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Publicado: 9/05/2008 | 09:24
Dilma em alta ao lado de Lula
| Gustavo Krieger e Daniel Pereira |
| Correio Braziliense |
Depois do desempenho no Senado, candidatura da ministra ganha força com o presidente. Temor é que o caso do dossiê reacenda com a revelação do vazamento
Antes da revelação de ontem, de que o dossiê foi mesmo vazado por um funcionário da Casa Civil, o bom desempenho no depoimento ao Senado havia feito com que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ganhasse pontos na disputa particular para ser a candidata oficial à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nessa corrida, o principal objetivo é ganhar a simpatia de Lula. Ontem, ele não escondia a admiração pelo desempenho da ministra no teste do Senado. Em conversas reservadas, provocou auxiliares que tinham feito previsões catastróficas sobre o depoimento de Dilma. E em público, alfinetou a oposição. À noite, o Planalto exibia mais cautela, com a possibilidade de o assunto reacender a CPI dos Cartões.
Dilma passou por um teste importante, mas a avaliação dentro do governo é que ela continua a ter um enorme desafio pela frente antes de consolidar-se como candidata à Presidência da República. Tem de ganhar pontos nas pesquisas. Nas últimas semanas, ela se beneficiou de uma superexposição garantida por Lula, que a transformou em estrela das cerimônias de lançamento de obras em todo o Brasil. Mesmo assim, cresceu pouco e ainda está longe dos candidatos mais bem posicionados.
Havia um temor no governo de que o depoimento destruísse a candidatura de Dilma. Receava-se que o temperamento explosivo da ministra não resistisse às provocações da oposição. Lula chegou a pedir ao marqueteiro João Santana que avaliasse o desempenho dela. Dilma surpreendeu. Dominou o debate e destacou-se ao enfrentar o líder do DEM, José Agripino (RN). Ele lembrou que a ministra dissera numa entrevista que mentiu durante os interrogatórios enquanto esteve presa pela ditadura militar. Ela respondeu que se orgulhava de ter resistido à tortura. Deixou os governistas eufóricos e a oposição constrangida.
Elogio
Em discurso na cerimônia de lançamento do Plano Amazônia Sustentável, Lula fez questão de elogiar o desempenho de Dilma. “Nosso governo não tem medo de debate. Aliás, quero te parabenizar, Dilma, pela tua participação no Senado. Certamente, você foi motivo de orgulho para quem, junto com você, participa do governo e para o povo brasileiro”, declarou Lula.
Mais tarde, depois de outra cerimônia, voltou a elogiar a “mãe do PAC” e aproveitou para provocar Agripino. “Houve duas coisas importantes. Primeiro, a Dilma é muito segura das coisas que tem que fazer. Segundo, eu acho que o Senado foi muito democrático, não houve ofensa nem pergunta desaforada”, afirmou Lula. “Em relação às declarações do Agripino, acho que ele fez o que não deveria fazer. Um homem com a experiência política dele achou que certamente iria abafar, iria colocar a Dilma em uma situação delicada, mas no fundo, no fundo, acho que ele que ficou em uma situação delicada.”
| Gustavo Krieger e Daniel Pereira |
| Correio Braziliense |
Depois do desempenho no Senado, candidatura da ministra ganha força com o presidente. Temor é que o caso do dossiê reacenda com a revelação do vazamento
Antes da revelação de ontem, de que o dossiê foi mesmo vazado por um funcionário da Casa Civil, o bom desempenho no depoimento ao Senado havia feito com que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ganhasse pontos na disputa particular para ser a candidata oficial à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nessa corrida, o principal objetivo é ganhar a simpatia de Lula. Ontem, ele não escondia a admiração pelo desempenho da ministra no teste do Senado. Em conversas reservadas, provocou auxiliares que tinham feito previsões catastróficas sobre o depoimento de Dilma. E em público, alfinetou a oposição. À noite, o Planalto exibia mais cautela, com a possibilidade de o assunto reacender a CPI dos Cartões.
Dilma passou por um teste importante, mas a avaliação dentro do governo é que ela continua a ter um enorme desafio pela frente antes de consolidar-se como candidata à Presidência da República. Tem de ganhar pontos nas pesquisas. Nas últimas semanas, ela se beneficiou de uma superexposição garantida por Lula, que a transformou em estrela das cerimônias de lançamento de obras em todo o Brasil. Mesmo assim, cresceu pouco e ainda está longe dos candidatos mais bem posicionados.
Havia um temor no governo de que o depoimento destruísse a candidatura de Dilma. Receava-se que o temperamento explosivo da ministra não resistisse às provocações da oposição. Lula chegou a pedir ao marqueteiro João Santana que avaliasse o desempenho dela. Dilma surpreendeu. Dominou o debate e destacou-se ao enfrentar o líder do DEM, José Agripino (RN). Ele lembrou que a ministra dissera numa entrevista que mentiu durante os interrogatórios enquanto esteve presa pela ditadura militar. Ela respondeu que se orgulhava de ter resistido à tortura. Deixou os governistas eufóricos e a oposição constrangida.
Elogio
Em discurso na cerimônia de lançamento do Plano Amazônia Sustentável, Lula fez questão de elogiar o desempenho de Dilma. “Nosso governo não tem medo de debate. Aliás, quero te parabenizar, Dilma, pela tua participação no Senado. Certamente, você foi motivo de orgulho para quem, junto com você, participa do governo e para o povo brasileiro”, declarou Lula.
Mais tarde, depois de outra cerimônia, voltou a elogiar a “mãe do PAC” e aproveitou para provocar Agripino. “Houve duas coisas importantes. Primeiro, a Dilma é muito segura das coisas que tem que fazer. Segundo, eu acho que o Senado foi muito democrático, não houve ofensa nem pergunta desaforada”, afirmou Lula. “Em relação às declarações do Agripino, acho que ele fez o que não deveria fazer. Um homem com a experiência política dele achou que certamente iria abafar, iria colocar a Dilma em uma situação delicada, mas no fundo, no fundo, acho que ele que ficou em uma situação delicada.”