Publicado: 20/06/2008 | 15:38

CIDADES MINEIRAS SUSPEITAS DE DESVIO DE VERBAS DA UNIÃO

Polícia Federal desencadeia investigações em sete estados. Parte da verba desviada, cerca de R$ 700 milhões, seria proveniente do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Para o presidente da Fesempre, Aldo Liberato, "esta operação é de extremo interesse para a sociedade, ainda mais por estarmos em ano de eleições”.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 20, uma grande operação simultânea em sete estados para revelar possível esquema de fraude. Denominada “João de Barro”, a operação investiga desvios nas transferências voluntárias da União nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Tocantins e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal.

 

De acordo com o que foi veiculado pelo site do jornal O Tempo (www.otempo.com.br), só em Minas Gerais são 18 prefeituras suspeitas de desvio de recursos, que deveriam ser destinados à construção de casas populares. Parte da verba, que já teria atingido a casa dos R$ 700 milhões, seria proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Contagem investigada

Por conta da Operação João de Barro a Prefeitura de Contagem, município da Região Metropolitana, permanece fechada nesta manhã para cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Aldo Liberato, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Contagem (SINDISCON) e da FESEMPRE, comenta o acontecimento.

 

“Esta operação é de extremo interesse para a sociedade, ainda mais por estarmos em ano de eleições. A PF tem realizado um excelente trabalho e esperamos que continue com este intento, pois somente com vigília constante e punição exemplar dos corruptos será possível assegurar a idoneidade no Poder Público”. Além de Contagem, as prefeituras de Formiga, Vespasiano, Ribeirão das Neves, Teófilo Otoni, Montes Claros, Governador Valadares, Juiz de Fora e Varginha estão entre as investigadas.

 

Devassa no setor público

A Operação João de Barro é mais uma das que a PF tem realizado nos últimos anos, com grande repercussão na mídia, para revelar esquemas de fraude no setor público. Nesta semana investigações da Operação Passárgada determinaram a prisão de 14 pessoas em Minas, entre elas o até então prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, acusadas de desvio no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

 

A Operação João de Barro teve início a partir de denúncias veiculadas pela imprensa. Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 29 municípios do Leste do Estado revelou indícios de fraude na execução de obras, que não atingiram o número de construções previstas nem sequer o padrão de qualidade exigido.

 

Fonte: Fesempre