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Publicado: 12/02/2008 | 09:07
Congresso dividido
Fernanda Odilla e Leandro Colon
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Enquanto base e oposição negociam a criação da CPI mista dos cartões corporativos, deputados e senadores não se entendem quando o assunto é o rendimento dos trabalhos no plenário durante as investigações. No Senado, líderes acreditam que a pauta será comprometida com a CPI. Na Câmara, o entendimento é exatamente o oposto. Para os deputados, o que atrapalha é o grande volume de medidas provisórias que trancam a pauta.
“É papel do parlamentar investigar. É tolice achar que não consegue votar no plenário e participar de uma CPI”, avalia o líder tucano na Câmara, Antônio Carlos Panunzzio (SP). Do outro lado do Congresso, outro tucano entoa discurso diferente. “A CPI sempre atrapalha, temos as medidas provisórias entulhando a pauta, temos a CPI das ONGs, não será fácil”, avalia Arthur Virgílio (AM), liderança tucana do PSDB no Senado.
O DEM do Senado e o da Câmara também não se entendem. “É evidente que a CPI sempre complica a pauta. O clima político fica exacerbado”, avalia José Agripino (RN), líder do DEM no Senado. Na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), líder dos deputados do DEM, não vê interferência nenhuma. “O que atrapalha é o excesso de medida provisória”, avalia Onyx. Ontem, no primeiro dia de votações no Congresso, os deputados apreciaram uma MP, que concede crédito extraordinário de R$ 3,25 bilhões a diferentes ministérios.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reforçou durante reunião de líderes a necessidade de fazer com que o trâmite das medidas provisórias não paralise as votações do plenário. Seis MPs estão trancando a pauta da Câmara.
Fernanda Odilla e Leandro Colon
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Enquanto base e oposição negociam a criação da CPI mista dos cartões corporativos, deputados e senadores não se entendem quando o assunto é o rendimento dos trabalhos no plenário durante as investigações. No Senado, líderes acreditam que a pauta será comprometida com a CPI. Na Câmara, o entendimento é exatamente o oposto. Para os deputados, o que atrapalha é o grande volume de medidas provisórias que trancam a pauta.
“É papel do parlamentar investigar. É tolice achar que não consegue votar no plenário e participar de uma CPI”, avalia o líder tucano na Câmara, Antônio Carlos Panunzzio (SP). Do outro lado do Congresso, outro tucano entoa discurso diferente. “A CPI sempre atrapalha, temos as medidas provisórias entulhando a pauta, temos a CPI das ONGs, não será fácil”, avalia Arthur Virgílio (AM), liderança tucana do PSDB no Senado.
O DEM do Senado e o da Câmara também não se entendem. “É evidente que a CPI sempre complica a pauta. O clima político fica exacerbado”, avalia José Agripino (RN), líder do DEM no Senado. Na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), líder dos deputados do DEM, não vê interferência nenhuma. “O que atrapalha é o excesso de medida provisória”, avalia Onyx. Ontem, no primeiro dia de votações no Congresso, os deputados apreciaram uma MP, que concede crédito extraordinário de R$ 3,25 bilhões a diferentes ministérios.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reforçou durante reunião de líderes a necessidade de fazer com que o trâmite das medidas provisórias não paralise as votações do plenário. Seis MPs estão trancando a pauta da Câmara.