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Publicado: 4/06/2008 | 10:29
Presidente não dá entrevista e deixa de falar sobre Amazônia
| Lisandra Paraguassú |
| O Estado de S. Paulo |
Um atraso na agenda do primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, tirou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a necessidade - ou oportunidade - de ter de responder a dezenas de jornalistas brasileiros e estrangeiros sobre o enorme avanço do desmatamento recente na Amazônia.
Depois de esperar por mais de uma hora que Zapatero iniciasse sua entrevista coletiva, marcada para a mesma sala, ontem, na sede do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o presidente brasileiro desistiu e decidiu voltar para casa sem falar.
A possibilidade de ouvir Lula responder a perguntas depois do duro discurso de meia hora que fez na abertura da conferência da FAO atraiu jornalistas de vários países. Por causa da demora de Zapatero, a organização do evento chegou a ser cobrada pelos jornalistas para que trocasse a escala, mas informou que Lula teria “gentilmente” decidido esperar pelo tempo do colega espanhol.
Depois de terminar todas as conversas bilaterais, o presidente brasileiro decidiu não esperar mais e ir até a sala da entrevista, mas foi advertido que, naquele momento, Zapatero estava chegando para ocupá-la. Lula foi embora e embarcou para o Brasil quase uma hora mais cedo do que o previsto.
Em seu discurso na abertura, um dos pontos mais fortes foi justamente a defesa que fez da Amazônia, classificando de uma “bobagem sem pé nem cabeça” as tentativas de associar o desmatamento com a produção de biocombustíveis. “A Região Norte, onde fica quase toda a Floresta Amazônica, tem apenas 21 mil hectares de cana, o equivalente a 0,3% da área total dos canaviais do Brasil. Ou seja, 99,7% da cana está a pelo menos 2 mil quilômetros da Floresta Amazônica. Isto é, a distância entre nossos canaviais e a Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlin”, afirmou.
Mas faltou ao presidente explicar o que aconteceu com os 1.123 quilômetros quadrados de mata que desapareceram no último mês.
| Lisandra Paraguassú |
| O Estado de S. Paulo |
Um atraso na agenda do primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, tirou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a necessidade - ou oportunidade - de ter de responder a dezenas de jornalistas brasileiros e estrangeiros sobre o enorme avanço do desmatamento recente na Amazônia.
Depois de esperar por mais de uma hora que Zapatero iniciasse sua entrevista coletiva, marcada para a mesma sala, ontem, na sede do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o presidente brasileiro desistiu e decidiu voltar para casa sem falar.
A possibilidade de ouvir Lula responder a perguntas depois do duro discurso de meia hora que fez na abertura da conferência da FAO atraiu jornalistas de vários países. Por causa da demora de Zapatero, a organização do evento chegou a ser cobrada pelos jornalistas para que trocasse a escala, mas informou que Lula teria “gentilmente” decidido esperar pelo tempo do colega espanhol.
Depois de terminar todas as conversas bilaterais, o presidente brasileiro decidiu não esperar mais e ir até a sala da entrevista, mas foi advertido que, naquele momento, Zapatero estava chegando para ocupá-la. Lula foi embora e embarcou para o Brasil quase uma hora mais cedo do que o previsto.
Em seu discurso na abertura, um dos pontos mais fortes foi justamente a defesa que fez da Amazônia, classificando de uma “bobagem sem pé nem cabeça” as tentativas de associar o desmatamento com a produção de biocombustíveis. “A Região Norte, onde fica quase toda a Floresta Amazônica, tem apenas 21 mil hectares de cana, o equivalente a 0,3% da área total dos canaviais do Brasil. Ou seja, 99,7% da cana está a pelo menos 2 mil quilômetros da Floresta Amazônica. Isto é, a distância entre nossos canaviais e a Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlin”, afirmou.
Mas faltou ao presidente explicar o que aconteceu com os 1.123 quilômetros quadrados de mata que desapareceram no último mês.