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Publicado: 15/01/2008 | 10:23
Múcio apressa nomeações
Jornal de Brasília
Ministro das Relações Institucionais quer atender logo pedidos do PMDB
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse ontem que as nomeações de cargos nas estatais serão aceleradas nesta semana, mas voltou a negar que o Governo Federal pretenda utilizá-las como "moeda de troca" nas negociações dos cortes e nas votações do Orçamento da União de 2008 e do pacote tributário pelo Congresso.
O ministro afirmou que começam a ser superados os "entraves" que emperram as nomeações. "Vamos vencer as dificuldades", disse Múcio.
Na volta da viagem à Guatemala e Cuba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve formalizar o convite ao senador Edison Lobão (PMDB-MA) para assumir o Ministério de Minas e Energia.
Lobão, no entanto, enfrentará restrições para nomear sua equipe. Ele contará apenas com os cargos vagos, uma vez que os já ocupados permanecerão com o PT. Mas a expectativa da cúpula do PMDB é que o presidente Lula acelere as nomeações nas estatais Eletrosul e Eletronorte para atender questões estaduais e regionais.
Emendas
O ministro disse também que deverá se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir a liberação de emendas parlamentares do Orçamento de 2007 que foram empenhadas, mas ainda não tiveram os recursos liberados pelo Tesouro.
"Geralmente, as emendas não são pagas por problemas de ordem burocrática. A emenda é empenhada, mas o município está inadimplente, por exemplo", explicou Múcio.
Quanto aos cortes nas emendas para adequar o Orçamento de 2008 ao "rombo" provocado pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o Governo Federal vai aguardar que os ministros Mantega e Paulo Bernardo (Planejamento) voltem das férias na próxima semana.
A tarefa, agora, está nas mãos do presidente da Comissão de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB), e do relator do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE).
Lobão Filho se defende
Acusado de utilizar laranja para ocultar dívidas, o empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) negou ontem que tenha cometido irregularidades para "fugir do fisco". Mas manteve a confirmação de que suas cotas numa empresa distribuidora de bebidas foram transferidas para uma terceira pessoa, a qual diz não conhecer. Em nota, o empresário – suplente do pai, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), cotado para assumir o ministério de Minas e Energia – atribuiu as denúncias ao fato de ele vir a assumir uma vaga no Senado. "Acredito que fatos antigos só estão sendo remexidos para tentar criar um clima de intimidação em virtude da minha condição de suplente de senador", disse Lobão Filho.
Ele é acusado de transferir ações da empresa de bebidas Bemar para o nome da empregada doméstica Maria Lúcia Martins. Ela trabalhava para seu ex-sócio, Marco Antonio da Costa.
Segundo o empresário, foi seu ex-sócio que teria escolhido uma "pessoa de confiança" para transferir as ações. Lobão Filho disse que não conhecia a empregada nem sabia de sua profissão. "Não sabia que Maria Lúcia era empregada doméstica de Marco Antonio, não sei por que ele tomou tal decisão e não tive absolutamente nenhuma participação na mesma".
O esquema foi denunciado em reportagem da revista Veja desta semana. Segundo a matéria, a intenção de Lobão Filho seria fugir de dívidas do fisco. Na nota, ele negou essa intenção.
Senador acusa rivais
O senador Edison Lobão (PMDB-MA) acusou ontem adversários políticos de usarem a imprensa para promover ataques contra ele e sua família. Ele disse que passou a ser perseguido após ser indicado pelo PMDB para assumir a pasta de Minas e Energia, cuja nomeação deverá ser confirmada pelo presidente Lula amanhã.
"Nessas horas, os adversários políticos sempre procuram municiar a imprensa contra pessoas que vão assumir cargo desta natureza. É uma coisa dolorosa. Ainda bem que fuçam a minha vida e não encontram nada. Aí atacam a família do sujeito", afirmou o senador. "Não tem nada contra mim. Estão atacando meu filho, na sua vida empresarial."
Integrante do grupo político da família Sarney, Lobão não quis dizer quem estaria interessado em prejudicá-lo. Descartou a possibilidade de o governador Jackson Lago (PDT) estar por trás das denúncias. "Com ele tenho boa relação. Não vou nomear (adversários). Acho que essa coisa é encomendada, mas paciência. Não quero acusar ninguém porque não há provas concretas", disse.
Apesar da pressão, o senador disse que mantém sua vontade de assumir o ministério. Ele contou que, na sexta-feira, conversou por telefone com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. "Ela me disse que não tinha absolutamente nada contra mim. Que nunca havia feito nenhuma manifestação contrária à minha nomeação", afirmou, referindo-se aos boatos de que Dilma preferia um técnico no cargo.
