A federação, os sindicatos e, principalmente, os trabalhadores estão de parabéns pela maturidade demonstrada na luta.
Os Correios têm 43 mil carteiros. Desde 1º de julho, quando começou a greve, 127,519 milhões de correspondências deixaram de ser entregues no país, conforme dados dos Correios. Dos 10,9 milhões de encomendas, porém, 97,6% foram entregues.
Como acertado com o ministro no sábado, não haverá desconto dos dias parados - estes serão compensados com um banco de horas. Os carteiros receberão uma gratificação de 30% do salário, e os atendentes e motoristas terão bônus de R$260. O plano de cargos, carreiras e salários continuará sendo discutido com a direção dos Correios.
Também foi acertado que o valor dos vales-refeição/alimentação/cesta será creditado depois do encerramento total da greve. O acordo custará entre R$120 milhões e R$130 milhões por ano à estatal.