Jornal de Brasília
Ministro das Relações Institucionais quer atender logo pedidos do PMDB
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse ontem que as nomeações de cargos nas estatais serão aceleradas nesta semana, mas voltou a negar que o Governo Federal pretenda utilizá-las como "moeda de troca" nas negociações dos cortes e nas votações do Orçamento da União de 2008 e do pacote tributário pelo Congresso.
O ministro afirmou que começam a ser superados os "entraves" que emperram as nomeações. "Vamos vencer as dificuldades", disse Múcio.
Na volta da viagem à Guatemala e Cuba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve formalizar o convite ao senador Edison Lobão (PMDB-MA) para assumir o Ministério de Minas e Energia.
Lobão, no entanto, enfrentará restrições para nomear sua equipe. Ele contará apenas com os cargos vagos, uma vez que os já ocupados permanecerão com o PT. Mas a expectativa da cúpula do PMDB é que o presidente Lula acelere as nomeações nas estatais Eletrosul e Eletronorte para atender questões estaduais e regionais.
Emendas
O ministro disse também que deverá se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir a liberação de emendas parlamentares do Orçamento de 2007 que foram empenhadas, mas ainda não tiveram os recursos liberados pelo Tesouro.
"Geralmente, as emendas não são pagas por problemas de ordem burocrática. A emenda é empenhada, mas o município está inadimplente, por exemplo", explicou Múcio.
Quanto aos cortes nas emendas para adequar o Orçamento de 2008 ao "rombo" provocado pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o Governo Federal vai aguardar que os ministros Mantega e Paulo Bernardo (Planejamento) voltem das férias na próxima semana.
A tarefa, agora, está nas mãos do presidente da Comissão de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB), e do relator do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE).
Lobão Filho se defende
Acusado de utilizar laranja para ocultar dívidas, o empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) negou ontem que tenha cometido irregularidades para "fugir do fisco". Mas manteve a confirmação de que suas cotas numa empresa distribuidora de bebidas foram transferidas para uma terceira pessoa, a qual diz não conhecer. Em nota, o empresário – suplente do pai, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), cotado para assumir o ministério de Minas e Energia – atribuiu as denúncias ao fato de ele vir a assumir uma vaga no Senado. "Acredito que fatos antigos só estão sendo remexidos para tentar criar um clima de intimidação em virtude da minha condição de suplente de senador", disse Lobão Filho.
Ele é acusado de transferir ações da empresa de bebidas Bemar para o nome da empregada doméstica Maria Lúcia Martins. Ela trabalhava para seu ex-sócio, Marco Antonio da Costa.
Segundo o empresário, foi seu ex-sócio que teria escolhido uma "pessoa de confiança" para transferir as ações. Lobão Filho disse que não conhecia a empregada nem sabia de sua profissão. "Não sabia que Maria Lúcia era empregada doméstica de Marco Antonio, não sei por que ele tomou tal decisão e não tive absolutamente nenhuma participação na mesma".
O esquema foi denunciado em reportagem da revista Veja desta semana. Segundo a matéria, a intenção de Lobão Filho seria fugir de dívidas do fisco. Na nota, ele negou essa intenção.
Senador acusa rivais
O senador Edison Lobão (PMDB-MA) acusou ontem adversários políticos de usarem a imprensa para promover ataques contra ele e sua família. Ele disse que passou a ser perseguido após ser indicado pelo PMDB para assumir a pasta de Minas e Energia, cuja nomeação deverá ser confirmada pelo presidente Lula amanhã.
"Nessas horas, os adversários políticos sempre procuram municiar a imprensa contra pessoas que vão assumir cargo desta natureza. É uma coisa dolorosa. Ainda bem que fuçam a minha vida e não encontram nada. Aí atacam a família do sujeito", afirmou o senador. "Não tem nada contra mim. Estão atacando meu filho, na sua vida empresarial."
Integrante do grupo político da família Sarney, Lobão não quis dizer quem estaria interessado em prejudicá-lo. Descartou a possibilidade de o governador Jackson Lago (PDT) estar por trás das denúncias. "Com ele tenho boa relação. Não vou nomear (adversários). Acho que essa coisa é encomendada, mas paciência. Não quero acusar ninguém porque não há provas concretas", disse.
Apesar da pressão, o senador disse que mantém sua vontade de assumir o ministério. Ele contou que, na sexta-feira, conversou por telefone com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. "Ela me disse que não tinha absolutamente nada contra mim. Que nunca havia feito nenhuma manifestação contrária à minha nomeação", afirmou, referindo-se aos boatos de que Dilma preferia um técnico no cargo.